<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756</id><updated>2012-02-16T06:42:38.131-08:00</updated><category term='Possíveis biografias para seres inimagináveis'/><title type='text'>Diário de uma vida anunciada</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>59</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-4362024422741510191</id><published>2012-02-13T12:57:00.000-08:00</published><updated>2012-02-13T13:14:21.397-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Possíveis biografias para seres inimagináveis'/><title type='text'>Uma biografia para Ilith Karkachevski</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, serif; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman', serif; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b style="font-size: 100%; line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;Depoimentos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b style="line-height: 150%; font-size: 100%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;&lt;i&gt;Por Valentina Karkachevski&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;Desde pequeno Ilitch se dedicava as atividades fora do comum. Com quatro anos construiu, com algumas caixas de geleia, uma cabana, na qual apelidou de templo Espartanus. Sempre pensei que o costume da leitura era sadio, porém, em pequenas doses. Tinha medo que virasse uma versão atualizada do velho Uganov que acabou morto quando uma instante de sua grande biblioteca caiu sobre sua cabeça, ou como tia Anastácia que buscava pretendentes reais com descrições literárias demais. Nessa época, já lia Homero e Virgilio, e sempre procurava livros, sem gravuras e gordos, sobre as histórias dos antigos micênicos, gregos e o que mais havia. Era muito quieto, quando não chorava. Chorava demais o pobrezinho. Pensávamos que dado a alguma doença fisiologia, até que o pequeno descobriu a fala e pode nos contar como os insetos são frágeis e nossas solas de sapato ameaçadoras. Nos últimos anos nos falamos pouco. Meu marido e eu ficamos muito magoados com as decisões por ele tomadas, sabíamos dele mais por recados de outros, coisas que escutávamos nos armazéns e festas, do que por suas cartas. Uma pena. Porém, era um bom garoto, sempre muito atencioso, até comigo. Por toda sua vida até o dia do ocorrido, me escrevia demonstrando-se preocupado com minha&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;saúde, tinha medo de me perder o menino. E no final, bem, eis o triste final.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b style="line-height: 150%; font-size: 100%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;&lt;i&gt;Por Óssip Gordvski&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;Depois de Kakarchevski, sobrou o chão do chão, como ele mesmo dizia. É como um ralo, é tudo aquilo que é certo, e como sabemos, tem um fim, um fim conhecido. Lembro das suas cartas eufóricas, se sobressaia com qualquer mudança de sentido, de itinerário. “Ontem presenciei a chegada da primavera a partir de um gafanhoto corajoso que pousou em meu nariz. Haninha se apavorou, mas disse a ela que estava selando um contrato com as pequenas coisas, todas as pequenas coisas, um contrato de respeito. O tamanho consiste no valor que se atribui a ele quando não há ferramentas por perto”. Nunca chorou por mulher alguma antes. Depois de um dia inteiro o convencendo, consegui o levar a uma casa de encontros, onde a primeira coisa&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;que fez foi cair bêbado em um sofazinho rosa, onde ficou a dormir, enquanto algumas mulheres brincavam com ele, lambiam-lhe o nariz, tal como o gafanhoto, mexiam-lhe as bolas, e eu pensava, que desgraçado, que desgraçado. Pequenas coisas para Ilitch,”&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;Eu sempre dizia, Kachev, como o chamava as vezes, não escreva demais, escreva o necessário. Mas ele sempre fabricava pequenas pedras, alongava o encontro com suas preciosidades mais densas – era incessante. O amava como um irmão, talvez não como um irmão porque detesto os três que possuo. Mas como um a mim mesmo talvez. Quando nos conhecemos vi em tudo que era de seu respeito uma pureza rara nos homens, e ao mesmo tempo, uma força atemporal, sabia que era um escritor, mesmo antes de seu primeiro trabalho. O jeito que tratava as pessoas, sempre com apreço, a maneira de discutir sempre com um “mas veja bem meu caro”, um respeito calibrado, direcionado a um objetivo que quase sempre se concretizava. Porque pessoas como Kachev sabem como organizar os móveis que são as palavras para qualquer cômodo, para qualquer visita. Para alguns, era meio estranho, diriam lento nas coisas requisitadas, como atravessar a rua. Não sei como não morreu no meio de uma rua, mas no fim, Kachev sempre terminava o que começava. Quando tinha dinheiro ia à ópera, e outros mais, sozinho sempre, ia algum bar, e enterrava-se com os olhos em uma latitude baixa, em um caderno, que normalmente, fedia a conhaque e tabaco. Ignorava as mulheres solteiras, até as ricas, os possíveis novos amigos lhe convidando para alguma partida, corrida de cavalos, algum acontecimento e lá ficava, a bisbilhotar seus furgões, a afiar suas peças, muita muita graxa como sempre. Ás vezes me chamava bêbado, para cuidar do fígado mal educado ou para dividir sua felicidade, passava tempos a delirar sobre as&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;estrelas estáticas, a rotina estática, a arte estática para no final dizer “meu caro Óssip, e o pior disso tudo, é que não é porque estou bêbado mas tudo está em contínuo movimento, tudo está dançando, mas que música, vamos escutá-la, silêncio meu Óssip”. Kachev foi a minha resposta à algumas perguntas desse mundo. Foi meu melhor amigo, e talvez seja meu melhor escritor, uma obra que participa de minha leitura de vida para todo o sempre movimentado. Já tiraste a tal música em seu pianinho amigo Kachev?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b style="line-height: 150%; font-size: 100%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;&lt;i&gt;Por Iêssinin Tudov&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;Muito meu telhado já protegeu Ilitch. Meus livros, sempre abertos para sua visita. Tinha até uma cópia da chave de minha casa. Às vezes penso que se eu não tivesse ouvidos muito bons, talvez não me agüentasse tanto por perto. Mas era um homem bonito. Terno, sempre bem vestido mesmo quando devastado por dentro, depois de uma guerra. Vinha para cá para chorar. Acho que essas lágrimas ocasionalmente serviam de impulso para sua embarcação, alguma coisa de sua obra não perdera raiz em sua memória. Gostava de escutar ele falar. Carregava uma tristeza realmente sincera, assustadora. “Só você Tudov, sabe como as&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;coisas são para mim. Por nem preciso falar, você adivinha”. Mesmo assim, falava. Sem parar. Sou muito grato pelos seus conselhos e por guardar um pouco&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;dele nessa casa. Aqui, há cadernetas suas espalhadas pelos cômodos e algumas roupas ainda sujas pelas suas ruas favoritas de Petesburgo. Sonho com você Ilitch. E neles, eu falo mais que você.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b style="line-height: 150%; font-size: 100%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;Por Andrej Bistronski&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;Quando vinha a noite, quase sempre vinha Ilitch. Sim, ia bastante a taberna. Até nomeamos um prato em sua homenagem. Porco com anchovas e pasta de mel com licor de amêndoas. Sem ofensas.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;Gostava bastante desse prato, que eu criei para ele. Era tudo o que restava na taberna quando em uma noite de ano novo, antes de eu encerrar a porta e partir para minhas férias apareceu com o rosto tão caído que duas mãos eram poucas para praticar o resgate desse. Mas no fim ele gostou bastante. Já o&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;vi muito feliz também. Quando essa Hana apareceu, o homem não cabia na própria roupa. Suava. Era engraçado (risadas). Quando tinha um trabalho importante na cabeça, não falava nada. Entrava me olhava, sentava-se e mirava uma moldura sem quadro que guardo na parede. Ali, Ilitch colocou muitas idéias, pensamentos. Até penso em colocar uma foto sua ali, um dia. Nunca li nada dele, nos seus olhos talvez tenha entendido alguma coisa. E tinha um fígado, que nossa! Ilitch cliente e companheiro fiel, assombre nossa cozinheira, &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;gorda Kátia, de vez em quando! Ela gosta tanto de você, e precisa muito de uma distração para mudar aquela cara reta que me dá nos nervos de tão fechada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b style="line-height: 150%; font-size: 100%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;Por Yuri Morsk&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;Como vocês devem saber, eu e Ilitch não éramos o que pode-se considerar de amigos. Lemos os mesmos mestres, e talvez, até amamos a mesma mulher (Aqui é importante esclarecer que certa vez, a mulher do Prof. Yuri mandou uma carta para Ilitch elogiando um conto seu, o Hóspede Alugado. Ilitch respondeu agradecendo, porém, certa vez Morsk encontrou o envelope da carta apenas. Interrogou a mulher horas a fio, e depois dela contar a mesma versão da verdade por diversas vezes, não acreditou, até porque acredita em pouca coisa mesmo. Hoje eles estão separados. Marina Tsova desde que largou o marido virou uma grande atriz de teatro, antes fazia apenas pequenos papeis em filmes mudos na cidade de Moscou). Inevitavelmente seu nome surgia seja em uma partida de jogo,em uma discussão na revista Cadência ou ao andar na rua e fechar com seu rosto curioso parado em alguma esquina ao lado de um sinal aberto. Era um sujeito estranho. Demorou uns três anos para decorar meu nome, e às vezes quando me reconhecia, na verdade me confundia com um tal de Mushkin que nem sei que é. Quando eu esclarecia sua mente, fugia. Ás vezes, o via perto de um pianista e trompetista, na festa, antes de sua desaparecida defenitiva. Embora nos últimos anos mais brigados do que apertamos as mãos, sua obra, embora não seja a literatura que eu mais preze, é curiosa o bastante para ser enxergada com a razão. Preparo um livro de ensaios críticos sobre sua obra, deve ser lançado em breve. Já o defini com muitos adjetivos. Na maioria negativos. Mas posso dizer que Ilitch Karcachevski é um homem que atravessa o tempo e impõe a sua cronologia a história dos livros. Sem mágoas, Ilitch. Seu desgraçado, fora antes que eu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b style="line-height: 150%; font-size: 100%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b style="line-height: 150%; font-size: 100%; "&gt;&lt;span&gt;Imagens&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;&lt;b&gt;1.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;O garoto desamparado pelas babás - segundo sua mãe Terescova "as ucranianas sempre foram descuidadas, não é a toa que hora ou outra perdem um pedaçinho a mais de seu mapa ou somam mais um acidente loquaz para sua história” - corre deixando a bela moradia da família Karcachevski para trás, e se encontra só, em meio a árvores invadindo um lago, em um refresco sem saída. Como era verão, o pequeno automaticamente cede a tentação de tocar o espelho aguado, chegando cada vez mais perto, perto, agora mais um pé. Agora já é sabido onde estão as gracinhas de Kiev, pelo menos uma delas, já que na frente do garoto essa banha-se com pele a respirar e trovar mensagens com o ar, com aquele que, se o pequeno Ilitch tivesse uns cinco anos a mais exclamaria surpreso "Ora se não é o nosso motorista, o velho Vassili Mushkin". Enquanto sua mãe o procura por entre os guarda-roupas - naquela época tinha criado esse esporte de passar longas jornadas de retiro nesses objetos de reclusão, imaginado o espaço sideral, seres da lua de Europa brigando com seres da lua de Titã e essas coisas que os pequenos fazem quando sua fase de palpitação desregrada tarda a aparecer.- Ilitch fica por mais uma hora sentado observando a brincadeira da sua empregada com o velho  Muchkin, tentando decorar cada parte do jogo para mais tarde ensiná-lo a gentil Matcha, sua priminha menor, cabelos pretos como carvão, que nunca dá um sorriso para a infelicidade do menino que não quer nenhum concorrente de pior humor e detesta como ela recupera os holofotes dos olhos adultos quando ameaça um choro ou ignora o café da tarde. Mais tarde quando Vânia, esse é o nome da babá, o encontra com os pés mergulhados na beira do lago engenhando uma pequena gripe, o pequeno a pede para que mais tarde escreva todas as regras, mesmo que ainda não saiba ler o que as ucranianas escrevem, "pois não quero esquecer nada, nada".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;&lt;b&gt;2.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;Dizem que quando chegou em São Petersburgo e se viu já avulso das companhias familiares, a primeira coisa que o então jovem Ilitch Karcachevski fez, depois de meditar em livrarias e experimentar a taberna do polonês Andrej Bistronski, foi passar algumas horas na praça central com seu cetim da cintura a enrugar no confronto com o chão, absorvendo a família de pós daquele pequeno pátio russo, e assim sentado fitava as carroças a ir e vir, distinguindo-as em três tipos fundamentais: as que servem para andar; as que servem para se exibir e as que servem para servir. Logo engatilhou conversa com Óssip Gordivski, um motorista que por ali estacionará, que juntamente com Iêssinin Tudov, viriam a ser seus maiores companheiros até o final de sua vida. Gordiviski lá na taberna de Andrej, admitiu precocemente para o recém amigo que era um poeta, talvez o maior de sua geração, mas que ainda não era conhecido pois ele acreditava que uma fama recente cairia mal para sua biografia, que na sua imaginação seria a sua maior obra em vida, por isso tal façanha é arriscada “entende meu comparsa Ilitch”. Contam as histórias que escamando felicidade pelo corpo e bêbados nas articulações e passando das quatro horas da madrugada, enquanto o cavaleiro Ilitch não ariscava regurgitar uma nota gramatical com medo do percurso álcool pelo seu corpo e sua verdadeira intenção de caminho, o primeiro porre desde que tomara uma dose super exagerada de acetona liquida de sua irmã Nathascha aos 6 anos, quando tentou-se apagar por um amor impossível com um personagem da literatura de Iuginev; a vodka acompanhada daquela linda branquela alemã, uma steinhegher de 5 anos, fizeram se ausentar da conversa mas conservaram sua aparência de alma terna. Óssip então para celebrar tal momento, Óssip sempre tão rigoroso em entornar as ferraduras do tempo com o suborno de suas pobres palavras, puxou um guardanapo de tecido onde escreveu uma ode ao amigo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;"O que tem esse Ilitch&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;que leva consigo o ar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;de um balão de festa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;e o poder de lhe estourar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;quando o amor não interessa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;Grite grande Ilitch&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;nos conte o segredo de seu fico&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;abra seu sangue as nossas veias&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;vem amigo nos leve em seus destino&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;de  fazer a felicidade ser teia"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;Mais tarde esses mesmos versos foram lidos na sua cerimônia, cemitério Aleksandr Lybov, na Suiça, ao som de cavalaria dos ventos e névoa primaveril, pelo mesmo Óssip, que dessa vez praticava uma pausa mais alongada entre os versos, para dar tempo de guardar as lágrimas do rosto que por ali apareciam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;&lt;b&gt;3.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt; Foi o próprio Ilitch que disse. Depois de uma aula exaustiva do curso de engenharia, temendo desapontar os pais que lhe davam dormitório e uma simbólica humilde mesada para viver naquela cidade, sentou-se em um café perto de uma escola infantil, o mesmo que mais tarde conheceria Zoya que por lá estava brigando com um garçom,  despenteado pela mão nervosa após ter ficado em recuperação na maioria das matérias que se escreverá naquele ano, começa a dedicar a sua atenção para as crianças brincando no pátio do instituto. Uma delas disse, sempre foram muito audíveis e gustativos os ouvidos de Ilitch, entãoescutou uma contando para outra que um dos motivos do ar existir é para que as folhas caiam no chão sem se machucar. Descrito pelo próprio como " nesse momento virei uma boca de canhão prestes a acionar, e a bala era meu coração, minha pele se eriçou feito um gato de selva de frente a uma aventura, entrei em contato com uma luz apaziguadora, um oráculo maternal que me contou onde seria meu caminho, que no caso era a de mover-me entre equações glaciais, giz e quadro negro, e sim, a mostrar o quanto fantástica pode ser com todas ou nenhuma palavra a vitrine em que cada um se mostra para alguma coisa como realidade, naquele momento decidi virar escritor".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;&lt;b&gt;4.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;Perdendo a casa alugada pelos pais, a presença de seu piano, e todas as vantagens de quando seus pais pensavam estar sustentando um  futuro engenheiro que lhes ajudaria com sua aposentadoria, Ilitch se viu tendo que trabalhar e morar em uma pensão perto da universidade de Belas Artes, pra onde se transferiu. Já tinha publicado alguns contos em revistas como Ulysses, Kino-Pravda e até na francesa Imaginathique, trabalhando duro depois do expediente na biblioteca, passava horas a revisar seus textos em bodegas de tábuas soltas Petersburgo a fora, ou no pequeno quartinho de um cômodo na pensão do judeu Isaac, onde talhava cuidadosamente cada palavra, e usava seu senso crítico sem exceções, determinado a mostrar a todos, aqui lemos seus pais, onde seu talento recém despertado poderia levá-lo. Já trocara 12 vezes o nome do conto "Esquerda para os que ainda desejam" (que por fim levou o nome de "Quatro passos em qualquer direção e penso nela"), na mesinha 22 do café Turco, no quarto expresso com Contreau (as temporadas em Paris o deixaram um tanto atrelado aos modismos locais), que de cabeça baixa - aqui já é hora de descrever o belo Ilitch, de queixo fino, mas rosto encorpado, cabelos pretos que se sumiam na noite de lua nova, e olhos azuis como fogaréis que guiam a saída aos esquecidos - e dedos a remelexar na mesinha de vidro as notas do piano que nunca mais tocará desde que tomou sua decisão de dedicar-se aos objetos encadernados e a tudo que os lembre, foi quando apertava aos olhos contra o crânio bem firme, até apertar a sensação de aprisionamento (mesmo movimento que repetia nas incessantes brigas de seus pais quando inda era uma criança no interior, quase nobre, quase futuro), foi assim, ao voltar de uma viagem de pensamentos semelhante a distância que os navios levam para trilhar o equador, que viu aquela de crespos ruivos e desamparados, um indício de beleza que se apagava pelo possível desespero que no momento digeria, uma pele branca de uma transparência tamanha, e um jeito de vestir que há fazia poder ser de qualquer época e lugar, menos aqui e agora, a moça discutindo por, pelo que ele tinha entendido até o momento não erra sobre dinheiro, não era sobre algum pedido que veio errado, a ineficácia dos garçons, "mas se Nicola aparecer devolva essas pedras vagabundas, ele está aí? Eu não estou nem aí para aquele cafajeste, cafajeste! Ele está aí?" E nesse momento o atendente pediu para ela se retirar pela segunda vez, pegando-a por um braço, depois por outro, com uma força um tanto desnecessária, vinda das ferramentas de oficinas, motivo que bastou para Ilitch, o bravo Ilitch exausto da maturação da escrita que pensava ele era tão mais fácil do que as equações diferenciais de  Newton, pobre Newton salvo por um Pope, levanta-se, o homem que nunca foi engolido pelas iminências daquela mulher que não era apenas isso, mas também, uma pessoa tão grande e distante mais ali, tátil e ao seu alcance, ele que nunca se interessará por mulher alguma, tendo alguns casos por rebelião do espírito ou tédio das horas gordas e lentas, aliás, nem pensará em ter que aturar uma dessas criaturas por mais de alguns dias, viu-se ele como um outro, que logo foi encarar o atendente, disse-lhe desaforos "e não toque em uma mulher, nessa jamais, ao menos se eu estiver nesse País!", "Largue-a agora ou se ferre com toda a polícia russa, seu idiota". Pegou-a pelo braço, cedo cedo já tivera o prazer daquela “pele calva, deslizante como a lâmina de uma faca, pele de corte, de corte, que me abre” e foram andando até a taberna do sempre lá, o polonês Andrej.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;&lt;b&gt;5.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;Esse fora mais um dia que passaram entre laços bem apertados, que fizeram amor ao longo dos dias que rapidamente encontravam as noites e nem parecia, de olhos abertos e conjugados, de abertos saturados. Ilitch escrevia por falta de força de parar, mal se alimentava, mal trabalhava para saciar o ato de criar, estimular os operários do crânio a encontrar mais pepitas de pedra reluzente nas crateras, estava à essa altura mais do que completamente apaixonado. Dizem que Iêssinin preocupado com a saúde do amigo, com o desprezo por seus telefonemas, resolveu descobrir quem era essa impossível personalidade, preocupava-se por saber também se ela realmente existia, e se existia, se realmente o conhecia ou era apenas mais uma das aventuras sós da imaginação ultra alimentada do amigo, mas quando soube que se tratava de Hana Klaus, entendeu de imediato o cenário existencial do amigo. Mesmo assim, não deixou de lado a preocupação, pelo contrário, passou a levá-la para passear e dormir. Na cama Hana fumava um cigarro longo, enquanto ele ainda sem se vestir não resistiu e a entregou frases e frases de interrogações. Naquele dia ele soube tudo. Por onde andou, por quem andou. Tinham quase a mesma idade, mas viverá no mínimo três vezes livros a mais que nosso Ilitch, que se sentia confuso em frente aquelas declarações, inconfortável mas contente pela possibilidade de conhecê-la tão a fundo, sentia-se protegido por ser também responsável pelo cadeado de suas memórias. Mais tarde escreveu em seu diário "que naquela noite deixará de ser homem, pelo menos o que antes era, e todos caminhos se mostraram com chegadas, porque a paixão subornava qualquer incomodação". Hana era uma poeta já muito conhecida, tinha a crítica ao seu lado, o modernismo acarinhando sua cabeça. Brigou com gente muito grande, animais de todo tipo, de savana e de tundra, deixou lembretes nos salões suprematistas e placas viradas em alguns futuristas de Moscou. Naquela noite, leu alguns poemas de sua autoria. Eram pesados e as vezes soavam infantis, o que fez Ilitch perceber que pouco entendia de poesia, portanto, pouco entendia de Hana. As letras tinham para eles diferentes funções. Ela as organizava em forma de um grito ou gemido seco, ele, tentando desenhar alguma elucidação ou retrato fiel das coisas. Ilitch suspenso naquela nuvem hora branca hora preta, mais tarde escreverá alguns romances, alguns contos, todos eles com um pedaço Klauniano, tentando entender aquela pergunta constante em silhueta de mulher. Tornara-se Hana desde aquele momento, uma inspiração, um poço exato de resgate e condições para prosseguir, um assunto sem fins, uma busca em forma de transporte aéreo, marítimo e montanhoso. Pois era ela um espaço, um ser sempre a preencher, necessitada de um embargo constante, mas acima de tudo, era desprovida de silenciadores, exterminadora da surdez, capaz de sentir tudo, inclusive a altura de um chatô, mesmo nunca estando lá, capaz de reagir a qualquer situação, abastecida pela fúria de tudo que se mexe, a larva, a maré – um mistério. Sabia Ilitch que encontrará o amor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;&lt;b&gt;6.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;Eram pelo menos cem pessoas, mas segundo a dose inexata de razão do nervosismo, algumas mil. Academia Russa de Letras, Òssip e Iêssinin sentados com um assombroso figurino bem escolhido, Hana desaparecida, ao menos por agora. Defender a literatura de construção íntima, pensava Ilitch, mas que merda ele fora fazer naquele porão com lustres austríacos? Enquanto a palavra revolução era tudo que seus “amigos” conseguiam ler sem se chatear, ele ajeitava a barba, sim deixara crescer em uma tentativa de sempre praticar algumas mudanças em contraponto com alguma possível monotinia, estaria lá Reacovisk ou Morsk? Provavelmente sim, e tontos e com seus talheres apontados a qualquer palavra que desviasse de suas idéias à frente, sempre à frente. “Meus amigos e companheiros” os olhos de Ilitch se apertavam tentando desfocar os rostos e facilitar a fuga, “agradeço essa magnífica oportunidade, especialmente em uma época em que nosso povo encontra-se em profundo agito de idéias, redescobrindo anatomias em esquinas de bairros e bandeiras que circulam o ar, mas infelizmente não posso ser útil a vocês agora, não sou o tipo homem dos palanques e da voz que se perde nos móveis da praça, sou um homem caseiro, sigamos, passo dias em um quarto de uma janela, ou no edifício de minha linha de tempo, me perco na casa das pessoas que eu gosto, e em meu cômodo preferido, um peito vivo de um outro que me circula, por isso deixo a vocês a literatura, as escolas e discípulos, e agora vou atrás de minha inspiração, sugiro a vocês o mesmo, a revolução carece de relações e se faz no improviso de um sentimento que imagino que conheçam” e assim sai pela porta de trás, acobertado por valsa e tubulações de sons por todos os cantos contendo os piores desaforos, se dedica a encontrar Hana, mesmo não sabendo de sua trajetória. Iêssinen e Óssip, furiosos por terem feito todos os trâmites necessários para a visita do colega amigo ao seminário, correm atrás do homem tentando esconder os punhos nos bolsos tão bem costurados. Encontram o amigo e seguram suas cobranças. O homem treme de um medo dorsal que deforma sua sanidade. Vocês lembram onde Hana ia? Ela falou alguma coisa? Iêssinen barra Óssip que ali estava pronto para falar umas boas verdades sobre aquela mulherzinha de ascendência polonesa e dá um abraço prolongado em Ilitch, dividindo com ele a vergonha de um choro exposto aos passantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;&lt;b&gt;7.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;Ilitch já não consegue mais publicar em seu País. “Paisagem de molduras faltando”, “Narrativas breves sobre homens a nascer”, “O Emprego das coisas inexatas” e “Breve estudo do conto russo moderno” foram suas únicas obras que, de forma contrabandeada, achava-se em uma biblioteca ou outra. Infelizmente, aquela imensidão de terra, aquela divisão de hemisférios, aquela grosseria talhada pela mais sensível humanidade, que nesses tempos não vale nada, o país de seus país, não podia o abrigar por muito tempo. Naquele dia na Academia, isso faz uns dois anos mais ou menos, Ilitch encontrou Hana, mas foi por pouco. O homem teve que esconder todos os sinais de sofrimento ao ver sua mulher, sabemos que Hana é branca, mas no caso, transparente era sua pele que todo mal estar via-se  correndo nos órgãos pela superfície, Ilitch assistiu aquela terrível peça, aquele poema sem término, os olhos travados, com pálpebras sobrepostas, uma beleza que faltara e ele prometeu devolver. “Levaram Vanya, levaram a Vanya, mas para onde eu perguntava, quem a levou, não sei, mas queriam me levar junto, meu deus, levaram a Vanya, prometi que seria forte para sofrer por nós dois naquela noite e em todas as noites que aatravessavam inclusive as manhãs, prometi que sugaria seu mal a tranformando em conforto e eu precisava ser forte assim como meu pai naquele confronte em Cabácia, mas não com armas, com algo mais poderoso”, escreveu em seu diário Ilitch sobre aquela ocasião. É claro que Hana iria a academia como combinado, claro, que ela tomou alguma cervejas alemãs com Blancka e Vera, encontrou Ygor, o querido Ygor de voz almofada, confortável como um ninho, um pintor em ascendência com traços que são vestígios da humanidade mais nua,  (Ilitch detestava os pintores, depois de saber o passado de Hana com alguns dessa categoria, e com Ygor, não era diferente) no meio do caminho, mas Hana estava indo para lá. Homens a procuravam ao sair do bar, homens com grandes casacos e insígnias. Blancka a levou para sua casa, e mais tarde, Ygor que ficou responsável de descobrir o que estava se sucedendo, chegou sem o chapéu quem lhe deixava tão mais bonito. “Não sabemos o que fizeram com ela, eu sinto muito minha pequena Hana”. Uma casa jogada em meio a um campo verde bem penteado pelo vento, liso. Ali, ficaram Ilitch e Hana, por algum tempo, com medo, esquivando-se, protegendo-se sem saber porquê. Sempre havia alguns amigos por lá, e ambos, apesar daquela tranqüilidade viviam bem. Nesses anos, ambos produziram bastante. É dessa época, chamada fase de levante, que Hana escreveu sua principal antologia, que é um marco na poesia moderna “Os corais afogados”. A poeta costumou-se a presenciar o rio e o rosto de seu companheiro, e assim surgiram poemas que até hoje são recitados por jovens e idosos de qualquer localidade, onde o amor e a natureza formam um culto divino a vida. Porém, também são dessa época poemas pesados da série “O tempo insiste em disparar”, poemas fortes e amargurado, das noites em que Hana recebia alguma carta com as piores notícias sobre amigos e conhecidos, as prisões, os desaparecimentos. Segundo Ilitch, esses foram os anos mais felizes da vida dos dois, foram três anos que se passaram em plena levitação, em uma ilha que só ambos conseguiam acessar, os anos que valeram a vida, de amor. Na Suiça Ilitch recebeu uma oportunidade de refúgio. Poderia lecionar, e havia uma editora muito interessada em seu trabalho. Hana ficaria na casa por ainda um mês, para ajudar alguns amigos e terminar artigos para jornais. Iitch partiria. Ilith partiu sozinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;&lt;b&gt;8.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; font-size: 12pt; "&gt;Malas desciam no hotel em frente a Universidade de Zurique, e em seguida, um telefonema. Era Ygor, com notícias piores do que a presença de sua voz. “Levaram Hana meu querido, quando cheguei em casa ela já não mais estava. Falei com Veruska, que trabalha no partido e ela me confirmou, por enquanto não há nada que possamos fazer”. Tão bem treinado no inverno russo, foi apenas dois meses que pode contemplar as paisagens suecas. Não chegou nem a conhecer os Alpes, junto com François Ravély, professor da Universidade de Letras de Zurique, acontecia por um bairro ou outro, muito discreto. Segundo François “Acho que ele sabia o que estava por vir, mais ainda, não temia e aceitava o ar dessa região sem fechar os pulmões, talvez até quisesse isso, sentira que já vivera, e seria injusto por algum tempo a mais continuar. Uma pena.”. Sem Óssip ou Iêssinin, sem saber o paradeiro de Hana, sem saber se ela estava realmente grávida como se pensava, Ilitch protegeu-se em suas memórias. Acordava cedo, pouco dedicava-se a tranqüilidade da cama, e escrevia sua vida de 39 anos. “Ele tinha certeza que ela estava morta, Brancka ligou uma vez e confirmou isso, disse que ela não agüentou e chorou desesperadamente por um corpo que ainda batia. Mis tarde descobri que a informação foi trocada, uma mulher de nome parecido, uma senhora bem mais velha é que veio a falecer, infelizmente, Ilitch não soube disso a tempo. Nos últimos dias, corri para sua casa e expliquei o mal entendido mas era tarde. Me chamou de louco, disse que a via todas as noite, que confiava mais nela do que em mim. Não havia nada que pudesse fazer. Pensando de forma rasa, acho que do mesmo jeito que precisou de Hana para sobreviver, precisou dela para morrer. Precisava da certeza de sua companhia em qualquer plano espiritual, mesmo que só em sua imaginação. A certeza da sua morte foi a deixa perfeita para que ele pudesse aproveitar ir embora, como tanto desejou, com uma desculpa para não feri-la. São pensamentos meus, devaneios apenas. Enfim. Nos deixou três manuscritos que ajudei a organizar e editar. Foi um dos homens mais incríveis que já conheci”. Ilitch, aparentemente , não sentia fome nem frio. Escrevia demais. Esqueceu-se de sua parte humano. Três meses antes de completar 40 anos, morreu de uma pneumonia que insistiu em não tratar, em silêncio, “para não incomodar ninguém”. Dois dias depois na Rússia havia choros. “Minha vida aconteceu com todas as janelas abertas, o temporal na cama, o sol no banho. O ar me responde seu peso, sinto a pressão de insistir. Já amei o que quis, e escrevi até me depositar todo, e o que insisto em registrar burla a beirada do meu próprio frasco e torna o piso não confiável. Estou todo aqui. Agora preciso ir Haninha, me escuta, você está aqui comigo? Escuto clarões  onde deviam haver olhos” escrevera. “Hana vem me vistar quase toda a noite. Diz que em breve nos veremos e ri, daquela forma dela, com os olhos seduzidos com o próprio riso. Ontem à noite fechou mês olhos com um beijo e foi embora. Leio seus livros todo instante, me procuro em seus poemas, busco o cheiro da pele no liso da página”. Era um domingo quando acontecera de viver mais essa grande morte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="line-height: 115%; text-align: left; font-size: 12pt; "&gt;&lt;b&gt;NOTAS&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="line-height: 115%; text-align: left; font-size: 12pt; "&gt;*Depois da morte de Ilitch, Hana ficou em Zurique. Ajudou a editar um livro chamado “Letras para caber em Hana, com amor”, páginas e páginas de caligrafia péssima que redigiu antes de sua morte. “No mínimo cabia três vidas ali”, apontou Iêssinen sobre o livro. Há&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%; text-align: left; font-size: 12pt; "&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%; text-align: left; font-size: 12pt; "&gt;uma série de poemas dedicados ao filho do casal, que do pai herdou apenas o nome Ilitch. “Só queria, meu Ilitch, que para você eu fosse um pouco mais de realidade do que qualquer coisa como literatura”. Essa frase de Hana pode ser encontrada no livro, na edição da editora Spassiba, página 304, em negrito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: normal; font-size: 100%; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; "&gt;&lt;span&gt;**A vida de Ilitch Karcachevski virou filme há cinco anos atrás. John Podow interpretou ele e Julia Andrews fez o papel de Hana. A esquizofrenia sugerida no filme chateou seus parentes. Os anúncios da Cerveja Kasar ao fundo das cenas, também.  A sinopse que saiu no jornal causou estranheza para os conhecidos. Embora curta e superficial, dado ao pequeno espaço na publicação, não deixava de fazer sentido.  “Vida de um escritor russo que decide viver apenas escrevendo, o que acaba por lhe causar problemas”, dizia. "Só trocaria problemas por soluções", admitiam silenciosamente alguns.&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-4362024422741510191?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/4362024422741510191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=4362024422741510191' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/4362024422741510191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/4362024422741510191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2012/02/uma-biografia-para-ilith-karkachevski.html' title='Uma biografia para Ilith Karkachevski'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-5275952428086900088</id><published>2011-11-30T18:08:00.000-08:00</published><updated>2011-12-16T10:55:20.611-08:00</updated><title type='text'>as bibliotecas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez que agora não imaginaria como arranjar cem poloneses típicos, ou figurantes que se passem pelos tais poloneses, sem contar roupas originárias da Cracóvia do século XIX, sem contar com uma estação de trem do início da idade férrea brasileira, porque afinal de contas, eram-se necessários dois minutos de uma cena que era justamente essa: “enquanto na cidade de Ijuí os poloneses desembarcam ao fundo, Gestão ( o cachorro), segue aqueles que possuem as barras das calças mais apetitosas para seu focinho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que agora só desviava a atenção para a falta de concentração, como o rastro dos caracóis embaixo da mesa do café,  a menina que rouba dinheiro da própria mãe só pelo divertimento de superioridade, embora as chuquinhas coloridas, cuidadosamente arranjadas por uma mão estrangeira demonstre o oposto, a cerca da praça abaixada dividindo o chão com as pedras, a e olhe lá, um cachorro com patas finas e dorso preenchido, bigodes feito  farpas e olhar imbecil, poderia ser ele o tal cachorro, o tal Gestão, será que se encaixa? as orelhas finas tal como descrito no script e a cor malhada para transparecer uma certa miscigenação que acabava em um tal de não-pertencimento, um devir no estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que talvez eu fosse muito chata e minha própria natureza não era daquelas de pátio largo, de terra abundante, que permita a outros hastearem seus próprios guarda-sóis e cadeirinhas, piqueniques, que não entende um compartilhamento, uma presença, ou simplesmente uma conversa ( esse stage dos olhares que atiram e que quando acertam nada morre, mais vive, vive mais), um papinho de tarde, na praça, faz quanto tempo mesmo que não nos vemos? E o que mais reconheço é essa dispersão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma conhecida falta de interesse. É de sol o dia, a mesa está na  varanda tal como o palco de todos os domingos, os avós  se sentam a mesa, a tia lúcida por loucura da doença, um gato (acho que Rodolfo o nome) sai do colo do pai para buscar com os dentes uma borboleta que tonta dá piruetas longe de um processo de brincadeira, mas sim de conseqüência de idade avantajada, e um pulo do felino é o bastante para que seu tempo pare de contar. O restaurante dos primos vai bem,  as férias já estão planejadas, aspargos e azeite decoram o linguado irreconhecível pelas queimaduras que entende-se na travessa de madeira sobre a mesa. Ouve-se um grito, é a mãe, é só a mãe, sozinha no quarto impossível de andar, com um bolsão de água abaixo de seus pés, impossível de nadar, com seu reflexo de pavor no próprio espelho do líquido. Eram 13h15, seu irmão mais novo avisará que estava para chegar e você aproveitava a submersão de todos  nessa história, para poder dar uma fugidinha rápida, andar lá pelo calçadão, encontrar um namoradinho quem sabe, o parelelismo de sons dos rolinhos de água no rio ao alcançar a margem com as de suas línguas suadas em giro, em busca do que todos prometeram que era divertido, que era o início do melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou não. Mas sei que poderia ter sido assim, porque afinal, seu plano deu certo, todas as idades ficaram entretidas com sua mãe e seu irmão, vovô foi pegar a câmera, o pai correu para o quarto jogando tudo que era estampado com personagens infantis dentro de uma grande bolsa (depois de três filhos ainda não sabia do que precisava um recém-nascido), a avó tentava explicar para a tia o que estava acontecendo enquanto a tal doença não cooperava jogando a senhora para os anos 1900 e letrinhas, e eu me deixava chorar sem ninguém saber, parte por ninguém experimentar aquele peixe cuja morte foi em vão e eu ajudei a preparar com as medidas contadas em uma balança de cozinha, parte por não saber que eram esse irmão que estava chegando e o que ele queria. Claro que chegou um momento que percebemos que faltava você, onde estava você e tudo. Tio Anselmo foi atrás de você a partir das minhas informações garimpadas há muitas semanas, te encontrou por ai, a levou para o hospital. E depois do menino nascer, mesmo assim, todos continuavam dedicados tão somente a isso que nem papai lembrou-se de te dar um grito, uma surra, um interrogatório e até hoje não sei por onde você andou ou o que fez, foram tão poucas as conversas, diálogos de resumos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora mantém os olhos caídos, no que poderia ser um sinal de submissão ou respeito, mas que na verdade é o signo de uma distância, de uma altura por onde seus pensamentos rodeiam, tão a cima, onde nunca poderei escalar mesmo com algum suborno em qualquer sentido. Me detenho em seus dedos enquanto um desses mágicos de rua nos escolhe para suas palhaçadas, como se não fosse fácil perceber que ali nenhum feitiço duraria, se instauraria com facilidade, não sei porque julgou que havia harmonia para ser quebrada e foi o que fez com seu rosto pintado, sendo constantemente remaquiado pelos novos cordões de suor, perto da testa, que não paravam se surgir, culpa do verão, culpa do trópico, culpa de uma maior intimidade com os baralhos do que com os seus planos. As suas cutículas são envezadas, não tão dóceis, você ainda não as tira buscando embelezamento, você ainda não se preocupa com as próprias decisões do corpo por ele mesmo. Seus dedos são cumpridos, são os dedos que sempre quis ter, aos quais associei a excelência no piano e no vôlei de praia, dedos como os da tia Irene que hoje ninguém mais lembra mas se te olhassem, recordariam do jeito delirante e despreocupado que aquela mulher possuía de tocar gaita nos bares do interior, músicas em francês recheadas de cenas de bordeis, histórias trágicas de prostitutas, sexos que deram bem sexos que deram mal, mas ninguém entendia mesmo, embora gostassem muito o público do bar Veneza, o principal de Eldorado. Tão grande é essa aversão, ou até mesmo, essa agressão com seu corpo, e mesmo assim você permanece contentora de uma beleza assustadora que as pessoas não entendem, e assim gostam ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mágico continua com suas palavras mal conjugadas, das quais eu nem percebo, até o momento em que ele resolve  levar o braço perto do seu rosto, sua mão chega a tocar o lóbulo de sua orelha direita, você meio que ri nervosa não diz que não gosta, e daquele contato ele tira uma moeda de prata da republica Del Uruguay, muito antiga.  Bastou um movimento tão clichê para ele tocar em você, uma desculpa tão pouco engenhosa, rotineira até. Conheço até bem a capacidade de seus ouvidos, a hora em que você os desliga propositalmente dona de grande insensibilidade, ou quando eles trabalham como uma folha, recolhendo apenas as manchetes que os interessam. Mas de fato a curvatura de suas orelhas e o caimento pós-cartilagem, aquela coisa sempre em queda onde de vez em quando você usa do brilho de um brinco para demonstrar um amor-próprio, um chamamento, eu desconheço por completo, ainda mais com nossos braços sempre faltando uma finura para um encontro, sempre algo está nesse entre, uma avenida, um cabo de telefone ou essa mesa, na qual agora nos encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram dez minutos que se foram, gastos por um fósforo desconhecido, sem nenhum peso fecundo o bastante para não levitar da memória. Mas  posso jurar que você tenha gostado dessa intromissão, aliás, o acaso sempre te tratou como uma filha querida, uma pupila, sempre com olhos de conforto, bóias estratégicas em cada geografia, agasalhos correspondentes a térmica de cada dia, de cada situação. Uma bolsa de estudos em Cuba, os lábios tidos sem esforço das presas, a exposição de Velásquez justo naquele dia, a desenvoltura social típica dos bons malabaristas. Claro, as dificuldade também. Sempre postas em lugares estratégicos, com cabines de emergências e ambulâncias a fazerem a escolta de seus passos. Um braço quebrado aos nove, um acidente de bicicleta aos 14, uma quase gravidez aos 16. Uma tristeza daquelas sem sal, fácil de se afogar, como uma marca de nascença impressa nas irregularidades da pele, salvo o aparecimento de qualquer tentativa de esconderijo. Porém diferente nesse sentido. Você gostava de a exibir, esbanjar uma solidão para todos, um tipo de solidão que fazia de você intocável e atribuía a ti a impossibilidade. No Santa Inês, as professoras só reclamavam das temáticas das redações, sempre com alguns neologismos trava-línguas e algumas vezes caindo ao ilícito, pervertido é a palavra, mas as notas se mantinham acima da média com o mesmo esforço de um ser de asas a pairar a favor de uma corrente de ar, não incomodava no geral, tinha uma oratória desenvolvida com assustadora segurança se comparada a falta de maturidade de sua formação dentária, mantinha um fôlego saudável para os esportes, se dava bem com a maioria dos estudantes, embora meio estranha dentro daqueles par de calças jeans Levis apertados e camisetas picotadas a exibir em sua estampa a discografia, variando o dia, dos anos setenta por inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que eu não entendia. Aliás, quando eu nasci você já existia por completa. E sobre você, eu nunca soube o que pensar. Observava equilibrada na pura atenção, por exemplo, a sua maratona cotidiana: o levantar às 7h45, o alongamento das pernas com o auxílio da pia do banheiro, o lavar a cara sem olhar a cara, a música soando de sua direção (hoje sei que a maioria delas é de autoria do Caetano), o chá rápido e a saída pela porta da frente sem nenhuma palavra solta com endereço humano. Acredito que nesse sentido, fui a sua primeira platéia fervorosa, e estava sempre presente. Ao mesmo tempo que essa ausência se construía, você estava tão presente mesmo quando não voltava para casa. Já vi mamãe sentada na cama a encarar as pernas sem ver, chorando vagarosamente com uma delicadeza controlada, uma impressão de costume, e do vão da porta sabia que aquele vermelho dos rosto era sua obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na casa da vovó, tenho certeza. Eu tentava ler um livro seu, de Murilo Rubião, permeado de anotações elaboradas em qualquer espaço do vácuo da tipografia, tentando no vocabulário dos onze anos encontrar uma representação de mundo a partir daquelas palavras. Vovó e mamãe conversavam sobre Estéfano, nosso irmão há cinco anos. As crises de asma assustavam, além disso, havia alguns problemas com seu coração. Apesar de sua saúde incompleta, foi ao falar de você que vovó sentou-se mais perto e pôs-se a fazer calor com suas mãos em colcha nas mãos de mamãe. Era isso um medo de te perder de qualquer maneira, sem nenhum motivo que se demonstrasse sólido, acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha medo de você me ver como adversária, ou não reconhecer no meu rosto, os olhos e cabelos claros tão inexistentes em ti, uma familiaridade óbvia. E o próprio ato de conversar com você me fazia às vezes sentir um resfriado no peito, uma pisoteada quente no rosto, um planejamento prévio, antes de dormir domar as palavras com a cadência e conteúdo estudados  como receita, para garantir sua aprovação. Mas independente de minha geniosa obra frasal, a sua resposta era sempre com palavras curtas e breves sem a companhia de um visto compenetrado. A atenção de seus ouvidos tinha de ser disputada com tantas outras coisas de seu interesse que eram mais importantes para você do que eu, o que fazia de mim sempre uma fazedora de incômodos, um atraso sem escalas. Ainda lembro, em uma vez rara vez, que nasceu e morreu no mesmo dia, você me disse - enquanto uma lágrima armava-se no encontro de suas pálpebras rochosas e branquiadas – “a coisa mais importante no mundo que você pode dar para alguém são seus ouvidos”. Naquele tempo infelizmente eu ainda não tinha idade para seriedades, mal escutava o desaforo de seu rosto e garganta, segurando aquele pastel de queijo, onde até o momento eu procurava o queijo, que eu suspeitava já estava extinto antes mesmo do surgimento do pastel, com os pequenos dedos habitados pelo relevo das primeiras aulas de violão, nada entendi. “É preciso ouvir com os olhos, ou até a pele, o corpo todo, menos com os ouvidos”, dizia você, e eu nem percebia que aquilo era obra de uma tristeza que traz consigo um esclarecimento. Mais tarde aprendi que respeito para você flerta com desprezo, e passei a testar isso em toda oportunidade que surgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez que seu vôo poderá atrasar amanhã, mas mesmo assim é preciso chegar antes ao aeroporto, São Paulo precisa de você no dia seguinte em pé e com café tomado. Talvez que ainda falta visitar Cleo e Vitor, Magali e Núbia, e tomara que essa última ande melhor, que você não agüenta mais tirar conselhos de onde não há para que ela saia daquele apartamento e descave do quintal da desistência todas as coisas que importam. Talvez, entre uma colher e outra do  chessecake de amoras, você olhe para mim rapidamente, esparrame o olhar no curto dos meus cabelos, faça graça do aro de meus óculos, e até respeite a minha tentativa de tentar parecer interessante. Temo um medo de no fim, ter me tornado muito parecida com a mulher que você sempre foi, um tipo de aço que não serve para construções, uma represa infértil, uma felicidade enjaulada, uma proteção que imita as das garras. Esses olhos com o enquadramento de uma cela que não existe, a emoldurar momentos mas não os deixar visíveis em nenhum corredor, a ninguém. Mas eu sou a pessoa que ficou, provavelmente, a que sempre vai ficar, e você, uma burladora de muros, mesmo que tenha todas as chaves, todos os códigos, apela pelas fugas, aquela que não reconhece o portão de sua casa no quarteirão, aquela que sempre vai embora.&lt;br /&gt;Estamos agora em nossa cidade. A cidade em que  você cresceu e abandonou, a cidade em que eu cresci já no seu abandono. Tantos cinemas novos aconteceram e sumiram pelos bairros, tantas coisa que não chegou até você. Eu resolvo pedir mais uma água e você também. O garçom mais jovem do que nós duas resolve estender a nós um convite e conversa. Pergunta se somos daqui ou estamos apenas de passagem, se viemos para a Bienal, ou talvez a Feira do Livro, se já vimos alguma peça legal da cidade e encaixado nisso, tudo na mesma chance ele acrescenta, que uns amigos estão na temporada com uma peça bem “legal”, algo baseado em Vera Karam ou coisa assim, mas que ele recomenda e se necessário, até nos acompanharia em alguma sessão. Eu apenas respondo que somos daqui, enquanto você, diz que está de passagem e que já perdeu seu interesse por montagens da Vera, há um bom tempo.  É incrível mas percebo que até o garçom, talvez nem ele saiba, mas está puxado por você. E se ele resolvesse me perguntar algo sobre ti, quando eu for ao banheiro ou algo do tipo, se ele tocar na sua intimidade, eu não serei útil em nada, por pura ignorância de assunto. Você nunca chegou até nós com um namorado, a notícia de um namorado ou algo do tipo. Embora mais tarde eu tenha conhecido pessoas que estavam atrás de você, nunca te vi com ninguém e das tuas relações só conhecia alguns amigos de vista. O garçom ficou um tempo em silêncio, e pergunta se somos irmãs. Admito que me surpreendi, e o espanto inicial me deixou toda mudez. Olhei para você, à espera da resposta, que veio ao natural, um simples sim,  sem nenhuma pitada de desdém. Me pergunto de onde ele tirou tal idéia, como ele percebera isso de uma ausência de sinais. Um silêncio tímido e duas anatomias tão diferentes não o levariam para esse caminho. Quando ele enfim retorna para seu trabalho, percebo que o conheço, é um amigo de Estéfano, do tempo do colégio. Nem deve saber que ele está morto.&lt;br /&gt;Eu te pergunto porque não foi visitar nossos pais, você mexe na bolsa até lembrar que o cigarro largou por uma promessa, há algumas semanas. “Você não sabe como são essas coisas, não posso ir lá, ainda”. Você me subestima, como se eu não tivesse condições de entender o seu medo. Conheço seu medo e o tamanho exato para a cova desse. Mas calo-me porque não te quero triste agora. Para mim, pouco importa as tuas visitas a terra natal as tuas demonstrações de afeto, não sofro mais, mas sim os outros, os que não desistiram. Começo a repensar a idéia de vir aqui, te encontrar nesse café, como se fossemos tão chegadas e isso fosse um costume. Começo a detestar essa vista que levarei ao fechar os olhos, o Guaíba sem nenhuma agressão do vento, o cais beneficiado pelos arames soltos pelo sol. Começo a detestar a ti, sem reconhecer nada em teu corpo, com vontade de entender a espessura de tua pele pela ação de um tapa, um soco. Queria me levantar e colocar minhas mãos ao redor de sua cabeça, a firmando contra a minha, controlando a quantidade de luz de tuas pupilas, a tua visão e se possível teus pensamentos, e depois, ir embora, leve. Você resolve tentar uma conversa, vejo que sua saliva se esgota antes de começar a falar, está nervosa. Fala que leu meu livro mas não gostou do final, que realmente, pensamos a vida por lentes de tamanhos bem diferenciados. Comentou que reconheceu algo nos personagens, e principalmente, se identificou um pouco em Virgínia, aquela negligência consigo própria, e uma solidariedade velada, até vergonhosa com os ademais, um desejo de posse por aversão, um pacto com o tempo de ele não esquecê-la em vão. Eu permaneço inerte, tentando descobrir o que você realmente quer falar, até que mudando de assunto e de órbita geral, você me pergunta, na tentativa de uma normalidade de fala, “como estava o enterro?”. E viajo por completa par o mês do outono, junho, um dia mal-morado, com tendência de agressão pela chuva, o silêncio das planícies de gelo, todos com a impossibilidade de encarar uns aos outros, vovó ainda viva resmungando baixinho protegida pelo braços de um de nossos primos, papai depois de promover murros na parede do hospital a utilizar as mesmas mãos, agora com alguns machucados a cicatrizar, para abraçar mamãe, em especial tapá-la os olhos. Eu acertando os últimos detalhes na secretaria, como se aquilo tudo fosse um show eu o produzisse nos mínimos detalhes. Volto e re-loco o olhar a sua face, tranqüila, lhe digo “como todos os enterros de garotos jovens, triste e assustadoramente injusto”. Não dou mais nenhum detalhe, não a passo o conhecimento desse sofrimento, como é saber que o coração possui um tempo físico, de relógio, e cada dupla batida corresponde a um segundo a menos de um estoque com nível à baixo do normal. Você estava aonde mesmo? Marrocos, filmando uma reportagem sobre colonização francesa, rodando um filme no interior de Moçambique, cercada de morte por todos os lado, do pior tipo, a morte em potencial. E pegar um vôo, e o tempo, e o contrato, e o incomodo. Agora você me aparece e pergunta sobre esse irmão, sobre o meu, inclusive. Voltamos ao silêncio das construções antigas. Os passos que por mais leves geram chiado nas madeiras velhas. Claro que você já pode ir embora. Claro que já se passaram três horas e nós insistindo.Por algum motivo você veio a essa cidade e resolveu visitar só a mim. E agora, tento adivinhar quase como um divertimento a hora exata que você se mostrará realmente você e partirá com uma das desculpas sorteadas de seu armazenamento mental elaborado empiricamente ao comprimento dos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De alguma forma, agora te olho e sei tudo, mas você não se assusta, permanece intacta como uma árvore antiga após a passagem da cor cinza-escuro pelo céu. Há algo que nos aproxima e que dividimos mutualmente, o mesmo algo que nos faz permanecer em silêncio sobre essa mesa, sem vontade de abandonar esses assentos, praticando o ato de permanecer à mercê de uma impossibilidade que só a insistência pode trazer, de preferência uma de bico longo e faminto. É um tipo de desespero que nos impede de levantar e decidir por uma entrega ou um abandono, pelo encontro ou pela despedida e transforma nossas pernas, nosso movimento contido, em âncora e chão. E se a falta pode preencher, foi em nossa família que ela explorou suas formas. Herdamos eu e tu o medo da correspondência, mesmo que fechar os envelopes já seja uma maneira de ler, mesmo que o desvio já seja uma maneira de dependência, a nossa ligação está em cada tentativa de corromper os fios, em falhar a voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca é fácil fazer parte da história de alguém, o passado nos rebaixa a meros leitores, é um livro que ganha suas páginas nos olhos dos outros. E nós somos aquelas que escutam pelos olhos, lembra?, uma biblioteca inteira nos impede de sair dessa mesa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-5275952428086900088?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/5275952428086900088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=5275952428086900088' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/5275952428086900088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/5275952428086900088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2011/11/as-migracoes-exatas.html' title='as bibliotecas'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-5507349828595842847</id><published>2011-11-09T14:19:00.000-08:00</published><updated>2011-11-09T14:20:00.109-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não sofre não rapaiz. Aqui num tem mar não, mas alma da espuma sobra em marca nos monumentos.veja por você. Nessa cidade, à leste, alguns graus adivinhados, dois janguadeiros se esforçam pra não anoitecer junto com a tarde. Levantam caixas de papelão com a mesma força que atenuam quando tocam suas esposas. Os olhos vermelhos do encontro com o sal, aqui também há, um cansaço que incha a visão de ficar tanto tempo submerso. Meus peixes favoritos comem mel com pão batido em lanchonetes de azulejos Empretados e ventiladores de teto. Em minha frente três deles liberam palavras e riem mostrando o perigo dos dentes. O da direita admite, já foi, mas hoje não é. Enquanto o do fundo, que antes escutava guardando, mas hoje não quer, limpa a boca com um gole de cerveja amarela. Nenhum sabe, falo por eles, e o de barbatana mais arrugada deixa no ar: “nunca saberemos”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-5507349828595842847?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/5507349828595842847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=5507349828595842847' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/5507349828595842847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/5507349828595842847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2011/11/nao-sofre-nao-rapaiz.html' title=''/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-1680546904919076352</id><published>2011-08-30T10:55:00.000-07:00</published><updated>2011-09-05T13:13:08.872-07:00</updated><title type='text'>Characters</title><content type='html'>Against the second chance,&lt;br /&gt;Weapons gain memories&lt;br /&gt;And blame the years and the ears&lt;br /&gt;For have no excuses,&lt;br /&gt;No excuses to continuity. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deep, this stantion grows,&lt;br /&gt;So many runners for just one road&lt;br /&gt;The body always under construction&lt;br /&gt;Expel the skin’s farmers,&lt;br /&gt;Expel who travel inside the blood trees. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Give him, awards for the falling dancies.&lt;br /&gt;Give me, the engineering of the immobilized rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I cannot ever be your home and&lt;br /&gt;He cannot ever give me your sand.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Some castles constantly need&lt;br /&gt;The threat of the sea to be filled.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This is the promess of freedom&lt;br /&gt;who lives in all destruction fabuly.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-1680546904919076352?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/1680546904919076352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=1680546904919076352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/1680546904919076352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/1680546904919076352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2011/08/characters.html' title='Characters'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-6299720170443707938</id><published>2011-07-27T19:14:00.000-07:00</published><updated>2011-07-27T19:43:16.298-07:00</updated><title type='text'>porque não atravessar a rua</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você visse meu cachorro agora. Tomando a arquibancada dô mundo. Apostando. O dia aguarda a facada que é a marcação do final de turno. Atrasada demais para meu cachorro. Ele me aguarda na porta do serviço, triste. Não quer saber de retícula de notícia. Das desculpas que arrisco às bibliotecárias. Me conhece o danado. Olha para mim. Sim cachorro, eu estou viva. Conforta-se com  um instante de certificação e parte pra casa. Não confia em mim de proteção. Meu cachorro me aguarda, no meio do caminho. Patas intranqüilas no degrau, rabo ventilador, cansado de esperar. Ter que me buscar na noite assaltada por dificuldades. De novo, me vê e parte. A, se você pudesse ver ele antes. Deita no tapete, já fez seu trabalho, que desastre devo ser pra sua vida, pra que tanta preocupação. Eu olho. Mas olho reto, sem desvios, para ele ter certeza. Ele fingi-se desentendido. Sou um cachorro, desconcentrado, sabe que não entendo nada. Olha para um canto, limpa com os olhos toda janela das vistas. Desiste e se levanta, coitado. “vamos” eu digo acrescentando pressa. Ele levanta-se, me ultrapassa e sobe as escadas. e eu muda. Sabe que não ganhará muito com isso mas interpreta igual, nada mais a se fazer. Já no andar de cima, lanço algumas desculpas. Procuro amaciar orelhas, ele desdenha. Já está farto de meu discurso, das promessas tantas. Abro o refrigerador, peço para sentar. Apelo para desespero, lhe ofereço uma bolacha. Ele não vibra um músculo. Nem sequer salienta as despintadas narinas. Meu cachorro não agüenta mais meus costumes. Sou previsível. Mas lhe dou a bolacha, é óbvio. Ele mastiga, devagar, como nenhum animal do mundo faria. Digo que gergilim faz bem para o intestino e finjo ficar feliz por ele não devorar rápido todo volume da minha oferta. Alerto: limpe tudo, e aponto ao chão. De novo, finge não compreender. Dura pouco. Lambe as migalhas do piso apenas enquanto fiscalizo.&lt;br /&gt;Mas o pior momento, o resfriado momento mesmo, o viral do gripal, é quando meu cachorro, depois de ter checado todo apartamento, identificado todos novos objetos, localizado os ausentes, mapeado  a bagunça, não vai embora. E eu penso, cachorro, minha irmã menor está lá embaixo, na fase da reticiência, você não vai cuidar dela? Ele deita perto da escada. E eu penso, cachorro, porque tu se deitou e não fechou os olhos? Porque me observar tão insinuoso e desconfiado? A, se você visse me cachorro agora. E eu me finjo de desentendida. Pareço desconcentrada, olho par um canto, varro o entendimento para os laços da parede. Sabe que não sei de nada, não raciocino muita coisa. O cachorro me olha, sem deslizes. Abro o computador, abro uma cerveja, mexo nos rascunhos. Ele se mantém. Firme. Deitado, mas, de olhos abertos. Ao lado da escada. Como que clama: me diga agora. Fale tudo. Eu sei, o que está passando, mas é verdade? Não acredito. Desminta. Se for eu vou embora. Estou a um passo do primeiro degrau. Como me lembrasse. Olhe para mim e veja essa tua vida que só se recicla para virar madeira de cerca. Meu cachorro, se vocês o conhecessem. Ele é tão depressivo. Pouca coisa o alegra. O demos roupas. Ele rasgara todas e só depois desse menosprezo, as vista. Pensei, mas que solidão meu senhor. Lhe dei um gato para fazer companhia. Ele o gosto de um jeito estranho, o dando suprema liberdade,nem bola. Estava demais ocioso, o dei uma ocupação: entregador de papel higiênico nos banheiros, vigia noturno. Mas nem a fofoca dos galhos e do vento o faziem latir. E agora, ele afirma com os lábios caídos, deixe eu te reconhecer e entender o que se sucedeu. Então é mesmo o que me contaram. Olhe para mim e veja você.&lt;br /&gt;Fumo um cigarro. Penso no que fazer antes que a cama cobre minha fiança. Vou até os livros. “Olhe que ridículo você parado. Não me dá um abraço nem nada. É só mais um que me critica” Vou até ele. Meu cachorro está rodeado de livros. Ele sabe Ele sabe dos livros. Não se move, não tem curiosidade. Juntou todos os triângulos, descobriu a deformação. Não há surpresas para meu cachorro em relação a mim. Chego perto perto, seduzindo-o para um carinho, uma roçada de pelo na minha perna, que seja. Nós somos esse silêncio complacente. Meu cachorro percebe que eu entendi, não há mais nada a se fazer, é uma bocadinha de pena. Ele espera eu começar a escrever esse texto, e der repente, se distância por entre as curvas da escada metálica. Magoada, sou orgulhosa. Não grito, exijo socorro. Finjo que choro, choro alto com nó na garganta, feito fazem os cachorros. Ele ignora, é preciso ir embora.&lt;br /&gt;Pouco antes de me dar conta de sua ausência, percebo, eu e meu cachorro nos conhecemos muito bem, percebo, eu realmente estava falando com meu cachorro. Ele, respondendo. Meus pelos pressentem tudo.  Nem a fofoca dos galhos e dos ventos nos fazem latir.&lt;br /&gt;Se você me visse agora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-6299720170443707938?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/6299720170443707938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=6299720170443707938' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/6299720170443707938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/6299720170443707938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2011/07/porque-nao-atravessar-rua.html' title='porque não atravessar a rua'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-7664413185896229582</id><published>2011-07-25T18:05:00.000-07:00</published><updated>2011-07-30T12:36:34.405-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ícaro era o nome do grandalhão. Analisava com espanteza a simples caixinha de papelão, culpada é verdade, de sufocar aquela parte do gramado se ensaiando amarelo. Foi ele, antes de Mathias se pronunciar, aliás, desembocar o grito longo, que primeiro chamou a atenção de todos. Naturalmente, através da estranha imobilidade de Ícaro, sobrancelhas difíceis de se impressionar, os primeiros que chegavam naquela parte dos fundos do terreno de Elenice, sabiam de imediato que aquela não se tratava de uma simples caixinha de papelão. E inertes pelo mistério que havia congelado até o mais velho dos componentes de sua confraria, nada fizeram procurando motivos apenas com o silêncio. E então, é claro, veio o tal  grito de Mathias – esparso e fantasiado de injeção, como tudo que vem das crianças. O menino se agachou, e com apenas dois de seus dedinhos vazios de atleticidades, abriu o objeto amarronzado, expondo a todos o interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Úrsula, como se reagisse ao cronômetro de uma fera esfomiada, procurou o peito de Gilberto, o magrinho que estava no seu lado no momento, e ali ficou. Gil, por assim mais conhecido, quase renegou a violência daquela tal liberdade - a menina a começar chorar estampada na sua pele - mas ao entender o que de fato acontecera, agarrou-a firme, e daqueles que lá estavam, foi o único que chegou a ter uma certa sensação de felicidade, quando as nascentes dos seios da menina revelaram seu avantajado volume durante a pressão entre os corpos. Em paralelo, o hondurenho Yann sussurrava baixinho algumas palavras em francês que se assemelhavam a uma oração, enquanto Milena e Sampaio corriam com lágrimas desenhando rotas, cada um para sua casa, perdidos.  +&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que a manhã estava jovem ainda. No sábado, depois de desistirmos da partida de vôlei, , no asfalto da rua Domingos, resolvemos ir para o matagal de Elenice, aproveitando que a velha não estava em casa, apenas porque era proibido e talvez perigoso. Mathias sempre tinha esse tipo de idéia, que todo mundo sempre achava que vinha da cabeça de Ícaro, porque ela só acontecia se ele concordasse. Gil gostava de cobras, então achou uma boa sugestão, e concordou ao mexer em uma franja que não mais existia desde que seus morenos foram raspados num surto de lêndea, ocorrido na semana anterior entre as crianças da sua família. Milena acrescentou que seria uma ótima oportunidade de nós procurarmos por madeiras para a construção, que estava a ser planejada, da sede do grupo – e Úrsula completou dizendo que talvez os resultados fossem maiores que o esperado, seria até capaz deles encontrar ao invés de madeira, satisfações maiores, como por exemplo, algum tesouro escondido nas cobertas de terra, o que os dariam capital para comprar quanta madeira quisessem. Até Yann disse que sim, até porque, sabia poucas palavras no português, e arriscou essa por achar não mais adequada a situação, mas por ser ela a mais engraçada dentre os termos estrangeiros que decorará com dificuldade. Então, fomos nós todos rumo a aquele abandono todo antes que o sol se esconder-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá estava, caído entre raízes fortes e folhas com cores que só o outono traria as folhas. Foi Sampaio que o achou. Estava sozinho e gritava demais, o pobrezinho. Não por ter o melhor ouvido mas sim a maior curiosidade, o pequeno insistiu em descobrir a origem daquela torneira de sons esquisitóides. Ao o ver, Úrsula criou cordilheiras de felicidade com as bochechas. Mathias repetia “eu falei, eu falei pra gente vir, não é?”, enquanto Milena declarava a Ícaro, “que bom que a gente veio, que idéia! Vamos salvar o bichinho”. E de imediato, pensando que o motivo do resmungo do animalzinho fosse o excesso de frio, a menina espichou as mangas de sua camisa e encavernou o pequeno com o algodão que sobrava dos braços. Todos queriam tocá-lo, fazer um carinho, ser íntimo do corpo do bichinho, ser seu amigo, um pouquinho pai também. Concordamos, acho que eu até que sugeri, em batizá-lo de Pêpe. Lembro que começarmos até a criar uma história para o recém chegado. Seu pai sumira de casa em busca de trabalho e comida, e nesse intervalo, a mãe ficara enferme e fraca, vindo a desmaiar na boca de um predador qualquer, e Pêpe, o quase órfão, fora salvo pela nossa chegada, uma benção do destino, ou simplesmente, salvação nossa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo começara a escurecer e todos sabiam que deveriam ir para casa em breve. Quando foi levantada a hipótese de quem ficaria com o pequeno, todos foram criteriosos. Ícaro já tinha três pastores alemães, o pai de Milena detestava animais (a criança nunca pudera ter nada de patas ou asas), Sampaio era alérgico, eu já tinha que cuidar de duas gatas, Mathias possuía em casa peixes, rãs e porquinhos da Índia que lhe ocupavam muito de sua paciência, Úrsula era instável e Yann, ora Yann, não tinha espaço de sobra na sua pequena casa, onde vivia parentes tanto por parte de mãe como de pai, sem contar os amigos refugiados de ambas as partes. Além disso, capaz da criatura aprender o francês, e vir a se sentir excluído no meio de todos, nas conversas futuras. A decisão do que fazer surgiu por parte de Milena, que trouxe à tona uma possibilidade encantadora. No outro dia seria o aniversário de Pedro, e bem que Pépe daria um ótimo presente ao rapaz. Mathias e Gil logo concordaram, sabendo que seus pais não haviam comprado nada para que eles dessem de presente ao amigo. Úrsula ficou cambaleante. Bem sabia ela da atenção que Pedro dava as suas coisas, e pior ainda, as coisas do outro. Não fazia muito tempo, o rapaz quebrara sua raquete novinha, quando ela esqueceu o brinquedo na sua casa. “Durou dois dias”, pensou mas deixou-se ir. Fora resolvido que essa seria a última noite que o animal passaria nesse acampado. No outro dia, Sampaio e Yann voltariam ao local, cuidadosamente, de manhã antes da velha tomar seu café. Levariam o animal à casa de Úrsula, onde ela o arrumaria apropriadamente para o encontro dele com seu dono, e após, Gil e Mathias o embalariam numa cesta bem bonita, feita com o que sobrou da decoração da Páscoa. Estava feito. Rapidamente, eu trouxe uma caixa, que encontrei por ali perto. O bichinho fora posto ali dentro, junto com fiapos de grama e pedaços de galho. Todos se despediram recheados de fôlego e cuidado, enquanto Mathias lacrava a caixa com os apetrechos que sempre guardava no bolso. Escondemos nosso segredo debaixo da copa da maior árvore do terreno. Não tinha erro. Voltamos todos para nossas famílias, onde comeríamos e iríamos para cama. Não sei se algum de nós realmente conseguiu dormir depois da luz ser desligada por força paterna. Estávamos ansiosos e reticentes com a distância exigida pela troca de dias em relação ao nosso animal. De qualquer forma, o tempo passou agradável, com a certeza de um dia agradável e de festa que nos esperava bufando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como tínhamos motivos para o sono nos ignorar. O que nos apresentava o domigo, naquele tempo, era isso. Pelo entorno, rasgos da fita que Mathias usara para preservar tão bem a casinha temporária do animal. Pelo chão os gravetos que Yann despejou com uma meticulosidade extrema. A caixa aberta, recebendo a luz do fim da manhã. Me recordo de perceber alguns pontilhados profundos nas abas do papelão marrom. O animal bem que tentara fugir, mas não conseguiu. Ficou registrada ali, a sua tentativa. Nosso crime estava exposto à céu aberto, tudo naquilo nos incriminava. Assim, enquanto Sampaio e Milena procuravam consolo dos pais em seus quartos, resolvemos ficar no exato lugar, em pé, erguidos pela raiva de nós mesmos. Olhei para para Mathias, procurando a exclamação de uma idea nova, que nada. Aguardei algum sinal de Ícaro, nos indicando funções a desempenhar, o que fazer, em vão. O animal parecia muito pequeno para conter apenas em si mesmo o tamanho da morte. Eram poucas as penas recém crescidas. O bico tão pequenino, a garganta sem tempo para se encorpar. “Isso não devia ter acontecido, não devia”, exclamava Úrsula ainda sem ter coragem para voltar os olhos e enxergar o corpo. Permanecemos ali, procurando motivos, tentando com a nossa vida exagerada, ressuscitar o pequeno com corpo frio, ao qual tudo que demos foi a morte. Parece-me que foi enquanto Gil tentava inventar razões “ele já devia estar fraquinho, não havia nada que pudéssemos fazer”, bem quando, acreditem, um arrependimento liquido brotou nos olhos de Ícaro (e o gigantão nem preocupou-se com o descrédito do ocorrido), na hora que Yann terminava sua oração “ainsi soit-il”, no momento em que Mathias acariciava a ave, o pássaro que nunca chegara aproveitar a liberdade máxima de suas asas, com seu dedo mais pequeno para não aumentar o estrago, que ouvimos alguém gritar de longe, era a mãe de Pedro a nos chamar, “Está na mesa meninos! Venham rápido para não esfriar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia Pedro ficou muito bravo com todos nós. Pensou que tínhamos desdenhado sua festa, a comida de sua mãe, tudo, sei lá. Fomos, é claro, mas brincamos pouco. Nenhum de nós almoçou e sequer chegamos a sentar na mesa com seus familiares. Parece que Ícaro mesmo, foi o que se saiu pior. Chegou até a vomitar mais tarde, quando a mãe de Pedro, Lourdes, uma bela alemã de pele explícita, lhe direcionou a palavra dizendo “Você tem certeza que não quer uma asinha de frango?”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se mantiveram quietos. Mergulhadas num tipo de silêncio, tal como os de funerais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-7664413185896229582?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/7664413185896229582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=7664413185896229582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/7664413185896229582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/7664413185896229582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2011/07/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html' title=''/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-6157634226911661942</id><published>2011-07-17T08:17:00.002-07:00</published><updated>2011-07-17T08:19:14.276-07:00</updated><title type='text'>saias de casa ( quando a mulher sai de casa)</title><content type='html'>1.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mulher saiu de casa esquecendo-se do fim de sua chegada. Seguiu a risca  os mandamentos da coluna assim como obedeceu o risco dos dias de chuva. Entrou em duas poças de água. Entrou em dois olhos azuis. Entrou em algumas centenas de nuvens de fumaça. A mulher não havia levado luvas, guarda-chuva ou sequer bons pensamentos. Costumava ver tudo como geometria, a da  brisa por exemplo, era a forma da lâmina. A mulher que saiu para achar não teve o que queria. Primeiro vieram as lancherias. Depois vieram as surpresas da esquina, como galhos caídos e instabilidades da superfície. Depois um conhecido, que recentemente voltou de Malta. Escorregou pela conversa ruim de senhoras idosas na frente da previdência. Se encarregou de imaginar o filho bêbado do motorista que pelo que enganchou da sua conversa com o cobrador “está como se equilibrar em paredes”. Expandida mas não completa, relinchou um sorriso que eu vi sim senhora. A mulher desafogou-se, e já chegando em casa, lembrou que esqueceu o motivo de enfrentar a chuva, a idade, a metrópole azul. “Menos uma coisa” – pensou, e girou a chave, satisfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;A mulher saiu de casa, mas a casa não saiu da mulher. O bolor da casa prosseguiu,  o gélido do espaço cama-entre- chão, continuou. A mulher tinha tido até o instante 43 tentativas. Todas estacionadas em vagas proibidas. A mulher tinha uma cota diária de lenha para aquecer futilidades. A mulher tinha tios fantasmas em épocas de sonhos fortes. Se foram todas as abordagens do interesse. Todo dia escuta sons que vem no campo, embora more na cidade, todo dia reza com os olhos abertos e alto, como se num palanque. Os cabelos envelheceram a idade, ninguém adota culpa por nascimentos. Especialmente, os da morte. Só assim mesmo, pra mulher sair de casa.&lt;br /&gt;3.&lt;br /&gt;A mulher saiu de casa na calada. Pés de gelo, fortificavam a imagem do todo, corpo de avalanche. A mulher fugia. Contaram uns, quando em namoro com o álcool. A mulher se esquecia de interpretar - garantiam os donos de poses com cabeça cheia. A mulher mudou a casa de lugar. Afirmavam os passantes, sempre os mais atentos. A mulher não achava justo usar martelos pra feitura dos quadros. Fazer estratégia em dias muito claros. Esconder as palavras por garantia. Ficaram os parentes a dedilhar restos nas roupas que continuaram, nos objetos de higiene. Ficaram os cães a latir e dormir, como sempre fazem os cães, independente das molas do mundo. “O jeito que a gente apaga é escrevendo” – o vigilante da madrugada garante ter ouvido, enquanto, pasmem, a mulher se preocupava em lacrar a porta da casa da qual nunca voltaria a estar, mas conferiu todas tranas, das janelas, portas, de todo andar, antes de meter-se a partir para sua vontade vencedora e cheia de si. Reluzente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.&lt;br /&gt;A mulher saiu de casa por um mínimo instante, um assombroso meio metro quadrado de tempo, imperceptíveis gemidos de passagem na idade, e retornou com os dois pés paralelos na sala, intacta. Pra ela era mais interessante abrir os fogos de artifício na casa, celebrar o que mais se ama – e quem sabe- depois construir um jardim – com lâminas e pedregulhos, do que resta. “O que é bom tem luz própria - explode”, bonito são os cacos. Os da casa dela, vooaram alto, caíram os pequenos asteróides nos telhados dos vizinhos – causaram buracos incendiosos. A mulher sorriu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-6157634226911661942?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/6157634226911661942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=6157634226911661942' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/6157634226911661942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/6157634226911661942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2011/07/saias-de-casa-quando-mulher-sai-de-casa.html' title='saias de casa ( quando a mulher sai de casa)'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-8902233686209416222</id><published>2011-05-27T10:43:00.001-07:00</published><updated>2011-05-27T10:43:36.312-07:00</updated><title type='text'>denso fim de uma vida inteira</title><content type='html'>Sentira palpitar por toda parte a possibilidade de enumerar, a partir daí, os aspectos ditosos de seu destino, já que afinal, era B. que ali engenhava poços salgados entre as geometricidades dos olhos, já que era B, no auge dos seus 30 anos, o homem poliglota das perfeições, o papiro delicado onde tratava a vida com serenidade, que segurava sua mão, escorado em joelhos, de um jeito sonhado à pino antes das manhãs. Olhava para o teto, fugira a atenção falsificada aos encontros das paredes, como quem não escutara o que ele dissera a pouco, já pensava em Santa Teresa, o verdinho da Serra, pimenta caseira e o entardecer de ser exposta às dubiedades das circunstâncias de ser jovem (essa indolente batalha que não sabe ela, mas vive e morre atrelado ao fim como lógico da instância ser). Era pequena ali, ainda, tão pequena. A casa transformou-se em um mar de elaborações, prédios de raciocínios construindo-se e desaguando, ondas, onde havia duas saídas: atacar-se a uma bóia da embarcação ou partir rumo ao longe apenas com as forças dos braços, e se fosse o fim, que não chegasse quando ainda em suspensão. E naquele momento que dura até hoje, era quatro de Julho de 1991, peixes erravam sua correnteza no Índico, uma potência débil ia pro espaço dessa vez não literalmente, e aquele homem era tudo menos uma embarcação à vista. “Ele era, aliás, Bernardo Fonseca, sinto lhe dizer sob nossas impossibilidades, mas até hoje, você é uma ilha .”&lt;br /&gt;Não é ela dessas que cultiva conchas ao invés do som vivo do mar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-8902233686209416222?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/8902233686209416222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=8902233686209416222' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/8902233686209416222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/8902233686209416222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2011/05/denso-fim-de-uma-vida-inteira.html' title='denso fim de uma vida inteira'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-5610891450110209688</id><published>2011-05-27T10:41:00.000-07:00</published><updated>2011-05-27T10:43:05.433-07:00</updated><title type='text'>Carta aberta a Instituiçã Afonso Forte</title><content type='html'>Carta encontrada na avenida João dos Passos, endereçada a Instituição Afonso Forte. Estava na companhia de um corpo não identificado, falecido após um letal ataque de pancreatite aguda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Primeiro, não quero falar da fuga. A iniciar, porque não fui eu que tomei a decisão (eu e Alberto conversamos, por esses dias que aparecemos juntos, sobre não aliar-se a essa idéia). Segundo, mesmo eu sendo de formação religiosa, sempre confiei na ciência, portanto nos psiquiatras, representantes dela nesse meio, e assim sendo, confio no trabalho e coerência de vocês que resultará na subtração desses animais, desculpe-me o termo, que tanta atrapalham minha vida dedicada a benção do senhor (principalmente Sofia, a destrambelhada revoltada que me faz acordar com enxaquecas terríveis, estômago deteriorado e um odor significativo de cachaça). O que muito me piora o pouco tempo que tenho quando eles não estão aqui. Não sei onde estamos agora, provavelmente Sofia estava desenhando, há tintas nas minhas mãos, estou     &lt;br /&gt;2. Puta que pariu, essa vaca sempre se metendo aonde não é chamada, minha cachaça, que cana o quê. To parando to parando, eu disse e parei. Fugi, faria de novo, caro Doutor, rogo uma atençãozinha, é minha filha senhor, não a veja há dois anos, e que vontade me dá, não fumo não bebo, só fujo, mas é pra ver meu benzinho...o doutor deve entender, porra, deixa eu ser clara aqui ó, não deixam entrar crianças na desgraceira do manicômio! Nossa, olha o Alberto. Bota velho nojento, bem pior que eu. Repugnante, sempre fumando um cigarro atrás do outro, amarelo de nicotina. Quantas vezes eu acordei com a minha perna, sabe, aquela que é ruim, manca, por causa do acidente, doendo demais, descansando embaixo do que? Da virilha do Giocondo! O esquizofrênico do quarto 46, nu, ai, imagina eu, com aquele cheiro de bunda de homem por tudo, a coisa branca empedrada nos pelos, como é possível esse maldito do Alberto, viado, velho e cleptomaníaco e ainda, pai de dois filhos, tantos ícos a mais para adicionar ao dicionário de distúrbios, e a outra frerinha toda louca também, apaixonada pelo padre, mal-comida, entende porque eu bebo, alias, bebia doutor, você entende o que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Dependendo não sou eu que mais quero essa fuga. Vou ser sincero, estou à beira da morte. E a sua instituição sempre me tratou tão bem. Adoro o uniforme branco, o desinfetante de violetas nos cantos do banheiro, os bailes festivos, tudo. É tudo que sempre sonhei para minha vida, não trabalho, durmo a vontade, converso, jogo Damas. E ainda por cima, não gasto um tustão, os meus filhos que arcam com os custos dessa boa vida. Eu não sou culpado por me divertir, Giocondo, por exemplo. Aconteceu tão rápido, é claro, é contra às regras e tudo. Eu tentei evitar, mas ele está obcecado. Antes me dissera ser esquizofrênico, só agora descobri na sua ficha que está internado na clínica por ser obsessivo-compulsivo. Foi um erro Sr. Ivan, um erro. O homem está atrás de mim, fiquei com medo, eu e Sofia então cheg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. com dificuldades para identificar esse lugar. Nunca fiz nada de mal a ninguém, sempre me privei da liberdade mal utilizada pelos mortais comuns. Isso não é justo, deveras. Adoro a casa Afonso Forte, melhor que aí só a casa de Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.eu quero dizer. Casa de Deus? Você pode adivinhar porque né...o padre Leopoldo ainda trabalha lá é? Tarada pelo homem de saia, pro inferno essa doida.&lt;br /&gt;3. ou para mim com essa idéia, topei na hora. É medo. Nix até sabia, mas nada poderia ter feito além de rezar. Além do mais, eu fervia de raiva dela desde que desatou a utilizar água benta em tudo. Minhas roupas encharcadas, assim não dá. Mas como é difícil essa vida Doutor Ivan. Nesses meus 70 anos, vivi e não vi tudo. Até viver com Sofia e Nix, tudo bem. Eu me dou bem com mulheres, apesar das outras diferenças. Você não imagina  o que é viver com essas duas, engraçado às vezes. Outras, apenas dolorido. Nesses dias eu estava fazendo a barba, está certo que quase não tinha pelos em minha face. E não é que eu lá, com o rosto ensaboado e a lâmina na mão em ascendência vertical apaguei e Nix veio no meu lugar? Nem preciso dizer que a freirinha gerou galhos de sangue na minha face. Doeu por uns dois dias, terrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. as pessoas nos tratam com  bondade, há bolachas recheados nos cafés da manhã e sala de jogos nos finais de semana. As enfermeiras são de dar gosto de ver, atenciosas e tudo, acho até que estou enfim curada (aliás, nunca soube bem o motivo da minha internação, ninguém me explica nada, eis aí minha crítica). O que eu sinto falta mesmo é de uma capelinha menor, mas é a vida. Podiam pelo menos colocar alguma imagem de um santo, alguma coisa assim, um ícone do filho Jesus. Esta aí outra coisa chata, sabemos que a capela tem que ser laica (pode isso?), porque cada um dos internos tem uma religião né...mas por favor, organização! Esses dias eu estava fazendo uma benção e ao meu lado um desses envagélios exorcizava uma criatura. É necessário a construção de uma agenda, por Deus... Mas falo muito. Deixe-me contar tudo, o que realmente importa, sobre essa fuga desalmada que me forçaram a participar. Bastou a enfermeira Inês cair no sono para Alberto pegar suas chaves e abrir a porta principal, o senhor sabe, estava tudo escuro, foi na última madrugada. Jones, aquele guarda carrancudo, escutava seu MP3 enquanto lia algum gibi que havia por lá. Passamos despercebidos pela porta da frente. Daí, encontramos uma janela aberta, depois fomos ao pátio, onde enfim Sofia nos pulou rumo a calçada no outro lado da cerca. Foi simples assim, vocês tem que tomar alguma atitude. Estou com medo, não trouxe nada, nem os escritos com a palavra de Deus. Por favor, venha nos buscar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;2.Estou com dois doidos aqui doutor. Digamos que tenho meu manicômio particular, dentro desse corpinho. Não agüento mais Alberto e Nix, e claro você me diria “então volte para a Clínica Sofia! Iremos tratar você...”. Mas nós dois sabemos que não funciona assim. Na Clínica como você fala (é interessante você se referir a aquele lugar assim, bando de malucos), tem dias que eu fico dias sem aparecer. E tenho que escutar toda merda que Alberto e Nix aprontam, filhos da mãe, nem lembro donde vieram, um dia apareceram lá e deu, fodeu tudo. O velho me deixa fedendo a colônia de homem e fumo de palha e a freirinha, comendo doces sem parar, brancos, negros e cajuzinhos, essa aí ainda vai me dar uma diabetes... &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;3.Que coisa, a pessoa que quer liberdade é considerada louca hoje em dia. Tá certo que eu Nix e Sofia não somos os mais normais, mas nós acertamos poxa. Apesar de tudo a gente vive, mas te garanto Doutor Ivan, o meu lugar é na rua, e o delas também...ninguém pode viver dentro dessas paredes para sempre. Como eu te disse, gosto muito da sua Instituição. Mas fico com pena das meninas, aprisionadas nessa casa cheia de biruta...nos deixem em paz, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.Caro Dr. Supervisionador, não sei quanto tempo que tenho para escrever antes que eles voltem. Por favor me tire daqui, não aguento mais eles na minha cabeça. &lt;br /&gt;Assinado Juarez Osório (CPF: o verdadeiro dono desse corpo).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-5610891450110209688?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/5610891450110209688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=5610891450110209688' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/5610891450110209688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/5610891450110209688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2011/05/carta-aberta-instituica-afonso-forte.html' title='Carta aberta a Instituiçã Afonso Forte'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-2269511999248623292</id><published>2011-05-17T18:55:00.000-07:00</published><updated>2011-05-17T19:24:28.509-07:00</updated><title type='text'>a memória dos peixes</title><content type='html'>Estrofe diária: deixa sonho dissolver com vida. Te antena mas não te apega nos corrimões dos gestos. Tá todo mundo assim, descalço e mendigando seilá o que. Esperança. Noite fiada com amor emprestado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olha só para ti, comédia pública, pílula de chilique, todo exibido, nariz turbina, mãos a desenhar castelos nos ares. Te escuta seu patético. Tu fala é bem assim “então ele fez café e ainda me serviu café!”, gira a essa tua careca pro lado avulso de público, e dispara olhares ao infinito cor azul, assim bem airjet “ele me perguntou se eu estava casado”, tu esbraveja, ignorando os calos, a corcunda da busca por misérias, “me sinto a gostosa, foi melhor noite da minha vida”.  Os calos não são músculos, não precisa exercitar. Sacode, isso e esquece. Que nessa era não há mãe de santo que não enxergue sintoma. Nosso amor foi cheio para estourar rápido. O nosso amor foi a sombra de um vaso bonito, uma sobra que só nos aumenta quando escuro. E a ressaca, lembra, anos 80 e pés na bunda. Saí daqui. Deixa de cantinho um crédito de aventura. Nossas cruzadas, planejamentos uivantes se desfazendo nem um laço de sapatilha e você construindo pontes só presas de um lado. Vítima de hipótese de absurdo, mais uma dessas credores da lama. E as portas na cara, e os sonhos molhados, os caixões pré moldados, as fases azuis, anis de bordeis. Está tudo aí, no cantinho da bochecha, nas venesianas dos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Você olha para ele e pensa como será que irá me matar, logo que eu que na décima tentativa já parei de contar, você pensa, como será que ele vai me matar. Tão lindo esses olhos, no escuro são verdes, no claro dá medo de  olha no fundo e não encontrar o fim. Você sabe. Planetas são presos sem se enxergar, todos sabem da fama do cabo das tormentas, todos sabem como é grande o lixo nas ruas no dia seguinte ao desfile de carnaval. Lantejoulas são percevejos. Mas não adianta. Agora já planeja ele inteirinho, férias no Líbano, cruzeiros e peças de teatro nômades – sempre com fundo terno e maquiagem de boneca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio. Expediente das moscas. É dezembro percursor de finais, mas é imbatível, você não se rende – quer recomeçar. Quem é a roda pintada obdecendo o sistema dos muito sensíveis e pouco céticos? É você. Que assina planilhas e pensa. Um sofá, uma cama, uma rede, um chão. Que pensa manhã, tarde, de noite, madrugada. Juntos pela Castro Alves, tomando conta das melhores piadas e cantando dias calmantes. A o peito ralo, as falhas da barba cuidadosa. Reações a mudanças, reação á noite mal dormida. Carinhos matinais, espátulas de eu quero. Você imagina e excede o terreno reservado da compreensão.  A vida gigante te levando de desbravador, assim, logo tu. Que recorre ao tempo para tira-macha, que aterrisa em pista molhada por ódio ao controle, que nessas tantas já´deve até ta cobiçando livros de história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te ensinaram a vida só tira o que se carrega. O que de corpo importante dá alvo grande. É cabuloso a governança dos teus olhos amáveis ao que desobedece mas sabe amar no seu vernáculo, sabe tudo. Um sábado, uma semaana qualquer de tocha, de combustível negro, vem ao meu apartamento e chora. Arranhado por dentro, lava tudo com uma queda de água salgada que tem poder de marés a ilhar-me a razão. Não me pergunte porque. Aconteceu. Os dias estão todos submersos em exatidões, não se pode dormir em casa sempre. E continua. Fui tanto, fiz mil, só pra ele. Abaixei a cabeça, no mansinho do cinema, perdi a cena do bejo, para olhar o amor pelos olhos dele. Tantas vezes. Escureci cedo, tanto corpo, tanto gasto  - quilômetros e quilômetros no seu interior, reunindo as perguntas que faltavam para ser meu todo meu. Você queria ver algo se acabar. Ascendo algumas velas, falo de Madalena, do que não deu no jornal, desconto tudo na barriga do pecado atrasado. Você mansinho atira e erra, porque mira com os olhos, diante ao nada. Escuta tudo feito pirâmide. Longos dedos segurando meus braços, rota de conforto, de confiança na natureza. Pego um inscenso, pego uma garrafa de vinho, pergunto – quer sair. Você quer o poder de uma pedra. Diz que não melhor seria, Dolores D., conhaque. Sólido, dentro de si. Sentir as rotas do sangue e se despacho pelo peito. Os cavalos fazendo sinfonia com os metais resultantes dos respiros dos pulmões. Abaixa a cabeça, entende que quer calor. O meu, só pra não errar, de novo. O meu, não um novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era já um homem bonito, mas querendo se curvar as lerdezas. Me recitava sobre o amor de cantinho, citava Lorca, Wilde. Falava de tentação como quem risca o fósforo pela primeira vez. André Gide. Não me culpa pelos cubos de gelo: sabe, naquela época, que me protejo esvaindo. A solidão é uma manhã eterna e sem filtro, sol refletido no gelo. Conta de amor. Eu rio encharcada, uso seriedade para manter em segredo. Vejo uma criança. Brilhante por um desafio, uma queda, uma pequena mordida que o faria refém, de algo, de alguém, de um querer mansinho que conquista sem perceber, a sala, todos os móveis, vira a casa. Lembro de te ver, alegre daquela maneira era tão estranho e desculpa por dizer que era sim muito estranho sorridente, leve, saltialtos “isso vai passar”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu entendo que você levante cedo todas manhãs, nunca tire a chaleira do fogo. Dói ver numa felicidade uma descida. Tu é leve demais pro ar. Passa mundinho passa. Mas não me fala de amor. Me mostra tua alegria, não me conta um triz. Não me conta de um dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que já decorei os endereços dos quais tu importa teus pedaços, eu que com minha linha costuro as partes que faltam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-2269511999248623292?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/2269511999248623292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=2269511999248623292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/2269511999248623292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/2269511999248623292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2011/05/memoria-dos-peixes.html' title='a memória dos peixes'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-408776120916761055</id><published>2011-04-18T21:12:00.000-07:00</published><updated>2011-04-18T21:13:13.682-07:00</updated><title type='text'>Trecho "Passado numa sala"</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Amei Afonso porque nele nada gostava e nada concordava e nada dávamos certos, porque brigávamos no primeiro café, e no último biscoito, porque nos amávamos  em todo lugar, e era ele o único que sabia lidar com meus distúrbios sintomáticos de perda de identidade de oscilação ideológica, que me chamava de louca, seguido de, é disso que eu gosto.Amei Cler porque ela dizia me amar, e aos poucos via muito, me sentia grande e ela com os únicos braços capazes de me confortar, de rir do meu sem graça, de botar graça nos dias sem piada.Amei Jaime pela sua cabeça, e Túlio pelo seu corpo, amei os dois por curiosidade e vontade cedida pela bebida e sei lá mais. Amei Marcos por que até ele eu não sabia qual a graça de ter uma cabeça sem perdê-la porque antes dele não amei nem a mim mesmo, porque foi o primeiro que jurei ser o último.Amei Júlio porque eu nada era, a não ser os desencontros que me moldava e penduravam na parede à venda, amei pelas suas cartas derretidas seu humor contido, seu peito inflamado, pela sua arte, pela arte que me fazia e fugia, amei Penélope porque fugia de mim e me queria ao mesmo tempo como nunca vi antes, porque tive de conquistar cada parte do corpo, e ao chegar no seu coração o meu já estava a tempos tomado.”&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-408776120916761055?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/408776120916761055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=408776120916761055' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/408776120916761055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/408776120916761055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2011/04/trecho-passado-numa-sala.html' title='Trecho &quot;Passado numa sala&quot;'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-599011983147747142</id><published>2010-07-14T12:46:00.000-07:00</published><updated>2010-08-10T12:51:11.340-07:00</updated><title type='text'>julho dos mantras incompreensíveis</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Você vai observar os monstros fazerem dieta, e eles realmente diminuíram de tamanho, acompanhará de perto a boa educação das manhãs, e derrepente ela terá lindos olhos, de profunda segurança. Vai ser ir o tempo que essa cidade era o cenário de uma exumação, a sua, todos os santos ofereceram ajuda em um café e você responderá que seria desperdício de milagre, pois tudo estará bem. Grande coisa se o vento tem outros planos para o seu penteado, desviando-o em rodopios, gerados de futuros atrasos no banheiro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Encarará as mudanças de hábito e de estação com devolução de ares, suspiros. As pessoas falaram pra você “quanto está mudada” e ficará triste por elas realmente não te conhecerem mas nem liga. Há muito para se pensar quando o seu banco da praça preferido, aquele com todas as madeiras verdes no lugar, debaixo da figueira e do monumento à Mario Quinta, está vazio demostrando a dedicação de vê-la de novo. Nessas horas, na folga do almoço você lerá os poetas modernistas ignorando a renite, as passarela de almas barulhentas na avenida, o acasalamento das pombas em uma distância próxima,e principalmente, os afrescos de memórias recentes, que embora emolduradas e já&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a venda, cismam que ainda não estão acabadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aproveitara as tardes com leveza do tecido das águas, quando em dias calmos. Imaginará que ela é uma tia velha e sozinha, esforçando-a para diverti-la o máximo e mostrar como os prédios foram feitos pelos fãs de pipa e como é preciso apalpar com os pés as lajotas da calçada para que não cresçam e formem muros nada simpáticos. Aos seus amigos, ensinará a política dos abraços na chegada, e dois na despidida, um a mais caso demorem para se ver. Com sempre, alguns deles estaram mais cansados do que o normal, pois de olhos fatigados gastaram energia para caçar novos frustrações. Você responderá com madressilvas e um balde de auto-ironia, descarga de choques. O transito afogado que devia a levar ao centro vai dar tempo de sobra para pensar numa carta que deve ganhar vida, e que ganhará quando chegar em casa e se derreter em uma escrivaninha, compenetrada na missão do exagero das palavras. Depois sua criação boiará numa mochila, esperando a decisão de imigrar ou não para o destino primeiro pensado.Você discorda do destinatário e resolve mudá-lo, adicionando a palavra amor no início do texto. Nós, os usufruidores de amor constante, sempre compramos roupa além do número esperando crescer e crescer, sempre lembramos de regar as samambaias e meditar sobre os peixes, caricaturar o invisível para ter um anúncio de esperança, sempre damos atenção a gota da gota, raspamos o pote até um cansaço. Você não foge a regra. Possui em descências de vida, a vontade maciça de conhecer acimentado, submergir naquele ato desaforado que foi um beijo a três, vocês dois e a incomoda imaginação. Que se dane a realidade, você vestirá pantufas e saíra no meio do lamaçal procurando gosto de ternura. Não há temo ruim, no outono a folhas ficam mais perto de nós e só.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não impedirá a altura de conquistar novas vitimas, sempre traduzindo vicissitudes com a eloqüência do primeiro olhar, pegará aviões e as auto-estradas, as câmaras escuras e os mirantes ribeirinhos, reconhecerá um fio de felicidade pela capacidade de depois de se ruir e fatigar, virar gente decidida. As incertezas que se danem, são como aquele cubo mágico, quanto mais se pensa pior fica, e quem decifra é louco atestado e sem reparação.Não se rebaixará nem para os pequenos mistérios, portas de ferro, toneladas e toneladas de espessura, que sem desistir ficará batendo palma e dizendo, alguém aí, alguém aí, a sua curiosidade são os degraus da escada de sua determinação ferrenha. A cidade, você a verá com mais surdez. Perdoará os apertões de junho, como a velocidade da atmosfera, e a visita do que é sempre marginal, a angustia do sol tapado. Tudo vai ficar bem. Ataques de euforia sem controle do bom senso, nos atacaram em cheio, num bar, reunião matinal, numa refeição, e eu te olharei para tu saber que aí eu estaciono e fico, o quanto essa vida desejar, o quanto essa vida rodopiar em rotas obliquoas. Por entendimento, dispensarei o eu te avisei, e tu dispensara o obrigada, apenas reafirmando o gosto pela paleta de cores que antes pensava apenas serem cores quentes e frias, pouca liberdade para&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;imaginação. Nunca mais tocaremos no assunto mas lembrarei do dia em que sua ternura voltou a se apresentar com um sorriso fiel, aberto aos extremos da vida, as escalas de sinceridade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na noite que se instalava, sentou-se automática e de quebra-rotina em uma mureta na entrada da faculdade. Era inverno mas estava quente, e uivo em força de vento que chegava arrebentado, fazia serviço ao seu bem-estar, a fuga de calor era de boa-fé. Imadiatamente, se viu no campo, tonalidades marrons, entre os verdes do verão, com as montanhas a contornando assim, essencial e bonita. Era inverno. e o céu escuro acelerava em brilho, anunciando clareza no avanço do calendario. Percebeu que aquela memória não era sua, as bromelias e os bichos passaros, o gosto da agua sem gosto da nascente deveria ser de um alguém balsamico. Talvez era até uma lembrança de um filme, uma peça, ou até mesmo, dele. Era inverno do ano passado e você me dizia, agora tudo estava bem, olhos enxugados a pouco conservando-me do espetaculo.Engraçado essa coisa menina, que você tem, de ter de se esconder para fazer surpresa, se embrulhar pra impregnar fantasia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Julho dos mantras incompreensiveis faz falta, mas sempre chega, com seu zunido de abertura, o carnaval dos ventos continentais na nossa avenida, flautas doces e violoncelos, escondidos por entre as camadas de roupa da rotina de meio-ano, com seus dedos a estalar rampas e descidas, um som indecifravel, língua de esperança, talvez veneno, talvez preciso, dando movimento aos desesperados, dança e dança. O p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;elotão das coisas imprevisíveis e coronárias se aprochega, profundo pra queda que deve se tomar, meditação para elevar-se, não santo, mas sim para vivente.  Falta pouco, está quase aí.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-599011983147747142?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/599011983147747142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=599011983147747142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/599011983147747142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/599011983147747142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2010/07/julho-dos-mantras-incompreensiveis.html' title='julho dos mantras incompreensíveis'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-1606868250271130568</id><published>2010-07-01T21:11:00.000-07:00</published><updated>2010-07-01T21:13:19.222-07:00</updated><title type='text'>sobre aquele inconfundível e soberano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pobre sequer degustou o prazer do entendimento. Foi depois de uma reunião, sobre a campanha de uma empresa nova de palmilhas para tênis de atletismo. O moreno de rosto limpo e pele macia, pôs-se a sua frente, e começou a praticar barulhos; abaixou as janelas, trancou as portas, sapatiou no piso na esperança de se acalmar, e assim, com o peito a salpicar a camisa e as mãos  a acharem lugar na testa de expressões exageradas pela primeira vez, disse numa rapidez estonteante “queria avisar que não posso aguentar isso, tem que acabar agora, esses olhos, não posso com esses castanhos”. E amenina de longos cabelos pretos, plano de fundo de mundo a construir, foi aí, que a graciosa abriu mais aqueles castanhos fogaréis circulares e não os desviou até que pelo menos sentisse que veria uma resposta, que no caso não veio assim pelo mesmo modo que a dúvida, através das palavras, mas sim por uma sensação viril e temida, que começou entre os braços  foi desvanecendo até encontrar o limite dos pés com o chão. Lembrou de que, a semanas atrás prestava mais atenção no homem, único homem a usar gravata naquela agência, que estranho, tão moço e sem necessidade, quando se botava a pensar nos vôos dos segundos, quando percebia estava a delinear o rosto dele com as próprias vistas, assim sem perceber ou querer, apenas dando aos pensamentos a característica das velas em alto-mar, recordou que mesmo que seus turnos não coincidissem, o via diariamente nas memórias de encontros casuais no café, em entabulamentos no estacionamento e coisas do tipo, momentos em que nada falaram até porque não tinham o que falar, e mais até, fugiam dessa troca de vocabulário. Agora ele desapertava a gravata, pois tinha medo do nervosismo que mancha, a camisa, a pele, o tempo, e olharam ambos para o chão. A jovem, já entendida, deu a ele a concordância desejada “também não tenho tempo para desvios, quero viver tranquilamente sem alguém que fique dentro de meus pensares a dar expectativas, não posso  continuar a ter que  corresponder a altura de teus olhares”, e logo sentou-se, assustada do que acabara de falar, vindo de lugar que desconhecia, pasma  estatuou-se. O moreno surpreendido, porque palavra praquilo tudo não tinha escolhido antes, e as ditas, lhe pareciam sem sentido, mas  por natureza desconhecida as dela o faziam algum sentido, por um instante ficou aliviado e imaginou borboletas a decorar a sala e um refresco a acobertar o corpo. “Pois bem, está combinado, vamos parar por aqui”, “Claro, acho melhor, é o que mais queremos”, “sem nervos tensionados e respiração abreviada”, “sem olhadas inesperadas, sem porque através dos arquivos”. Fartos de tanto comprometimento mútuo, felizes estavam ambos. Tanto é que no ato de selar aquele acordo, deram-se as mãos imediatamente, ato que fez o sorriso antes selado no rosto amolecer vagarosamente, pois, coisa que o moreno não tinha pensado, é que ela entendeu completamente, coisa só possível se ela sentisse  o mesmo completamente, coisa que só é possível, se aquela fascinação não fosse só dele apenas, mas daí já era demais, quando ambos perceberam isso, as mãos já tinham ido ao encontro  uma da outra, e na pele sem distância, nenhum sucesso teriam em tentar afastar um problema bem menor, que era o instinto dos olhos.&lt;br /&gt;De volta a escassez das palavras, foram pegos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-1606868250271130568?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/1606868250271130568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=1606868250271130568' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/1606868250271130568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/1606868250271130568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2010/07/sobre-aquele-inconfundivel-e-soberando.html' title='sobre aquele inconfundível e soberano'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-3196425737266987200</id><published>2010-05-04T07:20:00.000-07:00</published><updated>2010-05-26T07:25:19.245-07:00</updated><title type='text'>Um homem bom</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Encarava-me com facilidade, porque via em mim o que precisava - segurança talvez. Era impossível pensar naquelas mãos um dia jovens, e mais improvável ainda, crer que delas saíssem um gesto afável, sóbrio, involuntário. Era pro seu cigarro empinado entre os dedos, malabarista de pouca vida, que dedicava a relutante atenção, pois o passeio que a imagem de seu rosto pode proporcionar, remeteria há um passado do qual custei para sair. Lembro que era mais magra ou talvez fossem as roupas , não, era o sorriso, sim, como era bonita, uma dama sempre comprometida a fazer de qualquer situação um suspiro. A idade, aquilo que não perdoa, ruía pelas irregularidades do piso a limpar, e se manifestava também na disposição da sala, nos hábitos, no longo silêncio o que vive pelo desperdício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu retorcia-me para esclarecer, porque o relógio a corda, grande e sem serventia, merecia um lugar tão abrangente - ocupava o centro da parede principal. Aposto que os tendões quebradiços por dentro dos braços, cobertos por uma camisa com estampas tropicais que exalavam cores contraditórias pois irradiantes, não seriam capazes de ceder a força necessária para o seu funcionamento. Fazia questão dela própria não dar corda ao objeto, consciência de querer pra si mesma mais tempo – não suportar a ameaça de face aberta. Notei alguns pelos órfãos sobre o carpete verde-musgo, devia ser o gato pensei, mas não o vi. Provavelmente está na rua - os gatos precisam estar constantemente pelas ruas afiando suas garras em um asfalto ofensivo exercendo uma liberdade estranha, a de passar trabalho – conclui em uma auto-agressão; rota de contentação fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperávamos Mateo há duas horas contadas incisivamente, tanto que eu rabugiava com a cadeira, teimava com as tábuas aprendizes de soltas, o vaso art noveau, o cinzeiro sem espaço, vago que resumia a minha situação, farto. Até então, tinha me perguntado sobre a exposição na galeria Independência, e só. Disse que Mateo tinha ficado lindo mais do que a realidade capta naquelas fotos. Eu concordei com um sorriso frouxo, enquanto arrastava os olhos imperceptivelmente para fora do eixo de sua visão. Mateo é realmente lindo, tanta tela que merece os olhos dos mais distintos. Naquele dia, na exposição, os dele eu não vi. Não apareceu.&lt;br /&gt;Devia estar por essa terra fazendo sei lá o que, sei lá o que, nessa época de vacas magras: vivendo no seu sentido defasado e estranho que transmite-se como se perdendo: abortando um sonhos deficientes, criando umas mágoas coletivas botando o colírio de lado e a necessidade em todo canto todo quarto: eliminando desconhecidos, se apresentando com uma bebida barata e um desperdício de palavras que seduz só porque vem dele. Já faz muito que eu nem saio, penso ficar em casa, rodeado de tintas tidas como possibilidades, a ponto de enganar as ideais com a possibilidade que vaza entre o limiar entre a criação e a realidade. Devia estar por aí, por sorte de tão inimaginável não me conquista a ocupação o pensamento.&lt;br /&gt;Ela sabia. Parecia que estava prestes a dizer alguma coisa, uma pergunta que resgatasse talvez um segredo. Balançava-se continuadamente na cadeira, como seus pés inchados dentro do sapato de pano de inverno, de esconderijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou pegar um café - ela disse&lt;br /&gt;- Está tarde é melhor eu ir.&lt;br /&gt;- Fique. Por favor.&lt;br /&gt;Na volta, não trouxe café.&lt;br /&gt;- Eu esqueci, o médico mandou parar. Na minha idade as coisas vão parando aos&lt;br /&gt;poucos, até não ter mais o que funcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encarei-a demoradamente pela primeira vez. Não sei porque, mas ela sempre pareceu gostar muito de mim. Pode ser que pelo fato de eu sempre atender o telefone quando ela ligava, pois seu filho não liga pra ninguém. Agradecia pela criança que eu cuidava e que ela foi obrigada a ceder ao mundo, um dos que menos conhecia. De fato, quando Mateo estava comigo, se é que algum dia realmente existiu essa possibilidade, deformidade da sua personalidade, percebia que ela flertava mais com bons momentos, tornado-se outra, despreocupada. Nos fazia um bolo de cenoura a cada semana, deixava lá no térreo do apartamento da Praia de Belas, dona da certeza que mais tarde alguém iria agradecer e alguém ia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me limitava a não pensar como seria a rotina daquela casa, como ela criou suas próprias estratégias de ultrapassar as os dias. Nada ali era meu ou viria a ser, agora já passava da meia-noite, no outro dia a semana retomaria o progresso, ou apenas retomaria, eu passaria além desse portão de ferro com tinta a sair, da rua magra de natureza lembraria quase nada. Mas até lá parecia haver uma impossibilidade tremenda, tal como a de estabelecer comunicação com essa mulher de que nada sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora olhando uma quadro, poucos dos poucos, escondido atrás da estante de livros de culinária e esoterismo, lembro de tudo. O menino que passou no vestibular para saber que aqui também, era uma das coisas pra qual não tinha nenhuma intimidade, embora intimida-se tudo que se poste perto. Primeira semana, atrasado e recheado de desaforos, sem uma pasta um livro uma demonstração de interesse, senta na primeira fileira e dorme. Não pintava desenhava, esculpia, que nada. Apenas escrevia umas músicas, uma melodia breve porque energética, em alguns guardanapos quando lembrava de levar ao menos uma caneta no bolso. Nunca falei com ele nunca tive coragem de sequer ir falar com ele, misto do meu desprezo e da minha atenção entregue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me oferece um cigarro e esse eu aceito, a essa milhagem já não se diferencia tanto do correto. Porque me chamou hoje a noite? Entre os tijolos vernizados e as madeiras recicladas, alguns metro quadrados dessa residência, não saindo do próprio bairro durante os dias da semana mais úteis, dizem mão sabe, mãe conhece,a mãe é que entende. Por que Mateo voltou a morar com ela e ainda não tinha voltado da noite (sua perna cruzada balança ainda mais) a verdade é que sabe bem onde está seu homem, (a cinza do cigarro não fumado se acumula em um equilíbrio limite), sentado no cordão de uma calçada merecida aos incontroláveis, fuma e bebe fuma e bebe e ela fecha os olhos com força (ela trinca os dentes e apriona a fala).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, eu também amei um coitado pensando que o coitado era eu, também eu confundi encontro com choque, alteridade com quebra de rotina. Também eu pedi o céu pedi aos céus fui atrás de religião terreiro todas alternativas africanas centro espírita ajuda médica ajuda mecânica Lancan ou Freud ofereci crença a todos os credos merchandisings desperdicei tudo o dinheiro uma cachacinha boa uma viagem a Venezuela para recomeçar do zero é preciso manter o controle meditação yoga passeio de bicicleta é preciso levantar cedo e recolher a sujeira ignorar aquilo que não é como deve ser e graças a deus não é que assim prova de que tu não vive sozinho. Mais uma vez, Mateo e chega chega. Amigos já não te cumprimentam mais nossos amigos já não me respondem mais com euforia quem paga as contas é eu quem me levanta na madrugada chorando dizendo que vai mudar que não agüenta mais que quer o redondo do mundo para poder correr por todo canto mas com direção vai largar vai largar e eu pergunto quanto dinheiro ainda tem na carteira e peço pra ver teus braços e tu se nega meu deus ele me nega até a imagem dos braços mas eu os conheço bem os do banho de vez enquanto esfrego bem as feridas passo soro fisiológico tento desinfeccionar com tudo mas como sempre acabo os beijando e não resisto te boto na cama na boca e te beijo como sempre como se fosse machucado em uma brincadeira contra o destino que o fez virar adulto antes da criança com dez mãos seguro seu peito assim controlando minhas mãos fazendo da tua vida a minha criação monitoro a fluidez do teu pulmão as batidas do lado esquerdo preciso saber que elas estão ainda lá depois vindo a lacrimejar ainda com o rosto no sue pescoço você quando dorme faz me rejuvenescer toda a angústia que me causa em mares quando diz que me ama mas não enxergo nem você nem essa coisa estranha que insiste com fé cambaleante em fuga que é amor.Que é o amor, prometi não ser uma promessa e te errei, apenas esqueça se é que é amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deixo, a entrega do presente é essa que agora me acompanha em um tempo rastejante, essa passividade aparente, é o dourado a sair dos fios de cabelo, a senhora que espera o filho chegar. Ela que divide comigo o que nos tira o sentido da possibilidade, a falta e o desespero. Entre os variáveis argumentos que poderia ter escolhido para não vir aqui hoje, não fiz uso de nenhum e o porque dê, despenca a razão. Permaneço na espera, uma dependência nada sadia. Não teria forças para dar corda naquele relógio, para ver ele ser o único a se locomover. E agora fito a mulher na minha frente, de novo, quem é, dois que compartilham o azar ou o carinho. Mateo não voltará hoje, eu estou certo disso. Mateo não costuma dar adeus para não dar esperança. Quando um dia ele está retornando para a sua casa, inventa uma crise para não ser o que era antes e dobra uma esquina depois, pega um ônibus vazio e para quando cansar de procurar. Enquanto isso, nós ficamos aqui fazendo o que ele não faz, se preocupar, amar que permitido pela brevidade das coisas, as coisas feitas para se importar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo que a senhora cedeu suas forças ao sono, Rita parece acostumada a ceder mas sempre para o bem, para o bem. É melhor eu insistir em permanecer aqui, talvez passar a noite. Assim dá tempo de eu dar uma arrumada no quarto de Mateo, a última coisa que eu queria é que ela encontrasse alguma prova do que já conhece mas não acessa na razão. Encubro a mulher com uma colcha, seu maxilar desbanca sobre o tecido da poltrona, tranqüilo. Espero que imagine e que seja belo como no tempo que tudo que tinha era essa imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá onde a pele se enverga perto da narina direita, próxima a bochecha bem preenchida, noites mal dormidas, me abaixo e deixou um beijo. Talvez amanhã eu volte a vê-la de novo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os gatos sempre retornam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-3196425737266987200?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/3196425737266987200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=3196425737266987200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/3196425737266987200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/3196425737266987200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2010/05/um-homem-bom.html' title='Um homem bom'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-5235852365874879337</id><published>2010-05-03T20:19:00.000-07:00</published><updated>2010-05-10T05:02:09.804-07:00</updated><title type='text'>as que teimam</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Eu vejo crime nos teus olhos mon chéri. Sei disso mesmo ignorando esse abuso de preto profundo que tu chama de maquiagem, mancha de petróleo gigantesca em torno desse mar aberto que é o azul dessas tuas vistas, caixa de correio, arma de hipnose. Sei de tudo, porque em uma deproposital virada de canto sem querer a percebi inteira. Enxerguei - além da meia-calça estrategicamente cortada e da camiseta decotada cuidadosamente escolhida pra guerra - uma vontade de escrever uma história, a tua, dessa noite. E eu sei reconhecer uma história quando vejo uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encaixotando aula logo em início de noite-semana, inevitavelmente a minha cabeça retoma ao momento que tu falava em mudar mudar mudar, seguido de eu sei que tu vai achar idiota, e eu apenas pensava, se é pra ter a cabeça girando, melhor que seja na pista de dança. E aquele plano de guiar-se rumo ao interior indo rumo ao interior do estado, lama e roupas de tia, galochas e pele banquete de mosquito, o que aconteceu. Enjoou do verdizinho, tão insistente e monocromático, não conseguiu conviver sem saber qual era o grupo terrorista mais mainstream e a beldade mais liquidada pelos tablóides, se chateou do papo com os pássaros, os coelhinhos, do contato com a natureza viu que ela também busca contato, coelhinhos com coelhinhos, passarinhos com passarinhos, enfim, sexo sexo sexo, o mesmo bafafá de quem ficou com quem em qual lado da vegetação pampeira. Desistiu de ir estudar na Espanha?Entre catalões, bascos e castelhanos prefirou não prefirir, não ter que economizar o dinheiro da macoinha, não estudar tanto, aulas de espanhol sábado de manhã e filmes da península ibérica sem legenda na hora de dormir, horror horror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos fingir adivinha-adivinha, eu digo direitinho o que você é e quer e você responde sendo ou não. Digo, a tua juventude é fraca, e tu chora vendo uma criança perdida no meu de um flora e fauna humana gigantesca, e ela de tão apavorada não grita então percebe, a criança é você, teu amor é um moinho, e derrepente tu bebi um copinho de cerveja e da umas olhadas enigmática por trás do balcão, procura um homem que queira brincar de ser garoto, um ar novo para um choro sempre à secar, tu sente necessidade é de viver presa, e tu me pede um abraço e como sempre quando se trata de usar as duas mãos, espera que eu me dirija a ti, eu te aperto pra testar se você reclama da pressão mas pelo oposto, parece gostar bstante, tua mania é o silêncio, e tu está no quarto televisão ligada, livro aberto, mp3 funcionando e tenta adivinhar qual era o quadro que estava pendurado naquele prego agora tão só ao lado do teu guarda roupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu é uma menina sempre menina criada com pais que sempre lhe deram boas músicas, à sombra de um cinema de europa, faces bem construidas, guabardinis, espumante, mais do que ao acaso, descpobriu que essas músicas tristes e o cinema do norte tinham inspiração nessa vida, que agora se apresenta tão bem pra ti, sempre regada a uma melancolia que é da idade, que é de sempre. Naquele pincel que te davam pra fazer um desneho livre quando a aula no colégio se aproximava do fim,era tão fácil desenhar uma casinha e tudo o mais. Me intristece tu não levar mais lápis de cor dentro da tua bolsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vagarás sobre essa rua atrás do desperdício, com barriga grande. Entrará em locais lotados, se assmiliarizara com seus movimentos padrões pra se esquecer de toda vez que não reagiu a uma frase que poderia trazer aquela oportunidade de sair com ele, se ser amiga dela. Fará questão de ignorar o serviço dos táxis, mesmo guardando dinheiro colhido durante o mês que testou a paciência e reprovou a si mesma, pois irá a pé para se sentir a mercê da noite e seus convidados. Em um bar reconhecido, Ao lado do banheira, à esquerda de quem sai, reconhecerá uns amigos, aceitará um drink levezinho pra varre todo aquele peso de tomar decisões. Eles a convidaram pra uma festa, lá na zona sul, apartamento do filho que é irmão de alguém, ex namorado de alguém e você abaiixa os olhos esperando que alguém insista e de previsto insistem, e você aceita. Hoje não usará drogas, ainda lembra do início do ano da sensação de fim do início do ano, e apenas usara as pernas sem bom senso e a boca pretensiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria estar contigo, te dar um passe um viva la vie, poder entrar no banheiro feminino contigo e dar alguns conselhos sobre o que fazer com quem fazer. Queria resgatar nossa conversa da mesmice falando, você lembra daquele dia, foi tão bonito. Pegar todos os pedaços do desenho que você fez e rasgou na mesmo hora e te mostrar que você quase deixou um pedaço seu por aí. Mas talvez assim seja melhor pra ti. Tu sai pela madrugada a envelhecer, a procura dele mais crente de que ele está a tua procura, porque se perguntassem tu responderia, ele que não apareça na minha frente. Já sei, isso explica tudo. Por isso tu sai sozinha, e gosta da companhia de homens desconhecidos, porque no bar do Mario, na esquina da independência, algum cafundó com música pra se perder, ele pode estar bem vestido e bem bonito, ele sempre tão bonito e tão bem vestido, e você logo estará tão bem bêbada e sem classe, que já não terá que se preocupar em quais desculpas usar depois,como explicar aos amigos, ao cachorro que reconhecerá o cheiro, ao espelho que provará a catástrofe. Quer que ele te agarre sem querer, sem muito bem entender, para que não precise sentar em um café num domingo nublado e conversar conversar, discutiir discutir, tentar descubrir quem é aquela pessoa de belos dentes e barba rasa, não precisar ouvir que ele te ama repartindo-se também entre as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora você se despede de mim, me dá um beijo no ar, que não chega a encostar na bochecha direita. Diz que amanhã me liga, que sábado vai ter sol e exige uma corrida no parque, uma visita a feira no centro, um filmeco lacrimal bordado com chocolate. Parece que tu sabe pagar muito bem essas penitências, tu é tão linda tão linda mas tão esquiva a quem te diz isso, tão desprotegida por traz dessa independência imatura. Solta minha conversa e vira as costas, abrindo caminho na inércia da avenida. O teu maior crime é viver a mesma históra xuxu, aquela que sempre te doeu por inteira, mas o amor é assim, tira pedacinho por pedacinho e o resto a gente gasta tentando achar substituto. Amanhã me liga e diz que ta bem porque ainda viva, o resto a gente resolve depois. Espero que tu encontre o que tanto procura nessas migrações noturnas, espero que tu o veja mas não enxergue nada nada mesmo. O teu sonho pequena, tu vai conhecer só mesmo depois de acordar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-5235852365874879337?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/5235852365874879337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=5235852365874879337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/5235852365874879337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/5235852365874879337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2010/05/diante-os-olhos-das-meninas-puras.html' title='as que teimam'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-4645733860551884791</id><published>2010-02-10T18:19:00.000-08:00</published><updated>2010-02-10T18:33:27.296-08:00</updated><title type='text'>Chá de São Telmo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Antônio observa a chaleira a esquentar com certa inveja do seu calor.Nota a água quente descolando-se e inundando o ar, pasmo. Conhecia a sensação de ser deixado, assim, aos poucos.E se muito conhecera dos números, não deu conta de suas somas, que o amor de dois é feito de mais encontros que desencontros, que de Maria tem é mais promessas e memórias, do que olhos de confronto e sorrires de conforto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece que tudo que os restou foi aquele chá. É pela manhã, na hora do chá preto, e pela noitinha, hora do chá de camomila que ele tem a oportunidade de visitar o rosto de sua mulher, sempre tão atarefada que só ela. O pobre seu-homem apressa o dia a passar mais rápido, antecipa os relatórios no serviço, encharca as flores além da conta e sempre trás uma lembrancinha da Confeitaria da Rua Independência para Maria que muito corre e pouco vê.”O nosso amor é pequenas doses” – pensa Antônio e recorda da aversão doce que o chá de sua mulher tem.Não sabia desvendar há que época ficaram tão distantes .Ou até que época fingiam se entender de perto.As paredes altas de arquitetura extinta, os rodapés rendidos a poeira e os azulejos extensos por entre os cômodos, sempre tiveram o vazio que somente agora se apresenta.Talvez ele fosse para ela como um móvel apenas, naquela sala envernizada com tapetes indígenas, um vagabundo com fala alexandrina que adotou por falta de estupidez.Mas a amava.A prova eram os olhares esguios e inertes alimentando-se das voltas movimentadas de seu crespo, que para os apenas observadores ,era sinal de falta de capricho e que para ele, era a felicidade a passear por perto.Precisava abraçá-la em ossos, esconde-la do tempo por kilometros, vê-la nua ensopando-se da sua pele.Ou não.Só olhá-la até a convencer de ser ela seu mirante.Por que Antônio é desses homens que amam uma vês porque é apenas um amor – dizem, tal como a vida – que se pode ter.Era disposto a ceder seus cabelos bicolor, sua barba mediana, os olhos enrugados de sentidos, todos os confortos de seu singelo corpo, a um que o encorpasse de vez.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não pode-se culpar o governo por tudo, e em São Telmo, ninguém culpa.”A Branca” além do branco da neve incessante e das nuvens em conflito, tinha também a cidade, a cor da pacificidade.As segundas feiras de manhã, Antônio comprava ração para pássaros, as “única beldades compreensivas”, na Avenida Metrópole.Era o mais longe que tinha que se movimentar dentro da cidade.Odiava o Ato número 19, e ainda mais aqueles que nada fizeram para impedir a sua vida-ganha.Viu cadeados sendo postos em cada ladrilho de sua infância e beco, parte da adolêcencia que não se gosta de lembrar, mas gosta de saber que ocorreu;homens cheirando a gula de fábrica criando enormes portões onde ele criava significância (de vida, talvez). Deslocarva-se quatro bairros para ir atrás da tal loja especializada, imagine.Passava por São Vicente, Cardone, Bela Terra e Iugo.E quando perdia o passe certo, tinha de voltar em casa e pegá-lo.Lembrava de quando as ruas eram abertas a todos, sem tanto controle .Por isso, informava com antecedência o seu destino para o controle de pedestres de São Telmo, domadores astutos em sua tarefa de fazer o circo circular, para evitar desconfortos com as autoridades.Em outros tempos, ele e Maria caminhavam por toda a cidade, passavam na feirinha de Clemente, tomavam um sorvete na praça e liam os franceses sem empatia, apenas por expressão.Agora com as ruas da cidade bloqueadas com esses grandes portões-de-aço-tudo-que-é-ruim- continua, fica difícil.Não fazia parte daquele homem de pequenos feitos mas grandes imaginários, essa distância tão aguda que o fazia desconfiar da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A casa antiga era o que restou de material da líquida vida do pai de Antônio.Na corrida de cavalos, perdeu a companhia de uma esposa e o respeito de seu filho, que só por respeito aos desconhecidos, olhou em seu rosto até a última tomada de consciência, a espera de um pedido de desculpas que veio através de um testamento magro, que deu a morada em que vivem.Na sala retangular havia junto a espera, uma estante de livros esquecidos e uma TV sem antena.A cozinha americana Lembranças de bons momentos, e seguindo-se o corredor ausente de retratos não perturbadores, estavam os três quartos, o último no qual dormiam.Sua-mulher andava tratando a casa com desdém.A cidade de São Telmo a atrasava em muito,já que andar naquelas ruas bloqueadas por enormes fechaduras era o mesmo que desperdiçar respiradas dentro d´água;depois ainda tinha de abrir e fechar todas as portas corretamente em sua própria casa.Enquanto isso, Antônio andava pelas peças a procura do incontrolável, da realidade que vivia sem poderes maiores.Contava os azulejos com passo lesado e olhos apontados ao relógio de madeira ao lado da TV, ansioso por um som que dignasse um molho de chaves sendo carregado, com a missão de trazer ela sua-mulher até ele.Já que não vivia diariamente perto dos conflitos dos pneus em asfalto e dos zumzumzuns das próximas reviradas industriais, pois trabalha em casa, era o cansaço do silêncio o que mais o cansava.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na última segunda-feira a noite, Antônio pôs-se a fazer o chá.Os pássaros não estavam com fome como imaginara, podia ser que eles não queriam comer – estavam tristes.Ficara triste ao perceber que o conforto propiciado por ele, não os atendia.Esquentou a água na chaleira prata, que reluzia o vazio que ele disfarçava.Sua-mulher já tinha chegado antes dele e estava no quarto.No telefone haviam se falado antes, ela disse não se sentir bem.Preocupava-se, e por isso, adicionou a torta de nozes “a preferida das preferidas” ao chá daquele inicio de noite.Sua-Mulher tossia alto, escutava-se da cozinha.Equilibrou os aperitivos sobre um longo prato segurando-o com apenas uma mão, para deixar a outra livre para as chaves.O ato 19 não bloqueava apenas as ruas, como impedia os cidadãos de livre circulação em suas casas.Depois de abrir três portas, Antônio encontrou sua-mulher a dormir, ainda em roupa de dia que se foi, com olhos a esconder-se de agora, alongados em cima de uma coberta a trocar.Deixou-a assim, não era a primeira vez que não ganharam a sorte da coincidência de seus tempos.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim eram todas as semanas.Quando Antônio acordava tarde, quando chegava na cozinha o chá já estava pronto e ela já havia partido.Quando a procurava na cozinha,a distância de três portas, ela já estava no quarto mergulhada em sono.A noite, ele ansioso, perdia as chaves no seu casaco extenso de inverno, e a distância exata de cinco portas a serem abertas e fechadas, sua-mulher já despedia-se do dia em sono.Na cama ele preenchia-se com as pernas e os seios sem resposta e incomunicáveis,embora naqueles momentos fossem seus em realidade, não era bem essa realidade que desejava.Será que ela toparia uma viagem a vila Madalena no final de semana?Não poderia fazer a pergunta naquele momento.Não podia privar alguém desse objeto tão em falta.Sua-mulher parecia cansada, seu sono alongava e tinha crises fortes de tosse.Numa noite, Antônio acordou com o dia um pretume lá fora.A tosse de sua-mulher aumentava consideravelmente.Ele próprio não sabia lidar com altura que chegava os ventos sonoros de sua garganta.Apertou-a, vendo nisso a coisa certa a fazer.O telefone para emergência estava na sala, distância de três portas.Pegou suas chaves e deixou-a a dormir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Levantou-se, decidiu preparar uma chaleira. Já na cozinha, ouviu as tosses em aumentativo. Desesperou-se.Onde botara as chaves?Não estava no roupão, nem dentro dos armários. Chutou a porta, duas , três vezes.Mas eram rígidas feitas com material semelhante as que guardavam as ruas. Silêncio. Sentiu o estomago empacotar-se em volta de si próprio, a espinha separar-se dos ossos, só o medo de solução.Não encontrava saída, e Maria talvez estivesse desmaiada e a porta lacrada.As três portas lacradas, não encontrava as chaves e Maria talvez estivesse em perigo.Maria estava desmaida (será), não havia portas e muito menos suas chaves.Girando em volta de si mesmo,ele não caiu no chão.A Janela,janela aquela no décimo andar, em frente aos potes de bolachas salgadas,ao lado do frigobar reformado, não precisava do velho molho de chaves.Querendo ir, sem saber para onde correr, por lá foi socorrer Maria e informá-la, de sua nova descoberta. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-4645733860551884791?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/4645733860551884791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=4645733860551884791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/4645733860551884791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/4645733860551884791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2010/02/cha-de-sao-telmo.html' title='Chá de São Telmo'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-3376088628314422250</id><published>2010-02-10T18:13:00.000-08:00</published><updated>2010-02-10T18:18:51.424-08:00</updated><title type='text'>Conversa de Moças</title><content type='html'>INT./APARTAMENTO DE VALÉRIA– DIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARMEN&lt;br /&gt;As mãos não suportam mais esconder o inchaço dos olhos, mesmo depois de alguns dias desde o ocorrido, chora demais. Como pode ela ter feito isso, ainda mais com Valéria, a pequena Valéria que de sensível tinha uma alma inteira; essa que a acamava quando a vida colocava alguns cadeados indevidos, que a resgatava do calor de Porto Alegre para um banho de mar, que a arrancava de uma mesa na beira do salão para uma dança. Odiava a sensação de ser uma traidora, de ter a traição em alguns percalços de memórias que mancham algumas centenas de planos, de se tornar agora mulher de vermelho sangue, mulher má.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALÉRIA&lt;br /&gt;Tem a frieza pela primeira vez, como hospedeira. Olha firmemente para a janela. Sempre a interessou o que acontecia lá fora e agora ignora o que ocorre ali dentro. Sua face está seca, seus braços se cruzam para demonstrar descontentamento, embora simbolizem é raiva. Não tem reações, pelo menos as aparentes. Não reconhece mais a mulher sentada no sofra amarelo deserto sem nenhuma voz com traços de razão. Elas não se olham. Não daria esse luxo. Que animal era aquele na sua sala. Sempre teve medos dos selvagens, a pequena Valerinha, a Valerinha! “Tão inocente!”. Eles vão ver inocente, pensa. Essa coisa é de ser trouxa, é para os iniciantes. Escutava tudo que a sua amiga (?) falava, com muita cautela mas fingia que não ouvia. (Ela nem é bonita! E o Frabrício também. Aquele Bode. [porque eu falei bode, ele nem tem guampa. Ainda.] Quando eu disse que ele era precoce, quis dizer que era na cama. E ainda paupequeno.Otário.Filho da puta [modo de falar dona Cleide]).Todo amor que sentia por Fabrício se foi como um sono interrompido por um despertador.Não ligava mais para o moreno de feições rudes.O que importava, era como Carmen do jardim, do colégio, a Carmen brigona da classe, a engraçada da avenida, a amiga que dividia o apartamento e todo o mais antes, poderá fazer isso com ela.Como conviveu junto com ela tanto tempo?Não sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALÉRIA&lt;br /&gt;Ela se levanta e chega perto de Carmen. Tira uma das mãos do rosto e tenta encontrar o da amiga –ex.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARMEN&lt;br /&gt;Ignora. Faz um sinal de pare com os braços. Não fala, não vale a pena. Nada será resolvido, pelo menos nessa noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FLASHBACK&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EXT. EM UMA AVENIDA ESCURA – NOITE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARMEN&lt;br /&gt;Avista um homem. Ele tem um carro bacana. Existem muitas garotas naquele lugar, ele vai falar justo com ela.Está frio, ela queria ir para casa, mas por algum motivo não acha propício ainda.O carro se aproxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EXT – Casa de Valéria – Dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARMEN&lt;br /&gt;Conhece muito bem Valéria, tanto para saber que amanhã será outro dia, outro dia em que ainda não terá esquecido o que se passou nessa semana. Lembra da viagem a Bombinhas, do Ano novo em Ouro preto. Lembra de quando bateu o carro. O seu rosto segue as mesmas coordenadas. Aqueles amassados se reprisam nessa moral, essa coisa abalada que não se enxerga mas percebe-se de imediato. Quer dar três passos a frente e agarrá-la a força. Dar um beijo em sua bochecha e contar tudo direitinho de forma que não houvesse como ela dizer não. Falar do filme que viu e gostou. Do filme que viu e riu mas não gostou.Pedir para que a perdoe, que isso tenha um fim, como nos filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALÉRIA&lt;br /&gt;Nunca confiou nos homens, nem nas mulheres, em Carmen talvez. Tem medo de não conseguir confiar em ninguém mais. Tem ódio, um que nunca conhecerá porque distribuía perdões como assobios. Tinha uma amiga e agora perdeu um namorado. Pensa que vai ter que aprender a dirigir, pois o carro não vai ficar com o Fabrício. A sensação de deixar alguém é como perder-se no seu próprio corpo. Era ela uma criatura assustada com a própria imagem no espelho, uma imagem sem duplicação. Não sabe direito como ser portar diante de uma vida sem os dois. Ela acende um cigarro. Fuma-o rapidamente. Está pronta para mandar Carmen embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARMEN&lt;br /&gt;Ela implora para ficar. Diz que não tem par aonde ir, que está desempregada e que ainda é sua amiga. Diz que esse é o pior dia das suas vidas, não para de falar tanto que grita.&lt;br /&gt;Valéria&lt;br /&gt;Manda ela sair, embravece que isso tem que acabar. Que é um puta com rabo quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALÉRIA&lt;br /&gt;Ouve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARMEN&lt;br /&gt;Se coloca em frente a porta, impedido passagem.Coloca as mãos na cabeça, entranha os cabelos desalinhados.Grita.Bate os pés.Chama por Deus (aquele que não acredita).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALÉRIA&lt;br /&gt;Pede para não bater os pés que os vizinhos irão reclamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARMEN&lt;br /&gt;Pede desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALÉRIA&lt;br /&gt;Nem a mentira mais enxuta fará sua decisão mudar de ideia. Não se passa despercebida a tontura das suas pernas, as diretrizes esquivas de seus olhos. Mas permanece, vestida de estátua. Vai em direção a porta. Chamará a polícia se esse foi o caso. Berrará alto, até o síndico vir participar do vexame. Enrujece os braços que de cruzados se sondam, a manda embora. E tem mais, diz: Pode levar esse quadro que você me deu de aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARMEN&lt;br /&gt;Suplica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALÉRIA&lt;br /&gt;Antes de ela sair daquela sala para nunca mais voltar, quer saber uma coisa. Quer coisa pouca, um porquê. Por que FabrícioFoi só uma transaQueria humilhá-la?&lt;br /&gt;Precisava de grana, era isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARMEN&lt;br /&gt;Responde que sim; para comprar o quadro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-3376088628314422250?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/3376088628314422250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=3376088628314422250' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/3376088628314422250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/3376088628314422250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2010/02/conversa-de-mocas.html' title='Conversa de Moças'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-4453146023332019595</id><published>2010-02-07T19:10:00.000-08:00</published><updated>2010-02-07T19:14:01.810-08:00</updated><title type='text'>Visita sem Bela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vinha quase sempre de dentro da noite, na madrugada que ressuscita só os desprovidos de grandes futuros. O barulho ela escutava desde quando a Dr. Martins faz esquina com a Princesa Isabel. Equilibrava-se nas desprovidas pernas encardidas que arrastavam-se tanto para andar que as vezes atingiam outras coisas além do chão, como os animais que dormem e as pedras que não rolam.Trazia consigo a facilidade de estragar o sono dos que morrem devagar e a destreza dos que fazem esse despertar, felicidade.E assim sacudia árvores e derrubava cestos de lixo, travando um rastro poluído até a casa de canteirinho cinza e baixinho, onde tropeçava e por sorte indevida não caía ali mesmo, ali mesmo onde algo se escondia debaixo do cobertor com elefantes rosas, o cachorro continuava a latir, e ela deitada na cama fechava de tão forte os olhos que esses pareciam ser engolidos por suas bochechas.Imaginava os dentes a ranger como se a boca fosse um ringue, pensava  nos caminhos de suor interrompidos pela sujeira dos pelos sem aparo, os ossos pesados a denunciar um bicho sem espécie.A criança tomava coragem e expunha o corpo fora da cama, enquanto lá fora ouvia gritos com excessos de vogais ,falava com o céu como se já tivesse sido expulso lá de cima, com respiração defeituosa, ouvia estalos vindo da porta da frente e derrapadas vindas da sala.Já estava agora dentro de sua casa e nada poderia  fazer ela, se não ter medo.Pela cantinho da porta via a sombra daquilo que não explicava no seu conhecimento leve, pelo que parecia dali, garras levantadas e braços enxutos de um caçador insatisfeito,uma barriga de quem esconde mentiras com gula de mais, um corpo sem proveito e desajeitado com suas extremidades, que balançava-se pelo perímetro em busca de descanso para o peso de seus braços,que ainda estavam lá sem controle, culpa dos ossos.&lt;br /&gt;De repente, ouvia uma voz outra, sua mãe respirava em descalça, e num anúncio  final, quando já não percebia o agudo do pavor da mulher, sabia que tinha sido abafada.Agora a criança já voltava para cama tapando-se atrás do travesseiro e segurando bem forte o Sr. Papu, o amável coelhinho Sr. Papu, onde intrometia seu desenhado nariz em meio a pelúcia em busca de um sonho vadio doido por casa.&lt;br /&gt;Imaginava o que era aquela coisa, uma história sem fantasia, uma experiência desaproveitada da vida, um monstrengo sem par de dança, que veio leva-la para longe por todas as vezes que não comeu todo feijão do prato,que escondeu a salada ou que não entregou o tema.O Imaginava sem saber seu rosto, só com a memória guardada do medo.No que o sonho ainda não a buscava, corria na sua cabeçinha que tinha que deixar de ser criança boba e fazer as coisas mais de acordo com sua mãe para que isso não ocorra, pensava a pequena, desperdiçando esse luxo, e essa raiva, de ser pequena.Não aceitava a tal condição de ser menor, sem altura pra ter coragem, sem desistência para aceitar o que incomoda. E ficava tão triste quando a aula no coleginho acabava, porque então sabia, que o dia já tava se escondendo e a madrugada seduzia com o embaçar nos olhos de tanta luz.  A pobre sentia um cheiro estranho, estava nas paredes e no ar detrás dos móveis, mas nada podia fazer se não esperar o tempo ir-se embora e dar lugar ao seu sossego que vinha quando o sol derretia a noite, deixando uma calma que embalava a ficar contente.&lt;br /&gt;Mais uma vez se aproximou, e a criança já sabia dos passos pesados na estrada de terra, da cerquinha a ser quebrada, da porta a emitir barulhos, os socos nas paredes esburacadas. Lembrava com conflito da sombra daquilo que não se sabe onde foi feito e porque não se desfaz. Dessa vez deixou Sr.Papu sozinho na cama, sem criança pra ser criança. Algo estava revirando a sala, ouviu o som a ligar no limite dos ouvidos sãos. A mãe ainda não voltará da casa de sua tia, deonde não devia ter entrado, e lá fora a madrugada nem encostava no relógio tonto de girar.A criança desceu as escadas com os pés em contato no  azulejo frio, quentes de tanto tremer.Achou o que era a explicação daquela confusão de criança.Era  ser de respiradas bulfantes e suor cachoeira, sem resposta nos músculos dos olhos, com cabeça que duelava com tudo, até com o teto, coisa a desajeitar a sujeira para bagunçar . Do choque que passou, fugiu seu medo. Tinha que arrumar as coisas certas, deixar de ser criança, pensava a quase ainda criança. Sem ele perceber, correu até o armário de chão na cozinha. Ficou aquilo quieto e olhou a criança agarrada em qualquer coisa, porque não entendia o que era nem se importava. Suas patas de trás  começaram a mover-se devagar, como marteladas no piso, que mais afundou do que ajuda a andar, enquanto seus olhos derretteram-se de desconsolo e exagero em vazamento. A criança, longe do Sr.Papu,pouco ligava pro Sr. Papu, agarrou-se mais ainda na garrafa transparente e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pára, pai.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então, esse parou - foi a última vez que foi chamado de pai – como se entendesse, como se se importasse.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-4453146023332019595?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/4453146023332019595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=4453146023332019595' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/4453146023332019595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/4453146023332019595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2010/02/visita-sem-bela.html' title='Visita sem Bela'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-7388352943567440615</id><published>2010-02-07T19:04:00.000-08:00</published><updated>2010-02-07T19:10:30.134-08:00</updated><title type='text'>A Clandestina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Era de outro corpo o que tomava-a com sede de quem já nasceu querendo e morre como tal.Os olhos, abriu os olhos mas o visto fez que não viu; da cama via respiração fugir molhada vida-própria que chegava até ela por cima dos lençóis estranhos, impresões fauvistas com descaso com o real, tapetes sujos como a poeira dos que a respiram por hábito da tosse; não reconhecera a anatomia dos casamentos daquelas paredes, o hálito de guardado junto ao um sexo mal-feito não reconhecera, mulher essa de pouco falta pra trinta longe de casa não reconhecerá logo depois; muito menos as cobertas que não cobertavam, jogadas ao perto de uma paisagem de janela de velha novidade (atrás do vidro que suja como se respira, um prédio blábláblá barulho de motor de carro confundido com pretensão de sexo, pontes pros suicidas cordas pros altruísta e lá vai) o piso sem caricia de limpeza dividia espaço com estas sim, reconhecíveis, suas declaradas roupas mais limpas do que ela agora ela mesmo, mesmo que jogadas ao chão, mais desinfetadas até (quem sabe ela não); entre os quadros de expressionistas de segunda, de morte como a maior obra, contaminada por toda miséria e apelações das músicas ruins, toda a besteira de um rock que ressucita em amores mortos, baladinhas de colegial para quem nunca reviveu as décadas sessentistas do som confundido com música, música de fundo pra algum palco maior, desde a seleção de CDs disputando maior caos pelo tapete até o cinzeiro em carga máxima, sabia que alguma força julgadora permanecia sobre ela dizendo, ser ela mais errada do que ambos exemplos de desordem e falta de lugar, ou seja: um tudo absoluto que se apertava naquele apartamento do homem sem nome mas com seu corpo; que não era visita em sem calendário mas já estava de saída dos persuasivos dias de sua vida, que se mostrava apenas como um objetivo do que como uma realidade, resposta de significado no dicionário.Fechou os olhos antes de aderir a uma saída que tanto poderia ser uma porta de ferro ou uma janela no quarto andar que pouco importava, desde que a má memória não viesse com correntes maciças, daquelas que tem necessidade de fazer showbussnises de fofoca na sua consciência, impedindo ações diárias como lavar a louça e escrever um memorado, sem a ressaca vinda em arrependimentos simbólicos do tipo ‘droga’ seguido de um prato quebrado. Sentia que não lhe pertencia-lhes aqueles fluidos, pensara em devolve-los, podia ser um empréstimo ou um contrato, não lembrava mas recordava duns braços escorridos nos dela preenchidos, dum sufoco que a fazia respirar melhor e alto alto alto, e uma vozinha cochilante que sem olhadas declamava: lindalinda, que fazia ela que não era dessas estoneantes beldades existem por ai, um próprio exemplo da palavra em carne e só.Tinha aquilo um jeito de homem que antes não consiguia imaginar nem com o filme mais atrevido, desejo mais desbocado;via nos contornos daqueles formatos preenchimentos nunca sentidos, nos pelos extangeiros descoberta de possibilidades;afinal era todo um além-mundo que via-se pouco em comparação do que existia;permissão para correr pra onde batia a curiosidade e aquele corpo era a própria curiosidade a implorar por liberdade;sentiu-se livre acolhida e recolhida embaixo do que a comprime para que possa se expandir, e quando percebeu isso sem entender ao mesmo tempo travou.Era ela, em quarto que não dorme e língua que não fala, um custume de ser si própria;enquanto preparava-se para medir conseqüências com o inesperados e pagar todas suas contas de final de semana, num olho que num derrapar se fechou, num sossego aparente que na verdade abrigava uma dúvida, postou-se ao seu lado aquela curiosidade de encostas firmes; desenhos de músculos que a preenchem que a fazem sair da linha;promessa de coincidência de solidão e busca pra essa;o que podia ter todos defeitos da camada terrestre menos o de não ir àquela festa ontem anoite; ele alguém aquilo homem que voltou e acamou o corpo naquele colchão que também a separava do chão, a fazendo sentir estúpida e linda ao mesmo tempo, dona de um sexo imbatível e de oferenda, era ela também aquilo sem nome mulher,abasteceu-se de conformidade enquanto planejava levantar, juntar as roupas aterrisadas sobre o chão, lustrar o orgulho que agora começava a voltar junto com uma vaidade que aumentava mais e mais e uma memória que descarta sem ligar onde irão cair as sobras;foi a escapar daquela já passado quando, veio de trás o que depois confirmou, após a surpresa, o atraso do reconhecimento, ato que não devia nunca ter existido (agora mesmo não entendia mais aquele quarto nem nada que lá se guardava), muito menos ela, e isso agora, esse abraço.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-7388352943567440615?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/7388352943567440615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=7388352943567440615' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/7388352943567440615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/7388352943567440615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2010/02/clandestina.html' title='A Clandestina'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-3819979381994659718</id><published>2009-11-03T13:46:00.000-08:00</published><updated>2009-11-04T08:40:22.999-08:00</updated><title type='text'>Chuva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Levou algumas gotas daquela chuva para casa. Era o dia, dia que não alerta cabeça pra lembrança, dia que procura a cama pela esperança de melhoras. Já estava calvo partido sem brilho e com barriga rendida as desvontades, sem mesmo estar velho via num espelho que não refletia o presente.Era justo que o tempo apertasse assim, pensava F., enquanto mirava a pele do papel sem curvas, uma promessa de corpo que excita, pois era dos fios de fôlegos viajantes que compunha algumas respiradas breves.Finalmente mirou a caneta defronte ao papel, mas o que era a ameaça de uma idéia para ser digerida pelos seus futuros devotados, revelou-se na verdade, um lembrete de pensamento: “Gil ficou de passar aqui hoje “para dar uma mexida nas crônicas, que, no bar de Manoel ele propagandeou, aos balbuciares alcoólicos, estarem prontas formidáveis e “esperneadas” (expressão , uma das poucas, que evitou Gil de terminar seu chope num gole único, dado a certa curiosidade que os moldes de sua testa, explicitaram muito bem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não lembrava quem tinha pago a conta naquela noite, nem se Mari teria tomado muito copos e ficado de poucas roupas. E, claro, naquela hora não o passaria na cabeça que há dias as palavras o viam como um abismo sem volta. Passou a mão na cabeça, acariciando-a gentilmente, na tentativa rasa de convencê-la a trabalhar mais mas não.Não havia textos .Os que nasceram doentes já definharam em algum lixo sorteado de embalagens de remédios.Não haviam crônicas, nenhuma história má bem contada, nenhuma genialidade em papelada, nenhuma explicação da inutilidade de seus dias justificada por seus encontros com o papel.F. soltou os olhos a deslizar entre os cantos das paredes, até que um relógio os contassem que havia algumas horas até Gil chegar afoito e encharcá-los com aquelas risadas sem ar.Se ela estivesse lá, isso jamais aconteceria, se ela estivesse lá as palavras alimentar-se-iam da tanta vida que lhe escapava.F. lembrava de Ana como o presente lembra de ontem, com insistência.Era além de tudo, um absoluto movimento do destino que o fez pensar em mover-se ele próprio ao infinito, e agora, persuadiam restos, detalhes que não esquentam, um vazio que de tanto preencher, escapa-lhe pelos olhos murchos enrugados de alma, feinho de ver.Juntou um bocado de papel que pesou bem sobre a mesa.Escrever sobre o que se conhece, citou-se Guimarães.Escrever sobre o que ama, incitou-se ele próprio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Não eram os meus pés que andavam pela cama. Antes de tudo, quero falar daquilo que se guarda e que se mantém pela covardia vencedora: o segredo. Meus olhos viciados meus braços navegadores nas tormentas do ar meu dia de bronze meu sonho vivo letras rimadas a espreita de uma noite que escondia-me, do simples declínio de cair por ela, era o meu segredo. Um desses que se contam sozinho sem palavra única falada, que se entregam num beijo, que no meu caso demorou muito tempo. Mais exatamente no tempo de 1999 na chuva que não caía mas fazia barulho dentro dos botecos de Montivideo, dentro das paredes encalhadas de perda e cupim, no Buteco Jerônimo no centro de alguma coisa que não me equilibrava.Fomos os que cantaram Corcovado, acompanhados do argentino estranho as cordas do violão que tocava em frente ao bar.Do corcovado, as outras músicas que ouvi, foram as batidas de seu copo de uísque no balcão doente de tempo, suas risadas abafadas pelo fumar dos cigarros, sua dificuldade de olhar-me nos olhos a procura de uma porta, que por mim poderia fechar-se para sempre e deixar apenas nos dois lá.Na arquitetura, lá em Porto Alegre, nunca trocamos nada embora algumas aulas assistidas na mesma sala.Acordei com ela na cama, como acordaria por vezes seguidas, nas quais consegui dormir direito.Digo que lá, foi-se toda a minha vergonha e covardia enquanto seus seios cabiam-me e alimentavam-se em minhas mãos, enquanto entrava no seu corpo para convencê-lo a me querer longe, com um tempo parado , decidido a deixar vestígios convencedores de quero mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Trabalhava feito um estivador em Chicago, antes da Lei Seca.Naquela época meus pais, adoradores da boa vida que vai pra onde o dinheiro está, me mandavam notas de reais que iam para o pagamento de meu estudo na Faculdade de arquitetura.Essa é a versão deles. Quando conheci Gil, ele era um Editor desses especializados em achar gente que escreve para escrever o que ele sempre tentou, mas não conseguiu pela razão lisa de, ele não ser um escritor. Gil achou que eu era um escritor.Mandou eu parar com a poesia “berrante sem ouvidos, de melosa suja os ouvidos”.Eu escrevia contos sobre as fruteiras da cidade baixa que vendiam cachaça para abrigados de dores ditadoras, sobre a fábrica de desiludidos que as rua de Porto Alegre fabricavam, sobre os estudos que não dão curso.De vez em quando vazia uma reportagem essa outra lá, uma crítica sem açúcar ou molhada de mais.Gil falava não pára não pára, enquanto eu via na vodka transparente dele, uma amargura infinita da falta de solidez de sua felicidade.Me contava, como contava a todos que carregam ouvidos vivos, que a mesma mulher que o amou matou um homem, homem esse que ele desconhece, pois Desde então, Gil mudou radicalmente.Eu o escutava preso nessa sina de contadores de história de fazer dor dos outros abrir um choro num olho alheio.Mexia meu rosto como quem sabe como é mobiliar um futuro com apartamento penhorado, não dizia nada, apenas fazia sinal para o garçon trazer mais uma dose de álcool com qualquer coisa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi quando me senti homem desses feito, quando cheguei em casa e Ana, a minha Ana, a Ana do meu segredo, me segregava os sentimentos, fundindo-se todos eles no corpo dela mesmo.Ela estudava para o mestrado sabendo o que quer quando quer a quem matar para nutrir-se bem.Fazia-me tudo, via em mim algo para o qual eu sempre fui cego, sentido.Eu era o servo de suas confidências, o acamando de seus longos morenos enquanto ela lia sem parar algum americano era do Jazz e eu dizia, frase não pode ter perna curta, e ela falava a tua literatura não anda, sim desanda, nessas doses de melancolias feitas extraídas de ingredientes schouperianos. Mas o que ela sabia. Construía casas, e bem, enquanto eu gostava mesmo é de ficar na rua.De preferência, na chuva. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vivíamos como Astaire e Ginger, na maneira de ver as dificuldades.Dançávamos nelas de graça, com toda a graça que algumas caixas de cervejas servidas com nossos corpos podem sugerir.Ter as minhas fraquezas encaixotadas e contrabandeadas para algum continente frio, me fazia ter ver em mim próprio, terra habitável.Eu vi os dias correr em mim, deixar pegadas grossas na minha memória no meu além, eu vi eu mesmo tornar-me uma indústria de desejos pela falta. Falta de ter do que reclamar para enfeitar um café diurno, enciclopédias para basear as angústias dos seres, que me escolhia como manifestante em minutos semanais. Comecei a renegar tudo que pra mim era estrangeiro a indecisão a revolução dos de barriga cheia o amor dos que não conhecem o contrário. Agora diria que eu me media com a escala dos arrogantes, e nessa eu era o maior erudito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ana pintava um quadro. Ana não pintava quadro nem escrevia poesias não arriscava-se nas artes que a sua sedução não fosse certeira.Eu tinha passado o dia todo no quarto, com um computador do inicio do século sem nenhuma comunicação que não fosse as palavras com o teclado.Sai com um conto de duas páginas que viraram uma.Aquela porta que me separava dela, abri em raiva de guerra, contra mim mesmo versus a vontade que me prendera naquele quarto pra nada.Ela largou o pincel sobre o assoalho pincel com cor vermelha transferida para a pedra granito sem preocupação de limpeza e estética.Me olhou como quem diz, esse rosto ta aqui ainda só por falta de pernas pra levá-lo.Era um banquete do meu medo ganhando vida, o que ela me oferecia através daqueles lábios caídos, por minha causa, eu sabia.Parados giramos giramos giramos tanto e quem caiu primeiro fui eu.Larguei as folhas no chão e agarrei por trás das costas ate que surgisse na sua pele curva, a cor do sangue meu que por um tanto não escapou por todas oportunidades de minha anatomia.Ela continuou fortaleza de sua mensagem, agora me negava até mesmo o endereço do olhar.Era uma pedra que eu não podia esculpir nem com o amor mais natural da minha humanidade.Um desenho autônomo e pronto do qual, eu não tinha mérito por nada, absolutamente nada, e então eu compreendi, soltei-a com braços em pranto com a seriedade como barricada para meu querer.Afastei-me devagar para me acostumar com o fato que, um passo a frente em direção a ela, seria, uma batalha fracassada.Chamei-a de puta.Como se fosse a desordem que derretia as estruturas da modernidade, como se fosse o silêncio conservador que uns tentavam estancar os gritos entrelinhados de ressaca através da poesia.Chame-ia de puta.Mandei embora a sua vida os nossos laços cortei com um grito único que nunca tornar-se-iam palavra digna de fato.E agora, ela, a pedra, pedra de gelo, derreteu-se.De uma primeira lágrima veio seguidores em cascata, um choro , que vi desaparecer em degradê até a casa tremer em todas as extremidades, ressoando o que era, antes de uma porta separando-me dela, uma felicidade a agonizar na forca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Procurava em desistência a ganhar, um lugar para tomar uma água gelada antes quem me tomasse por completo, fosse, o verão na cidade.Tinha terminado meu primeiro livro, e seu final resolvi deixar por aberto.Na rua crianças desfilavam quase como vieram ao mundo, enquanto seus pais não viam a hora de se mudar desse, embaixo da radiação sem desconto do sol que queria brilhar mais que o dia.Corpos escorriam e eu imaginava estar eles desmanchando.Tal como o dela desmanchava-se de meus dias.Matéria de gaveta: descaso ao com as obras de arte da capital.Acontece que não via arte era em lugar nenhum, tudo que assemelhava-se a isso para os outros, para mim era, um simples trote louco para te pegar pelas bola.A beleza em si, é um trote.Tal como Ana, um risada que ninguém ri porque está ocupado de mais sofrendo.E se nós tivéssemos conversado?Não a dei a chance da palavra, apenas, confirmei o fato de que, não a mereço.Que preciso cavar buracos para poder dançar.Que precisava dela para vê-la ir embora.Isso me invernava em pleno calor, saber que, sim a amo, mas amo mais ainda é o meu eu excessivo, orgulho incabível em razão.Não consegui descobrir de que cano de esgoto ou doença da cabeça viera aquele meu surto.Um poder talvez.Poder sobre a desgraça, a minha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando comprei enfim a água, minha sede mostrou-se não estar lá. O que estava lá além dos serás não sabia. Não confiava mais nas decisões daquela que autoproclama-se consciência ,mas que não carrega bandeira, que nada.Eu queria que chovesse.Embaralhassem os pacotes de suor com a água que como eu, de pesada, de cheia, de concentrada, caí.Queria sentir no meu torso algo que não fosse arrependimento, que não tivesse controle, que imposse como dono.Queria que aquele céu chorasse pelo que eu não chorei. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os livros que li, não foram muitos a me ensinar, como não ser um idiota.Não li muitos livros cheguei a conclusão agora a tarde, enquanto pensava, em algum lugar dos Grandes Lagos deve estar chovendo bastante agora.Conhecendo Ana, ela devia agora estar numa praia, após ter reatado com seu antigo namorado de infância apaixonado por ela em todos os tempos, após ter decido caminhar mais, ignorar escritores que a flertem no bar e casar com esse babaca para não derrapar em gente como eu.Vai ver quando me apaixonei por Anna, o que eu queria era um romance, esses de papel mesmo.Palavras em varal, sempre fáceis de vestir qualquer história.Um amor pra se conhecer, não ter.Olhei pela janela.Enfim a chuva, convidava-me para uma caminhada.Foi no clarão da noite, percebi.Nunca a amei.De Anna, eu tirava minhas tempestades para matar a sede. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando Gil chegou, F. o aguardava na sala. Como de habitual ele falava longe de usar vígulas.Contou sobre um sonho estranho, um amor novo e uma briga de bar.F. não entendeu direito e tratou ambos os fatos como pesadelo.Acendeu um cigarro feito por ele enquanto colocava os papeis recém escritos dentro de um envelope.Sua barba tomara pontos estratégicos de seu rosto e sua voz contida mais a mais, não passaram despercebidas. ”Está sentindo-se bem?”, perguntou o editor. Um espirro foi a resposta.”Não subestime a chuva de verão. Você devia aprender a usar o guarda-chuva, Filipo”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-3819979381994659718?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/3819979381994659718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=3819979381994659718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/3819979381994659718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/3819979381994659718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/11/gaiola-parte-1.html' title='Chuva'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-969622760616433215</id><published>2009-10-13T17:58:00.000-07:00</published><updated>2009-11-04T08:39:30.766-08:00</updated><title type='text'>Uns Trópicos</title><content type='html'>seguindo a rua despercebida, vê-se a casa de dona Jade ainda reluzente desde que essa foi dessa para uma pior, morar com seu Cláudio, três casas a frente. notando as pedras separando-se do solo, é preciso muito cuidado para não tropeçar e cair num desses poços com tudo que há de desgosto que preenche os inúmeros buracos desse caminho cada vez mais incaminhavel.cuidado com as crianças pois seus pais não as cuidam, e há muitas pedras que podem ser arremessadas por um hormônio dissimulado, é então sugerido perícia para não interferir no jogo de futebol no terreno baldio à esquerda.olhando atentamente para onde dirigisse os senhores sem camisa e graxa no final do dia, você saberá onde seu Cláudio faz dividas com o diabo, no buteco de madeira as que não caíram, onde não há comida e nem as mulheres são comestíveis e por isso elas bebem e bebem.nas quinta-feiras é dia de programa de auditório na TV e o povo todo se arruma pra fazer um churrasco, para muitos única refeição da semana, e falar da vida dos  que já foram, e fazer um bolão para acertar que está mais perto de ir.ao lado da padaria que não vende pão, só cerveja, mora Dona Matilde que carinhosamente ganhou o apelido de a louca. matilde era a abelha rainha da casa de moças da avenida de detrás onde Jade ganhou esse nome Jade, levando ao esquecimento seu carimbo de RG, Cleonice Silvaviveiros. agora, aposentada, regular, depois que os homens da lei invadiram essa vez com arma, eles normalmente iam para lá e depois de ter pago ficavam armados, alegando falta de avara, Dona Matilde deu para vender ervas Medicinais.claudio freqüentemente trata-se com Dona Matilde, o velho alemão tem uma oficina duas quadras antes onde monta e desmonta carros, velhos, usados, roubados, que seja. Nos dias festivos da igreja é sugerido muito respeito ao andar por essas bandas, pois a musica mais tocada é da memória dos homens que os santos não agiram com seu milagre. As mulheres levam os homens para passear cedo em na igrejinha miúda no centro da rua, onde o padre escova os dentes com cachaça, alegando que o problema da falta de água encanada já está sendo negociado com os governantes.há também uma escola. Dizem que há uma escola, mas o fato é que mal sabem onde é, que já virou uma espécie de Oz, de tão longe e mitológica. alguns pedem coragem, outros um corpo de mulher, á os que pedem um emprego, livrar-se das mulheres, e ganhar uma mira melhor pra próxima invasão da policia.Há os que pedem estudar. acordam cedo depois de andar dormindo da serralheria a casa, onde tomam um banho, como Igor, o filho do comunista Afonso ex-marido de Jade, que caminha alguns belos kilometros com a companhia do sol surgindo e as velhas canções sertanejas do radio, para então ser alfabetizado e entender a lógica social sugerida pelos livros do pai, que orgulha-se de aos 13 anos, já ter um operariozinho soviet em casa, e já pensa em dar-lhe um brinquedinho e balas, para revolução, no seu aniversario.há também um cemitério ali pertinho onde há flores que o vento trás. hoje passou uma procissão, levando um caixão  e eu aprendi a confiar mais em Dália, quando disse que aqueles estouros não eram trovões os explosão de gerador. dália me apertou forte e pediu desculpa por eu entrar em um mundo infértil de sonhos.seu Cláudio foi levado pelos seus amigos ainda fedendo a álcool do ultimo truco da noite, pelas senhoras de preto com expressões enterradas no rosto de tão pesadas, pelas mulheres que ele já sentiu-se homem, incluído Jade que o fez sentir-se pessoa.falei a Dália que precisava trabalhar e ela disse, peguei a farda azul, e ela disse que o pessoal iria gostar ainda menos, especialmente hoje, de contemplar uma farda azul perto de um morto. sugeriu-me as Ervas medicinais de Dona Matilde, as quais aceitei com gosto. os meninos da quadra continuavam seu jogo sem empate, com a sola dos pés entre os buracos de asfalto aparadas, enquanto o sol ocupava as poças de água de um esgoto que não secou, enquanto, as apostas rolavam nos bares e Jade berrava olhando a cima, algumas quadras depois da casa de dália avia uma avenida grande, seguindo de uma estrada na aconselhável a jovens motoristas, mais a frente uma cidade que não protege, com um governo que não governa e uma Tv de ultima geração, onde Claudio apareceu por 30 segundos em uma nota do jornal do almoço, para não embrulhar as barrigas grandes dos restaurantes inflados, logo antes do comercial de secador de cabelos portátil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-969622760616433215?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/969622760616433215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=969622760616433215' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/969622760616433215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/969622760616433215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/10/seguindo-rua-despercebida-ve-se-casa-de.html' title='Uns Trópicos'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-6996282371223860325</id><published>2009-09-30T22:36:00.000-07:00</published><updated>2009-12-01T10:50:44.145-08:00</updated><title type='text'>Desencontro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ela disse que as pessoas ficam bonitas em anúncio de despedida, mesmo que com muita linha e pouco linho, que as pessoas sempre ficam bonitas quando vão embora. Ele disse que as pessoas não precisam ler tudo que vêem, nem sair da linha nem ir embora para ficarem bonitas, e também, que gostava muito da palavra sempre, e pediu para ele ser mais claro nelas.E, tem mais, tudo soa como um cigarro bem fumado ido com tudo levando o ar da reserva de vida. Ela lembrou que ele dizia com a franja que o vento brincava aos rodopios azarados, que para o ônibus chegar na parada bastava ascender um malboro, porque segundo ele o mundo cisma mas não bate, de fazer careta torta quando todo o mais está bem e todo o mais estava bem porque eles estavam juntos naquela parada e agora é a franja dele que brinca com os ares dela. Ele ainda de pé percebeu, que ela podia ir embora até dali mas nas outras casas preenchia com afinco, quando tentou desviar os olhos mas tudo que viu foi os dela. Mais uma tentativa e virou o pescoço, perdera cabeça, a sétima naquela semana, E quando a fez mexer-se involuntária, arranjou desculpa de teste de realidade boa demais em andamento.&lt;br /&gt;Mordeu os lábios porque não eram mais os lábios dela.Deixou cair os olhos como se pedissem vaga para a terra que finge ser firme mas acoberta e esconde.Ela explica ainda aquele papo batido reprisa, de que as pessoas as boas não morrem nem deixam o peito oco para a solidão bizonha bater e faz barulho acordar aquela parte do mundo que bem poderia dormir para sempre. Ela duela com tudo, com o tempo crava dentes ao mesmo que firma a frase de que o tempo de se contar o tempo já passou.Depois ela mudou de assunto como se não servisse no corpos dos dois ao mesmo tempo alma e disse aflita só crendo pra ver que algumas pessoas as certas não morrem porque uma coisa chamada memória não deixa.E essa é a sua deixa.Mas não a dele. Agora resolveu escalar mais verdade em conversa, disse que não conhece para esquecer, e quem vai embora é pra chegar em outro lugar. Com as vistas de peão, olhava para todos os lados sem ver, menos pro dela, justo o que lhe dava corda. Ela disse que se faltava-lhes pés para ir, ele estava livre para arranjar qualquer corpo à deriva nessas vidas de homens solteiros. Ele disse que mesmo se quisesse não conseguiria, que só ela o ater-se a ser homem, que nem todos os corpos incorporam o dele, como o que ela carrega. Ele pergunta com sobrancelhas saturadas de gravidade miradas ao solo, que se faltou aperto de mão, ele faria um esforço, se faltou amor ele tem uma despesa cheia. Ela diz que não faltou nada, que ela leva esse amor seja na hora de tomar banho ou discutir com seu coordenador de curso. Que o problema ela joga os olhos na parede como se procurar disfunções em construções fosse seu hobbie mais saliente, e repete que o problema era que sem onda e vento forte ela não chega a lugar nenhum. Ele diz que compra um barco, e olha para a parede procurando entender o que há de errado com a parede. Ela fala que o problema na é esse até porque, nem dirigir ainda dirige, mas sim que ela o ama tão fácil, que só o amá-lo bastaria para viver.Ele entorta o rosto com expressões de ponte entre as extremidade, e diz como voz que nem sabia que existia ali dentro, vai te fuder então. Ela pede para esperar, enquanto ela grita espere, sentindo a imagem das suas costas não estar nunca mais ao seu alcance, e ele agradece pela lição de vida com tema de burrice, agradece por ter ajudado-o a finalizar o diálogo restante do seu livro, e diz pra ela avisar em qual puteiro ira trabalhar que ele não o que ver é nunca mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-6996282371223860325?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/6996282371223860325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=6996282371223860325' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/6996282371223860325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/6996282371223860325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/09/desencontro.html' title='Desencontro'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-7131527853427238530</id><published>2009-09-30T22:22:00.000-07:00</published><updated>2009-12-01T10:51:00.602-08:00</updated><title type='text'>Reencontro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Naquele dia resolveram se encontrar sem marcar hora nem lugar, sem fazer concessões ao mal tempo, ao acaso frouxo, a soberania do caos urbano.Decidiram se encontrar sem eles mesmos o saber, acharam-se os olhos entre a sessão de vegetais do mercado central, seguiram-se até a sorveteria na ala b, e só desencontraram-se, quando ambos o fecharam em sintonia ao longo de um abraço com vida própria que durou o tempo exato de sentirem falta desse encaixar de corpos.ela perguntou da vida ele disse que já gastava muito tempo nessa fala mansa de viveres e desviveres e o que queria saber mesmo agora era da onde vinha aqueles cabelos curtos, e aquele olhar telescópio que parecia enxergar tudo. Ela respondeu rindo que o cabelo não veio, mas foi, foi junto com o apartamento no Bom Fim, e as vizinhas maconheiras de terceira idade, foi junto com os sonhos nada comestíveis de um amor perito em carne e charmoso no papel, foi junto com os tropeços nos móveis inúteis que mobiliou a sua vida, essa antiga, que assegura ela, já foi. Ela diz que ele também estava muito diferente, parecia um Gatsby relançado dentro daquelas roupas, e teve medo que seu olhar caminha-se para a pretensão de um Bourboun.Perguntou se lia, se li, o que escrevia, se escrevia o que via, se via o que falava.Ele disse que as pessoas só liam e viam para ter o que escrever, só escreviam para ter do que falar, e que sim, como ainda se considerava uma pessoa embora meio acomodado nas rachaduras dos anos, conquistou com bandeirinha e tudo a crônica, na terra arenosa que à gastos fazia alguma ou outra poesia murcha.Ela disse que não importava o que ele via, lia, ou falava, mas tinha que parar agora mesmo, e falou um nome esquisito de um livro chinês antigo que ele não entendeu mas desviou os olhos com um famoso “hãa” e boiando em um pensamento, de que sobre isso tudo que sabia era alguns filmes do besouro verde, do Bruce Lee, que vira quando mais novo. Os dois sentaram-se a um café como desconhecidos que apontam-se mutualmente, como se aquele filhete de passado que os unia, só servisse para os machucar.Aos poucos ela reconhecia aquele homem de contornos seguros, sem um traço fora da linha, de sorriso barril, que embebedava a todos quando conquistado. Ao pouco ela separou do perfume que ele usava o cheiro das manhãs de julho quando brigavam para não sair das cobertas. Aos poucos ele via nela, a vista que antes morou, lembrou como via o mundo de cima na altura daqueles olhos. Pensou naquelas poesias arenosas que as vezes encontravam uma praia, pensou nos envelopes cheios dela que deixou de entregar, e agora se assemelham a verdadeiros tesouros no fundo do mar.Ela sorria mais que o normal, e seu riso ia ao chão de tão forte, e ele balançava-se aproveitando as nuances do papo para aportar na sua pele.Pareciam estrangeiros sem farda por fora, e tinham curiosidade se isso continuava por dentro. De alguma forma ainda sentiam-se um pouco um do outro. Seja na hora de fazer um café para trabalhar, desatar uma briga com empreiteiro, seja nos seus posicionamentos liberais políticos defendidos a palavra e gritos, ou na hora de comprar um disco francês em algum brique. Queriam falar das revoltas que colocaram em cabide, das importâncias que fugiram se mala, dos giros da vida que não deram em vôo sustentável, das exposições dos modernos que iam para rir e comer canapé, dos santos caídos, dos seus heróis que perderam a capa, e a fascinação das rimas, da viagem aos Estados Unidos que mais pareciam uma ida a Hong Kong.Foram surpreendidos pelo garçon que trazia seus pedidos, um capucchino para ela, e um expresso duplo sem chantilly, que aliás, veio com chantily, e não somente, veio com isso como também uma seqüência de palavras ordenadas de maneira prejudicial a saúde do emprego do garçon coitado, esse escondido em meio dos próprios ombros enquanto, ele o criticava severamente em tom de chamar a atenção dos estranhos no local, tudo por causa de um bendito chantilly, pensava ela que coisa mais besta.Então ela lembrou de coisas bestas e começou a ficar irritada com aquela cena, ela que sempre defendeu os trabalhadores ingênuos, e não suportava já antes aquelas escamas burguesadas dele, ainda mais agora dentro daquele terno saído do romance de Fitzgerald, pediu para ele parar. Ele interrompeu seu discurso, e a olhou, e logo ressurgiu, a apaticidade com os julgamentos superficiais dela, a bagunça do guarda roupa e incrível desorganização com seus pertences que acabavam sempre despertencidos, suas crises de pânico, suas discussões sobre Matisse e Picasso que acabavam em greve sexual e artística, seu apego exagerado por filmes lentos de países pobres, sua irresponsabilidade com eletrônicos, sem contar as viagens ao interior na casa dos mais dela em que voltava sempre com uma alergia externa nova. Aos poucos ela foi lembrando do barulho de bomba V2 que dormia com ela enquanto ela tentava pregar os olhos sem tem as olheiras, da sua inflexibilidade com horários, da forma desastrosa que tratava seus amigos do teatro, dos seus CDs do Cat Steveans, que ela jurava não entender, do ciúme virulento contra seus amigos autroproclamados homossexuais, da metricidade que defendia na poesia, nos julgamentos,das doses de cerveja que terminavam com doses de uísque que terminavam, bem nem ela lembrava no que que terminavam. Enquanto tentavam respirar algum ar puro sem teia de aranha ela disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Agora só falta dizer que Borges é Melhor que Machado e Pound é melhor que Eliot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tenham dito, foram embora do café cada um para seu lado, nem trocaram telefones. Os números, esses também, eram os mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-7131527853427238530?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/7131527853427238530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=7131527853427238530' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/7131527853427238530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/7131527853427238530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/09/reencontro.html' title='Reencontro'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-5292272289435077244</id><published>2009-08-28T07:08:00.000-07:00</published><updated>2009-12-01T10:51:10.313-08:00</updated><title type='text'>Encontro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Queria colo e fazia isso calada. Nas caladas da noite que promete manter em segredo, lábios serrados, mas que quando se faz dia grita aos montes para ser lembrada.Naquele dia seu silencio devia estar dizendo alguma coisa.Por que motivo mais, ele tomaria sua expressão como fala? E serviu melhor o copo, e chegou em sua frente com o mistério dos que chegam a primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Está sozinha” – Disse o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nós sempre estamos sozinhos.” – Respondeu a mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denunciou que tinha aparado suas garras de vida, ainda: “Principalmente em nossos sonhos. ”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele riu torto, como quem não sabe onde esta se enfiando enfiou a boca no copo de vidro, bebeu um gole para matar não a sede, mas a vergonha. Deu-a o prazer do seu silencio, que a ela, aproveitou muito bem tentando desdobrar as expressões de seu rosto para encontrar seus verdadeiros papeis. Por um instante, o homem elegeu uma frase e resolveu conseguir bem mais que uma resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E qual é o seu sonho?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem se importar em ter êxito ou não, ela não hesitou. Muito menos confundiu álcool com verdade, mentira com desejo. Mostrou, a sua carne, onde se enfraquecia, e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não ficar mais sozinha”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele riu tão bonito que a mulher pensou, era para convencê-la, estar num sonho.&lt;br /&gt;Naquele dia ao chegar em casa, a mulher ficou com medo de dormir e acordar demais. Deixou sinais da realidade daquela noite, ao entrar e esbarrar em tudo ao mesmo tempo, colocando Kaki King para tocar, fez musica sem letra ela também, enquanto para não cair, segurava-se no que resistia ao seu redor, deixava cair o abajur, o auto-retrato de Don, o livro que não conseguia se livrar que Gil a emprestou para convencê-la que realismo mágico não presta. Pensar naquele homem, do que se preenchia , o que seus olhos seguiam e gostava de cegar, foi a despedida dos seus abertos .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a fila do café desfilava pro fim, pensava ela em um possível começo. Naquele dia entrou naquele bar não para achar algo, mas porque tinha perdido alguma coisa. A fé, cabeceira da vontade, talvez. A bebida tinha lhe convencido que ela precisava ser tomada, derramada por alguma investida do acaso. Algumas cervejas e ela se tornou alegre, simplesmente por não precisar de motivos para se alegrar. Desafiou aos presentes, surpreende-la com uma conversa boba, o que não esperava era ser embrulhada a tal ponto de não saber o que fazer. Por que bem sabia ela que se estava sozinha, era porque ter alguém não desmerecia essa condição, só piorava. E muito sabia ela, dos sonhos que desviou nas curvas da vida que foram bem para onde ela queria. E ao contrário do que Gil acha, o realismo mágico não só presta como empresta lição de vida, de que às vezes o que não faz sentido pros outros, é todo o sentido pra que sente. Quando o homem desatinou a combinar as palavras bem do jeito que ela gosta, viu que já nisso havia um par. E quando o homem deixou notar um certo cuidado em escutá-la sempre com o melhor ouvido, ela perdera-se completamente. Por que, nada sabia quem era, um amor de cabine, uma figura paterna nunca antes presente, um amigo de conversas no parque, um imitador de tudo que ela se julgava original. Já pelo fato de ser outro dia, e não pensar em problemas dela e nada mais, sentia, já não estava mais sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha o amado por todos os homens que não a amaram certo, em uma noite. Por que afinal, ela torcia por uma desculpa, para que seu beijo fosse ilegível, e seus braços longos demais para se satisfazer no seu corpo, mas quando o suor demorou a passar ,a respiração desacelerava na medida em que os braços do homem, braços que ainda não sabiam de quem ou pra quem era, apertavam-na, querendo-a, ficava difícil encontrar motivos.Naquela cama, aqueles dois ela também não saberia dizer quem eram, muito menos o que seriam, se seriam. O que sabia apenas, e tinha a maior certeza do mundo, é que naquela cama e naquela hora, haviam duas pessoas, sem medos, juntas, e principalmente: sonhando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-5292272289435077244?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/5292272289435077244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=5292272289435077244' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/5292272289435077244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/5292272289435077244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/08/mulher-que-tomou-o-homem-que-comeu.html' title='Encontro'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-1879611175577946714</id><published>2009-08-27T18:24:00.003-07:00</published><updated>2009-08-27T18:28:32.064-07:00</updated><title type='text'>Um dia de Sorte</title><content type='html'>Um dia de sorte poderia ser, daqueles que cumpre as linhas da agenda, sem sair da margem e fazer borrão. Um dia em que as poças de água simplesmente evaporam antes de você as pisar, a chuva da noite anterior não preparou nenhuma surpresa para suas botas italianas, e os pivetes da rua tem pena de pedir dinheiro para você, que não ganha mal, mas nessas ocasiões sempre finge que não ganha é nada. Um dia em que os ônibus aumentam suas frotas, e os passageiros se mostram muito bem perfumados, em que Dona Nadir,síndica do Prédio consegue redigir uma frase à você, sem mencionar o aluguel. Um dia de sorte seria se o antidepressivo do seu chefe finalmente fizesse efeito, trocando as conversas enfaticamente altas, por batidinhas nas costas companharescas no inicio do turno. Num dia de sorte, o seu provedor teria um surto de perseguição pela verdade e transparência, decidindo cumprir todas as vantagens informadas na sua publicidade persuasiva. Num dia de sorte, a atendente do café não se sentiria na intimidade de escolher a quantidade de açúcar no seu café, num dia de sorte os celulares, seria carregados pela energia cinética dos incessantes tombos no chão, e as chaves jogariam Marco Polo com você, sempre que não estiverem no seu bolso. Num dia de sorte, os jornais não servirão apenas de artifício, esconderijo de anti-sociais quando avistam alguém conhecido no trem, como também dará notas realmente relevantes, do tipo: você precisa reconhecer sua roupa na Lavanderia depois das 19h. Num dia de sorte, seu cão herda características por observação, dos felinos domésticos, na hora de defecar. Um dia de sorte, é quando o celular adquire o nível de inteligente e percepção necessário para se alto silenciar, logo que você chega na aula de Direito Constitucional. Um dia de sorte é quando os fumantes se tornam egoístas o suficiente para não dividir a fumaça deles, com as suas narinas na parte de dentro da lancheria. Um dia de sorte é quando no final do campeonato as pessoas decidem ver o jogo no conforto das suas casas, juntos à família, do que aglomerados a desconhecidos em um transito que não transita. &lt;br /&gt;Mas para  ele, mal adiantava um dia de sorte, se num minuto falasse uma besteira que a fizesse perder o jeito, se em um reflexo pouco processado, a fizesse as covinhas distantes do seu rosto aparecer menos e menos, se não conseguisse achar o instrumento certo para mexer com ela, toca-la, prender e orquestrar aqueles olhos.&lt;br /&gt;E ele a olhava rindo, molhado da chuva que caiu agora, cansado do tempo perdido no trafego, com suas botas novas embarradas, cheirando a cigarro e todo azar que respira o mundo , pensa tão alto que nem vê que diz de tanto que sente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ - Que sorte ”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-1879611175577946714?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/1879611175577946714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=1879611175577946714' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/1879611175577946714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/1879611175577946714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/08/um-dia-de-sorte_3265.html' title='Um dia de Sorte'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-4221354147593821818</id><published>2009-08-03T07:47:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T07:48:44.581-07:00</updated><title type='text'>Homenáge</title><content type='html'>Penso em ti meu caro meu barato meu alguma coisa.&lt;br /&gt;O que é atemporal, também faz chover e resfriar .&lt;br /&gt;Muito jazz nos quadris&lt;br /&gt;Será, imagino&lt;br /&gt;Não só batida nesse samba canção&lt;br /&gt;E do amor que não tem nome&lt;br /&gt;Já deu-lhe uns rostos, umas maquiadas&lt;br /&gt;Paz não pode ser ausência&lt;br /&gt;A sede é grande pelas pequenas&lt;br /&gt;Ta desafinado sonâmbulo&lt;br /&gt;Maldormido personagem de teatro absurdo&lt;br /&gt;Andado de constas olhos fechados&lt;br /&gt;Andando ou sendo levado&lt;br /&gt;Tem mão na tua mão&lt;br /&gt;Riso de lembrete, na geladeira&lt;br /&gt;Tá de canto, cantando em coro&lt;br /&gt;Arrisca e deixa a janela aberta&lt;br /&gt;Promessas o vento não leva&lt;br /&gt;Quem come o dia é bem vindo a noite&lt;br /&gt;Lágrima lá não lava&lt;br /&gt;Aqui queima mas aquece&lt;br /&gt;Não esquenta, o sonho sempre cai bem&lt;br /&gt;O sonho até quando é de bem, cai&lt;br /&gt;Perigo: quando um desses vai-se&lt;br /&gt;O que pode ficar é tudo menos sono&lt;br /&gt;Quem ama as vezes não tem respeito&lt;br /&gt;Peito que sente fala por outras bocas&lt;br /&gt;Teus gritos&lt;br /&gt;Desafinados?&lt;br /&gt;Corda muito em Mi&lt;br /&gt;Não faz acordar com sol valendo pena&lt;br /&gt;Tantas vidas numa que passou agora&lt;br /&gt;E na garota de outra ora que não percebe mas&lt;br /&gt;Relogios nunca param &lt;br /&gt;Naquela casa no campo&lt;br /&gt;Um tanto do que ainda há por vir e não perece&lt;br /&gt;Tu disse, ressonancia cafeinada&lt;br /&gt;Palavras em recem condicional&lt;br /&gt;Patricia vendia jornal e tu disse:&lt;br /&gt;- Nós somos diferentes&lt;br /&gt;me prendeu sua surpresa:&lt;br /&gt;- não te cansa&lt;br /&gt;e eu me torno a pensar&lt;br /&gt;com olho de tornado querendo desfazer confusão&lt;br /&gt;que ‘nós’ nunca serão singular&lt;br /&gt;que o que nos prende so a gente sabe&lt;br /&gt;e  esar suspenso, é preciso&lt;br /&gt;e não suspende o alivio &lt;br /&gt;postumo&lt;br /&gt;escvre um livro mais nunca te livra&lt;br /&gt;só a gente sabe que filme bom&lt;br /&gt;se faz na rua.&lt;br /&gt;Qualquer duvida, pergunta pra canerta que ela responde.&lt;br /&gt;O mundo é papel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tua partitura não parte,&lt;br /&gt;Mais barulho que musica nesses anos em 19.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-4221354147593821818?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/4221354147593821818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=4221354147593821818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/4221354147593821818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/4221354147593821818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/08/homenage.html' title='Homenáge'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-4327525210779760398</id><published>2009-07-30T08:47:00.000-07:00</published><updated>2009-07-30T08:58:40.646-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Chegara lá por conviniencia do incoveniente, rajada do norte, emigração da má vida, por dar mão dada ao bem mandado, lá se sabe porque chegara lá, e mesmo tando continuado, ainda não dissera "Chega", mesmo seus dentes sem tinta de higiene semanal, capacitados de bons intérpretes para a tranmissão efetiva da raiva essa, granade inconstetação frente a condição do meio à espera do fim. Estava lá o homem por estado de apenas estar, sem lei nessa república de casacas de bananas. O óbvio precipitava pelas cabeças seca, sabia sabia o homem  que agora teve a ideia de sentir fome sentir algo dentro de si algo cheio de si queria algo o homem entre as&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-4327525210779760398?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/4327525210779760398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=4327525210779760398' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/4327525210779760398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/4327525210779760398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/07/chegara-la-por-conviniencia-do.html' title=''/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-5720918848026717820</id><published>2009-07-30T08:13:00.000-07:00</published><updated>2011-09-16T14:46:36.797-07:00</updated><title type='text'>Apontamentos sobre os processos que envolvem uma projeção de filme</title><content type='html'>O cinema sempre existiu. Segundo Piazan, o desejo de captar a realidade é antiguíssimo, e segundo os estudiosos que completaram essa frase, o que ainda não havia ainda era a tecnologia necessária e dinheiro, coisa que, a revolução industrial soube bem seduzir com suas patas e pratas. Rapidamente falando (não quero me prender a conteúdos que desfocam do centro de nossa discussão, tendência dos prolixos dos quais falo tanto mal, que me faz bem), o primeiro filme feito pela humanidade foi realizado por dois francesinhos à moda antiga, que estavam na moda das justas técnicas industriais e continham ( e por isso tinham justo o dinheiro requerido), que eram irmãos (e morreram assim), os irmãos Rubiére. Ambos tiveram a graciosa ideia de capturar a imagem de um trem saindo de um túnel. Esse para muitos historiadores, mais ainda, afiliados as linhas psicanalíticas fundadoras, é também o primeiro filme erótico já realizado pela humanidade já que contem em suas imagens um tipo de penetração (mesmo relacionadas a vias de locomoção), por associação, no seu subtexto, segundo eles, isso é um elemento, e mais ainda, uma tendência de sexualizar as coisas, que também como o cinema, sempre existiu. Em poucas linhas os Rubiéres não sabiam, mas estavam gerando o início da industria pornô, ainda que documental.&lt;br /&gt;Desde essa data, muitas mudanças ocorreram como o primeiro filme falado, no qual Mitchell Blakson, no século XX, se inspirou para fazer sua mudança de cor de pele, chamdo o cantor de Jazz. Mais tarde surgiram escolas como a alemã ( que quase falhiu, pois era muito caro pagar os royattes de suas histórias já que os personagens reais viviam em outro mundo e o correio era muito caro na época). Podemos citar outros como a nova escola francesa (que ficou célebre pela fórmula: filmes sem dinheiro, sem roteiro, sem história, sem porquê e sem público), a nova escola brasileira ( que tinha como lema: vamos expulsar os brasileiros do cinema filmando no norte e vender todos rolos de filmes para a europa) ou o novo cinema sueco ( que davam suas cameras para crianças ou outras pessoas filmarem, semans depois voltavam para pegar a fita e editá-la na moviola).&lt;br /&gt;Como o cinema é um ato coletivo, sempre existiu regras para sua convivência. No início do século XX, o Barão Le Dutron, depois de perder a paciência em ver cada imigrante ilegal levando sua comida para a sala ( lulas com abacaxi, sorvete de feijão, pretzel de diabéticos...), de não aguentar mais as mocinhas sendo flertadas pelos garotos e os senhores e senhoras pagas cometendo indescenciâs, criou o Manual Comportamental e Logístico das Cinematecas. Nelas estão previstas as condições que penduram até hoje (óbvio que com algumas modificações), das quais nós sempre achamos que era fruto de um acordo cultural, mas na verdade como tudo na vida, foi estipulado por um burguês do hemisfério norte que adorava comer galinhas sem usar talheres ou preservativos contra sujeita. São elas:&lt;br /&gt;1. Todas as sessões devem ser feitas com as luzes apagadas com o intuito de:&lt;br /&gt;- conter os instintos de interação social;&lt;br /&gt;- impedir que as mães levem seus filhos em idade de chorar e ter medo de escuro;&lt;br /&gt;- não tornar visível o excesso de sujeira no chão não limpado desde a primeira sessão do dia.&lt;br /&gt;2. Pipoca e refrigerante serão as comidas oficiais dos cinemas pelas seguintes razões:&lt;br /&gt;- Se as pessoas não estiverem satisfeitas com o filme, não jogaram tomates onde ele é projetado.&lt;br /&gt;- A pipoca é barata de fazer mas pode ser vendida bem acima do preço.&lt;br /&gt;- Ter algo para jogar nos chatos sem ser percebido.&lt;br /&gt;3. É inserido um atraso mínimo para que o público fique mais ansioso.&lt;br /&gt;4. Ninguém poderá levar sua própria almofoda ou cadeira, tendo que se sentar nas poltronas do local que são pregadas no chão e com divisórias unitárias.&lt;br /&gt;5. Se no caso de um Best-Movie, todos espectadores tem de estar organizados na condição de que cada um tenha um chato que fique chutando sua poltrona pelas costas. Isso é para ensiná-los, pelo processo behaivorista, de que não se deve ver filmes de grande circulação, mas sim, filmes bons, não importando se são árabes ou da tailândia.&lt;br /&gt;6. Os atrasados sentam na frente que é para não aprender a chegar atrasado, e atrás, sentam-se os idosos que não querem ser incomodados pelos barulhos das pipocas que não podem comer por questões anatômicas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-5720918848026717820?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/5720918848026717820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=5720918848026717820' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/5720918848026717820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/5720918848026717820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/07/bom-mesmo-e-filme-que-fica-nao-que.html' title='Apontamentos sobre os processos que envolvem uma projeção de filme'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-6209428090576541368</id><published>2009-07-28T07:54:00.000-07:00</published><updated>2009-07-28T09:14:38.853-07:00</updated><title type='text'>Pessoa tu é um filme</title><content type='html'>Papai e Mamãe hão de concordar, da barriga que eu vim o pecado foge.&lt;br /&gt;Os milagres economicos na verdade, era ato mascarado, criancinha fazendo bagunça&lt;br /&gt;na bolsa de gente grande, que leva o mundo no próprio umbigo. Foi tudo milagre inventado para desviar o foco, da queda de luz na justa noite que nem a lua deu a cara a tapa e pés inteiros. Enganos circenses que fazema  falta de lucidez ganhar plausividade, aqui no enquadramento real. Foi um engano, meus caros, um engano que o vinho barato expõe mais à mostra ainda. As putas que tu fala naquele livro, Gargo, ainda às come nas memórias elásticas, presentadas por sonhos , roubo de sossego renegado pela noite. E por isso, são memórias de putas tristes.&lt;br /&gt;Tudo pra debaixo do tapete,e daí, vem um bando à parte e pergunta respirando pó:&lt;br /&gt;"O presente era banal". E eu pergunto, qual o futuro que também não é, e olho para a Mrs Dalloway, aaa Dalloway tu que carrega a vida nos braços, e as pessoas na cabeça o tempo inteiro, me diz qual parte desse tempo que não é banal. Quando o livro acaba, a única sensação é de alívio, e pena, e a pena de ter que levar ele sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sesação de Anna Karina em cena final, filme francês sem frança:&lt;br /&gt;"Não quer falar" - Pergunta o rapaz.&lt;br /&gt;"Não". &lt;br /&gt;Há palavras que mudam (sentidos amplos)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-6209428090576541368?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/6209428090576541368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=6209428090576541368' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/6209428090576541368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/6209428090576541368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/07/papai-e-mamae-hao-de-concordar-da.html' title='Pessoa tu é um filme'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-3351625084422229955</id><published>2009-07-24T08:51:00.001-07:00</published><updated>2009-07-24T08:51:40.233-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu ao pode ser todo universo, senão, como dizer que eu estava , me desculpando, no mundo da lua?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;De dia&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Me viu fumando e sorriu.&lt;br /&gt; Eu com as laminas de fumaça tomando-me meu rosto e além, não pode corresponder aquele rosto que queria o meu. Ele sorriu. Sorriu pelo espanto já banal e cômodo, crença extensa, essa verdade de museus, de alguns destinos existem só para ser contraditos, de que lugar nenhum também é um lugar.&lt;br /&gt;Os mudos as vezes ditam, se esse lugar não nos aluga, é só mudar, deu0me as costas e a lembrança de um um lançar não só de olhos, mas de alma inteira.&lt;br /&gt;Tu tentou se fazer de mal, mas eu te conheço bem. Não acreditei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;De noite&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Cabeça que pesa não adianta pernas, cai igual.&lt;br /&gt;Desse sonho sei que alem que o despertar é silencioso&lt;br /&gt;Tem gosto de vida póstuma ensaísta de morte de jovem vista como acaso. Mas nada me pega, esse sonho escorre e o que vaza pelos dentes é desejo  argila de um cárcerado recem saido da jaula. Amor a prestação, não presta. O meu eu pago coma s tuas vistas, não se vista e fique aqui.&lt;br /&gt;Calou-se em mim e eu orquestrei seus braços. Não s preocupe, silêncios rasos não dão altura para suicídios efetivos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-3351625084422229955?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/3351625084422229955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=3351625084422229955' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/3351625084422229955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/3351625084422229955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/07/o-que-aconteceu-ao-pode-ser-todo.html' title=''/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-4929178704250717369</id><published>2009-07-17T06:22:00.000-07:00</published><updated>2009-07-17T18:08:32.958-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>com quantos adeuses se faz uma despedida pensou.&lt;br /&gt;Das maravilhas do ártico até o espumoso quente do teu cobertor, é um pulo sem esforço.&lt;br /&gt;Ele que tinha homens da corte e mulheres de tesoura, viu-se numa situação delicada:pois as vezes, no que mais queria, correr demais era o mesmo que andar de costas. E ela era o que ele mais queria, e de tanto isso, que ficava simplesmente parado, na maioria na horizontal deitado pensava nos dois juntos da forma mais irreal possivel para nao acreditar muito e o  tombo, não fosse muito alto.&lt;br /&gt;Os sóis nascem para cegos friorentos, acreditou, e vivem em que ama.&lt;br /&gt;Ele, amava&lt;br /&gt;mas gostava mesmo era do escuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-4929178704250717369?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/4929178704250717369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=4929178704250717369' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/4929178704250717369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/4929178704250717369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/07/com-quantos-adeuses-se-faz-uma.html' title=''/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-7118095249889764486</id><published>2009-07-11T09:11:00.000-07:00</published><updated>2009-07-11T09:17:11.794-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>tu diz&lt;br /&gt;pra eu agilizar&lt;br /&gt;agir e dar&lt;br /&gt;mas não péde&lt;br /&gt;o que&lt;br /&gt;de pé&lt;br /&gt;eu vo pra lá e cá&lt;br /&gt;como um zé&lt;br /&gt;com &lt;br /&gt;pé no teto tu não me vê&lt;br /&gt;sigo a trilha cega da fumaça&lt;br /&gt;que passa&lt;br /&gt;o meu cigarro tu não fumou&lt;br /&gt;derrapo derrepente&lt;br /&gt;penteio esse fios de vento&lt;br /&gt;dente sen pente respiro essa corrente de ar&lt;br /&gt;antes que me leve&lt;br /&gt;e eu pese&lt;br /&gt;longe em pé na vertical numa cama sem cheiro de quem me quer&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-7118095249889764486?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/7118095249889764486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=7118095249889764486' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/7118095249889764486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/7118095249889764486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/07/tu-diz-pra-eu-agilizar-agir-e-dar-mas.html' title=''/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-8004746200476069264</id><published>2009-07-02T14:03:00.000-07:00</published><updated>2009-07-02T14:07:41.790-07:00</updated><title type='text'>três garrafas de vinho e aumentando</title><content type='html'>3 garrafas de vinho e aumentando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sempre quando a noite aparece algo some , eu penso com a  cabeça em giros de peão sem medo da queda, sem medo de nada a não ser o vinho acabar sem ser o vinho acabar com a minha vida. Estã todas as garotas aí dividindo seu copo e rindo de um jazz e se drogando com um noel que so trás presente quando a música acaba mostrando que notas boas também acabam e poucas valem alguma coisa.  O que vale é pra quem não tem medo, medo de altura, medo de despencar o que não é o nosso caso, o que não é essa casa em que agora nos emborachamos para fingir suerar alguns calos e escalar alguns sonhos mal sonhados que alguém achou no ultimo sonho sem travesseiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é tão linda quando ri queria que risse sempre mesmo que não fosse comigo, queria que desse mão pra ele e beijasse outro queria que fugisse e deixasse suas coisas aqui em casa queria que me encarasse como quem deve não como quem cobra queria que me encarnasse encarcerar-se mas na hora de feixarma caixa, ficasse só eu eu pensando nele quando penso nele queria que corresse pra bem longe num aviãosupersonico num naviosupersonico, pra eu ficar sem som, ficar sem ar, ficar sem água, pra eu ficar bem doente sem conserto e febril e  depois volte e me cure, conserte,  volta que deu para vir que emvolta de mim que gira, só pra ver como é grave a sua falta de gravidade mais perto so pra ver que eu não sou porra nenhuma ele não é poha nenhuma mas juntos podemos ser poha alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz isso mesmo e bota o pau no que nao é de madeira, no que mente a noite inteira pra acreditar em algo quando se faz dia. apedreja o toca-discos é tudo culpa do Cartola que inventou o mundo é tudo culpa do piazzolla quem inventou o amor é tudo culpa do santo que nao bateu, quebra esse disco e toca toca o disco longe que o barulho do destruido esse sim é conhecido do teu ouvido, ne nen, diz ai e eu concordo sempre porque a culpa é tua que inventou de ficar em mim e agora tem medo que tranque e fique ruim, porque é tu que inventou tudo até eu penso ate eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo tão confuso , muito uso do que não importa, muito fuso muita rota, muito tudo em um enquadramento que mesmo com chumbo mirado na testa só quer mesmo é mostrar um quadrado mesmo que desse jeito ignores os cantos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É linda tão linda cm um rostoque desenha o vento desdenha o tempo, o teu tempo que tu decidiu que tu um homem bom ia amar mas acontece que o tempo não ta bom ela disse, que tem muito vento muito vento e pede pra tu parar de respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;amor que não passa da garrafa não vale.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-8004746200476069264?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/8004746200476069264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=8004746200476069264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/8004746200476069264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/8004746200476069264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/07/tres-garrafas-de-vinho-e-aumentando.html' title='três garrafas de vinho e aumentando'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-3826935843683276410</id><published>2009-06-17T20:41:00.000-07:00</published><updated>2009-06-18T12:30:33.758-07:00</updated><title type='text'>Proteína C-reativa</title><content type='html'>Os que me conhecem partem ligeiro, prá mais longe é normal. Acontece que gosto tanto da gente que me dá gosto e nutri ao mesmo tempo, mas tanto mesmo que tenho medo de martelalos comi minash nuances machucados em marcha, que os faço darem um passo para longe. Porque a peste quando dá pé e anda grudado assusta os viventes de final de semana. Há mim é apenas lisonjeira companhia que não chega a me ofegar. Até quando chegarás a tempo para me salvar? E se numa folga tua, se vai meu fôlego, deixo lembrete: "Te amo sem riscos. Te amo em branco, sem motivos".Não preocupe-se comigo. Eu sei que eu não preocupo-me. De noite eu penso como o dia pode passar mais rápido.&lt;br /&gt;Coronárias, as chamam. Pequenas veinhas decoradoras do coração aqui estacionado. As abundantes planejam traição ao coraçaõ que vestem. Mandam eu largar dessa vida sem oolhadas para frente, muito menos para o lado. É muito coração prra pouco corpo, oras! Só pode. Os allcools, os musos e os cigarros são desvio de culpa, inocentes.&lt;br /&gt;Agora tu descobriu onde guardo meus demonios. Inferno particular que cultivo na berlinda de meus limites. meus limites?&lt;br /&gt;Tu diz para eu me cuidar agora. Me cuidar pra ti, prevenir trabalho póstumo de sofrer? Noites à fio me tratando, que não faz nenhum cobertor que nos esquente. Eu em tuas pernas e tu dando-me elas para aumentar o tempo até eu cair. "Ei, ei fala comigo" e eu respondendo "Falo, falo mas se eu falho contigo? Se morre denonvo, benzinho?".&lt;br /&gt;Se tudo morre, vai que aí eu viro e me vivo.&lt;br /&gt;Cena: Hoje tu veio pro nosso canto, e pensei ter sumido todos meus problemas.Foi por pouco: Esperavam-me os safados em minha solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estou nutrida de desculpas.&lt;br /&gt;É tudo culpa, da Proteína senhores, da Proteína.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-3826935843683276410?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/3826935843683276410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=3826935843683276410' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/3826935843683276410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/3826935843683276410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/06/proteina-c-reativa.html' title='Proteína C-reativa'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-7470781471179284791</id><published>2009-06-15T20:47:00.000-07:00</published><updated>2009-06-16T11:11:53.716-07:00</updated><title type='text'>Despedida Despida</title><content type='html'>já é madrugada&lt;br /&gt;os magros consomem &lt;br /&gt;ossadas&lt;br /&gt;de sonhos raquídicos.&lt;br /&gt;lágrima ímpar vira mar de dar dó&lt;br /&gt;quando não há par de ombros&lt;br /&gt;para lidar, dar-le lar.&lt;br /&gt;sinto cheiro da tua fuga.&lt;br /&gt;há um rombo em meus dedos.&lt;br /&gt;estrondo e lição de morte:&lt;br /&gt;-  Nem sempre é preciso apertar a campainha&lt;br /&gt;atras de compania.&lt;br /&gt;se há perto&lt;br /&gt;uma cama  sozinha&lt;br /&gt;e removida, com promos&lt;br /&gt;de leito derramado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na cômada, um bilhete:&lt;br /&gt;"Não te encomoda,&lt;br /&gt;eu me acomodei.&lt;br /&gt;Perdi mais que os modos,&lt;br /&gt;teu modo operante no meu pescoço ressentido.&lt;br /&gt;Foi-se o meu batom da tua camisa.&lt;br /&gt;Entrei em coma e sumiço de paladar romantico, sem susto&lt;br /&gt;com surto, Ei&lt;br /&gt;te amo, mas pensando, tá pesando.&lt;br /&gt;Não quero, cansei."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então tá.&lt;br /&gt;Não te como mais, mas levo a faca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(sujeitos aparecidos no sono)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-7470781471179284791?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/7470781471179284791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=7470781471179284791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/7470781471179284791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/7470781471179284791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/06/dia-que-caiu-sem-volta.html' title='Despedida Despida'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-1452401593871925202</id><published>2009-06-12T06:47:00.000-07:00</published><updated>2009-06-12T08:18:54.937-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>e como poderiam falar os dois daqueles dois, e de que adiantava os nuances viajados sobre o cinema do oeste europeu e os escritos da América equatoriana, se no fundo e no raso, com os olhos presentes mas trocados, naquele barco quando se tocavam eram em assunto, e logo, o longo mundo ficava mudo.&lt;br /&gt;Acontece que eles não estava no mesmo barco.&lt;br /&gt;Estavam onde sempre estiveram (dentro demais de si), em suberbo diálogo interino interessado ao seu belprazer de nome próprio, a seu próprio amor de dor consentida, ascrescendo sozinhos uma divida de vida que se paga a corpus negados, cama vazia e café para um. Nesses medos ilegíveis para os frquentadores de vida mais atenciosos acabamos correndo para longe, procurando na perda um encontro. Só que a literatura fica, e daí eu chego e lanço umanumvem de fumaça para que com vergonha qeu verto, tu não veja minha face de desvia no momento dado em que digo "e nós, meu caro, não somos literatura", por que é uma mentira adeslavada suja que mais soa como uma catástrofe minha em elaborar um estrofe que não fale sobre a gente, mas tudo é sobre a gente e a gente é essas palavras rodadas na rua em close de inicio e fade de fim, ficcionamos tão alto o cume do mundo de cima daquele vão de escada que convencemos o próprio mundo a ficar maior para lançar um desafio a mais&lt;br /&gt;As conversas, até as desertas, ficam tão deliciosas nas minhas memórias frescas. Naquelas caminhadas bairristas, éramos extremáticos e radicais: "Vemos e vivemos", e eu me sentia tão bem porque nós sabemos como a Oswaldo Aranha pode ser cruel quando falta cerveja, os sebos viraram banco e os bancos da praça estão todos molhados da chuva de ontem que me deu a tosse, artimanhã usada para te convencer a ficarmos os três em casa (se Bem que Miles Davis é sempre uma casa cheia e um causo alheio que dá voz a pulmão qualquer quye o ouça).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu falei pra ele que de ficção as livrarias já tinham bolor, e que a realidade ciscava tanto meu imaginário oco por sua escasses no meu mundinhoque era nela qu eeu queria deixar se ser impar&lt;br /&gt;Mas o mundo não são apenas janelas em frente a muros. E ela sai na rua para se convenver disso crente que não é um jogo, apenas jogadas a maioria sem estimulo de continuidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-1452401593871925202?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/1452401593871925202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=1452401593871925202' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/1452401593871925202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/1452401593871925202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/06/e-como-poderiam-falar-os-dois-daqueles.html' title=''/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-8533896298923865174</id><published>2009-06-08T17:52:00.000-07:00</published><updated>2009-06-08T17:56:52.982-07:00</updated><title type='text'>O Apanha-dor do campo de centeio</title><content type='html'>Nunca tinha lindo da página um inicio parra savber pelomenos, se tinha rima.Mas achava um máximo desfocado do real, essa tresloucura de um menino ser apanhador, tanto que eimaginava como lindo seria o campo longuquio e vivo, devia ser muito lindo pro tal do moço continuar a apanhar e receber despejos musculares  de dores que parecem não cessar suas idas . Com nem a luz podendo ver a sua coragem, dado a cintura fina como de uma cortesã muy antiga, puro osso misturado a pele com musculos os necessarios apenas para se locomover e não muito rapido,  não tinha dúvidas que além do fisicamente ele e esse apanhador e esse centeio, tinham muito em comum. Foi esse um dos motivos pelos quais ele não lerá o tal livro tão citado pelos meninos da sua idade e pelos aqueles que já tiveram a suua idade, porque simplesmente, não forá ele que o escreveu. Quando algúem tentava buscar um assunt paara que esse trouxesse uma conversa, e esse alguém falava de litaratura americana, ele logo dizia: "Já Li o Apanhador. Já Sadinger, nunca. Não deixei de apanhar por isso."&lt;br /&gt;Era muito teimoso. Sabia que verdade não tem dono, pois cada um tem a sua. E ele tinha várias.Porque um menino bem letrado nunca é um mentiroso, mas sim, um bom contador de histórias. No final das jantas em família, fazia a voz surgir na garganta e sair a penas duras roçando e suas paredes até que a vibração fizessem vibrar no ar e nos peitos parentais, um som mais rouco e crescido, uma voz de homem fosse percebida. Era nesse timbre que contava a sua última saga que normalmente persuasões gustativas de um advogado em exercício, e normalmente terminavam ccom algo do tipo: "...e foi por isso que a professora tirou minha prova pois eu fui dar um jeito no terivel inseto que amendrontava...". Nessas horas o pai crescia o queixo com uma imensa risada e dizia: Tom Sawayer, Definitivamente, essemenino deveria ter sido noomeado de Tom Sawyer.&lt;br /&gt;Chegou o dia em que descobriu que precisava de óculos. Aquela armação de ferro atá se arranjou bem com as faces do menino que tinha um jeito esquelético porem belo de aparentar. mas ninguém sabia dessa sua necessidade oftamologica. Os óculos só usava para ler, e ele não deixa-va ninguem o ver lendo. os livros guardavam segredo, tais como ele os dos livros, mas como sua boca não fechava nem para dormir,  criava outras orelhas para suas capas.Um dia, enquanto bebia uma xícara de leite desnatado, parou por um esntante o ato e dedicouse a contrapor a lingua contra o liguido no interno de sua boca, com a intenção dessa o sentir e o exppelir em palavras gustativas. "É leite, mas não parece leite. Como explicar isso para as pessoas?"&lt;br /&gt;Aí, foi que decidiu que poderia se tornar escritor.&lt;br /&gt;Mas o tempo se aconchegou , e ele virou degustador de estabelecimentos alimentícios, com ênfase em bebidas de cevada.Ganhava bem, mas mas não deixará de sonhar com o Campo, Ganhava bem, mas mas não deixará de sonhar com o Campo, aquele vivo e longuiquio, nem do apanhador, daquele livro que não leu, mas sobre seu autor, já sacou tudo. E como. (com bebes!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-8533896298923865174?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/8533896298923865174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=8533896298923865174' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/8533896298923865174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/8533896298923865174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/06/o-apanha-dor-do-campo-de-centeio.html' title='O Apanha-dor do campo de centeio'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-4109486922563202181</id><published>2009-06-06T16:17:00.000-07:00</published><updated>2009-06-06T16:18:03.211-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>eu falei pra ele que de ficção as livrarias já tinham bolor, e que a realidade ciscava tanto meu imaginário oco por sua escasses no meu mundinhoque era nela qu eeu queria deixar se ser impar.&lt;br /&gt;Saiu e deixou o corpo&lt;br /&gt;Ele saiu e deixou o corpo, um corpo com as linha da pele de sua mão. Foi cedo, deixou -me no sono uma promessa, na esquina das paredes do quarto, o corpo de seu violão.Mas não é só.&lt;br /&gt;a medida que o tempo passa, as voltas do relogio ficaram mais sensuais nem sei como&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele me toca, não á maestro que faça parar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-4109486922563202181?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/4109486922563202181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=4109486922563202181' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/4109486922563202181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/4109486922563202181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/06/eu-falei-pra-ele-que-de-ficcao-as.html' title=''/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-8662466902835716117</id><published>2009-05-27T10:40:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T10:45:32.342-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Entrou afoito, como quem já tem carta de morte. Vasculhou com olhos semi-aridos as paredes nos detalhes do tempo, o tempo que sentia que passava mas não sabia o quanto. Aos olhos foi a imagem daquele circular objeto pisicionado no prego frouxo a um metro e la vai do chão. Na pausa ele quase esquecerá de que não estava sentado, e cambaleou para ambos os lados até o equilibrio baixar decreto. Pasmado corria pelos ponteiros os olhos magnificos em sintonia, sem paradas agoniantes, de ferro com ares de oxigenação intensa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-8662466902835716117?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/8662466902835716117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=8662466902835716117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/8662466902835716117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/8662466902835716117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/05/entrou-afoito-como-quem-ja-tem-carta-de.html' title=''/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-3895458830647836934</id><published>2009-05-19T19:24:00.000-07:00</published><updated>2009-05-21T19:10:03.525-07:00</updated><title type='text'>Juízo Inicial</title><content type='html'>Nunca troque um amor por um romance.&lt;br /&gt;Escute bem.&lt;br /&gt;Você não pode ter-se,ver-se os dois.&lt;br /&gt;Porque quem amou de verdade bão há de trocar tempo por papel.&lt;br /&gt;Porque quem ama não tem tempo.&lt;br /&gt;E consequentemente, todos romances escritos foram escrito por romanceiros e não amaram nem milimetros além de sua propria margem.Quem ama vive em tres tempos, aqui e futuramente, e vive por dois, o ele em si, o ele no outro e o outro atée tambem.E qeum ama nao escreve pois´não consegue mentir, e quem ama jura que é feliz e romances doem, e romances tem fim, e romances pedem tempo cabeça e sangue e corpo que se quer ocupar de outro.&lt;br /&gt;E quem quer um romance, quer um espelho pra se amar. Ama a si e somente, e o resto é personagem, e o mundo se apodera e faz o que quer com uma tinta e um papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que romances tem finais e finais tao tristes.&lt;br /&gt;E quem ama, é, acha que é feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A, já ia esquecendo.&lt;br /&gt;Euu achava que era triste.&lt;br /&gt;Agora, tenho certeza,&lt;br /&gt;mas romances ja nao escrevo mais.&lt;br /&gt;Não sei lidar com finais&lt;br /&gt;a nao ser,&lt;br /&gt;o meu&lt;br /&gt;do meu&lt;br /&gt;ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não se pode ser dois assim, quando tem-se outro para se amar também..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode escrever sobre o que se tem.&lt;br /&gt;Nós escrevemos em busca&lt;br /&gt;amamos&lt;br /&gt;em contentamento.&lt;br /&gt;Quem escreve reclame e cnvence a vida&lt;br /&gt;a dar vida além do papel tambem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-3895458830647836934?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/3895458830647836934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=3895458830647836934' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/3895458830647836934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/3895458830647836934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/05/juizo-inicial.html' title='Juízo Inicial'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-4203300809653293066</id><published>2009-05-17T20:47:00.000-07:00</published><updated>2009-05-17T20:50:57.839-07:00</updated><title type='text'>Atrás das bocas das meninas sérias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;vou viver rapido para fazer magica dar certo. Vou ser atleta com minha culpa levando culpa que adoto em troca de bons momentos.&lt;br /&gt;E eu vou te mostrar que a vida é linda porque a feiura dela eu vou engolir todinha sem ninguem ver.Vou te fazer pulsar os montes por poesia diaria, porque vou te mostrar que todos os dias são poesias. A tristeza meu bem, ela tem dentes e as vezes em beijo longa-metagem, elas beliscam e até é bom. Tu vai ver como a contradição é boa e riso molhado é atestado de vida quando vale a pena, tem alguem que te tire a pena e fite teus olhos mesmo em sono. Coração conta.Eu te conto uma viajem alucinante que nem aconteceu para que tu saiba que nós vamos pra onde queremos quando temos uma querência que nao se despede.   Te digo que teu corpo é obra e ferramenta de mundo ao mesmo tempo e sentar a mesa para comer a razao comportada tambem é capa de revista que vale ser lida. E vou te alertar: Amor final de semana não casa com a minha forma, porque o tempo de amores meus  vem sempre no plural e, alem do mais, detesto finais. Tudo dura porque memoria nao morre facil. E eu vou te repetir sempre: Hey, te ouve mais esquece o que houve menos, arranja vontade para o que lustra teu olhinho e o faz brilhar, porque nenem, teu oolhinho desde que abriu ja nao é mais teu e é dessa luzinha constante que encontro motivo que me encante para nao precisar ser rapido para fazer essa magica,&lt;br /&gt;vivermyfaller,&lt;br /&gt; dar certo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-4203300809653293066?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/4203300809653293066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=4203300809653293066' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/4203300809653293066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/4203300809653293066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/05/atras-das-bocas-das-meninas-serias.html' title='Atrás das bocas das meninas sérias'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-8861893457877980153</id><published>2009-05-17T20:39:00.000-07:00</published><updated>2009-05-17T20:40:01.805-07:00</updated><title type='text'>Diálogo mudo sobre mundos</title><content type='html'>- Não o mundo não é uma ilha, é um moinho!&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;- Foi isso que disse Cartola há tempos atrás e ainda vale para esses presentes astrais.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;-Entende? O mundo não é uma ilha.Então não chora. Não dá água pra ele que esse se convence fácil.&lt;br /&gt;(Daí chega o mundo na sala e todo mundo fica quieto com cara virada)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-8861893457877980153?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/8861893457877980153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=8861893457877980153' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/8861893457877980153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/8861893457877980153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/05/dialogo-mudo-sobre-mundos.html' title='Diálogo mudo sobre mundos'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-3412804298154363245</id><published>2009-05-16T15:18:00.000-07:00</published><updated>2009-05-16T15:38:40.380-07:00</updated><title type='text'>Cat Power is me.</title><content type='html'>"Where is your love?" - Ela me pergunta confotavelesca e dramatica, flacida e afirme, com palavras charadas choradas, com sobrancelhas espaciais anti-gravidade como se, de mi, soubesse até as palavras moradoras das últimas linhas do capitulo do meu lástimo capitulo final, como se, conhecesse, o antes e o depois futurado ajudasse a maquiar também, eu, mais previsivel do que visivel, mais sangue do que veia do que via,  mais corações do que corpo, como se: euzinha aqui, fosse balde de arte, banco de olhos, estrela agora cratera, tãtãotão complexa e desnexa, minuscula/mazima presença que, daquele tanto daquela festa de prestações de vida, daquele rock quebrado com sapatinhas sujas, me visse, ela, eu daquele canto me visse eu inteira.&lt;br /&gt;"Where is?" ela continua com persistencia  de um soberano na arte de perder nunca. Não desiste de me ameaçar a sanidade que eu guardava para caso somente de mergencia, por ventura sem romance pudesse entrar repreise de drma na programação dessa madrugada que esvaindo-se  nunca acaba.."whereiswhereiswhereis", ela é adepta a essa reptição secuelada, a essa matris produção em seriie, de vencer pelo cansaço, mas cançada e perdida eu já estava.E eu pensava com os botões que nem meus eram, eu nem te conheço conheço mas já quero saber com quem anda, em que velocidade e onde tu quer ir, para eu nunca apaarecer por lá ; eu tenho uma garrafa com cerveja geladinha que vou esvaziar de verdade, para matar a verdade, que contratei para pegar essa puta truth e tu me vem e me vomita tudo de novo., E, e e eu logo jogo os olhos cruzados pra cima como se eles caissem no chão e dessem cara, me desse cara para mentir e dizer meu amor é voce, porque voce mehouve eu tando surdamuda e nunca tendo cruzado a tua casa, e mesmo morando na rua, tu pe dá casa, porque tu escutta Cat Power e se tua guenta ela, mulher que corroi até o preto não só das unhas e bebe até o resfriado gelado nos vidros dos copos, a minha realeza em decadencia o meu labirinto sem chão nao será surpresa, eu amo voce porque falou de amor em uma festa que todos comeentam somente as roupas mais da moda esquecendo que isso molda um coraçãozinho mais grosso, o que é bom para essa terra de egos com controle sem fio e com pilha, pois assim resistem a mais facadas poéticas bocagianas em pé, mesmo que sozinhos e vestidos, sintnam frio.&lt;br /&gt;Mas eu te odeio.&lt;br /&gt;Coloca de graça o que opaguei tão caro (galho), essa tua poetica alccolizaada caiuu tão sobria que meus olhos nem levantam maisnem levantam mais nem levantam mais, nem levam algo a mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continuação)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-3412804298154363245?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/3412804298154363245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=3412804298154363245' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/3412804298154363245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/3412804298154363245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/05/cat-power-is-me.html' title='Cat Power is me.'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-7645868897067826753</id><published>2009-05-12T20:06:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T20:14:07.321-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E no ultimo parágrafo eu nem vejo porque continuar a escrever.&lt;br /&gt;Já que o fim eu sempre soube e nunca entendi,&lt;br /&gt;e o inicio é bem mais belo do que qualquer coisa.&lt;br /&gt;Encaro o quarto limpo de sujeira e quase esqueço que memoria suja também.&lt;br /&gt;E os livros estao todinhos enfileirados, os CDs mudos a porta aberta mas sem deixar-se ser vista alem.&lt;br /&gt;E ali tu nao tás.&lt;br /&gt;E aqui eu penso quantos momentos ainda tu me rouba so por não estar aqui.&lt;br /&gt;Se não sobra ar para por em pratica minha voz, com que voz te gritarei nem sei mais.&lt;br /&gt;Mas vai ver que da minha boca teu ouvindo não compreende como antes minha lingua.&lt;br /&gt;E  me dá medo que se despedidas sejam sempre só fisicas e dizer adeus nao seja o mesmo de tu continuar a fazer bagunça&lt;br /&gt;na minha cabeça que jura nao te querer.&lt;br /&gt;O que foi tu que passou sem passagem levou a roupagem desse meu figurino de viver que eu achava que tanto combinava?&lt;br /&gt;Agora tenho certeza.&lt;br /&gt;Quando tu correu pra ca, como fui idiota, poderias muito bem correr para longe também.&lt;br /&gt;Porque  tu tem mais corações que corpo e se tu para o mundo perde um pouco da força do seu giro.&lt;br /&gt;E eu, que ja sou egoista em ter dor so pra mim, nao faria da felicidade que abanava pela tua mão,&lt;br /&gt;so de meus braços ao exemplo.&lt;br /&gt;Me perguntarei sei, que sim, e já guardo linha de tempo e resposta: Acabou a minha ronda na tua rotina,&lt;br /&gt;a minha onda fez mexer-se o azul da sua retiina? Tenho medo de virar apenas um papo que passa o tempo,&lt;br /&gt;num restaurante barato e tempo caro.&lt;br /&gt;So terra para o seu muundo.&lt;br /&gt;sem terra.&lt;br /&gt;Não sei e de disturbio ja me chega o barulho dda tua turbina que nao vai emobra no meu sono.&lt;br /&gt;Mas talvez  entender mesmo eu não saiba, mas sentir já seja mais simples.&lt;br /&gt;Porque agora com esse quarto comportado a espera de surto mental, com CDs em vigília e livros enfeitantes, a fumaça do meu cigarro é a unnica coisa que desafia a se mexer ao longe do meu controle. E eu a trago e nem vejo que ela que me tem mais do  que eu quero, porque tal como você, tal como a carona do vento que te trouxe e te levou, essa tragada eu gosto e nem sei porque. Entre meus dedos pensei te manter aceso pra sempre mas a cinza cai em silencio e a gente nem nota que nenhuma nota mais é capaz de fazer tocar a musica de antes.&lt;br /&gt;Eu te convido pro meu corpo pela porta da frente , você cede mas tua sede não cansa e tu sempre vai em busca de tudo menos contentação.&lt;br /&gt;Nem esse cigarro tu.&lt;br /&gt;Apareceu, logo em vista, lgo nos lábios que nem percebi e goste tanto mesmo sabendo que me mata um poouquinho a cada, a cada tempo esse que passa me leva a vidinha que só coloca sentido tirando , que me conquista mesmo  indo embora, e eu continuo a tragar e me estragar&lt;br /&gt;e eu desejo. Porque do contrario nem eu&lt;br /&gt;seria mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-7645868897067826753?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/7645868897067826753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=7645868897067826753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/7645868897067826753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/7645868897067826753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/05/e-no-ultimo-paragrafo-eu-nem-vejo.html' title=''/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-1403868822974111486</id><published>2009-05-10T10:09:00.000-07:00</published><updated>2009-05-10T10:16:06.267-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Primeiro, veio o choque tendo eu de testemunha e pista de teste livre onde ele bateu bateu tanto que náo sentiu mais nada pois nada mais tinha para sentir.Logo, mal de um olho ficou cega de um passado, aquele energetico de futuro figura a ser colada e fazer cheiro na rotina dos dias e nas interpretacoes dos sonhos, sonhos esses que pararam por falta de comida de boca excessi de partida, partido o sonho sem reparte porque agora eh so ela ali, so osso sem carne e resta o cheiro que ela sabe que vai embora que ela sabe que confundi mas quer tanto ao ponto de ficar parada para convercer o tempo de p[arar tambem e fazer tudo de novo, ou fazer tudo que nao pode antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em seguida, apele, essa espasmada sem marca&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-1403868822974111486?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/1403868822974111486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=1403868822974111486' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/1403868822974111486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/1403868822974111486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/05/primeiro-veio-o-choque-tendo-eu-de.html' title=''/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-660631899670861651</id><published>2009-04-22T17:48:00.000-07:00</published><updated>2009-04-22T17:55:12.147-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>quando for novembro eu nem mais lembro.&lt;br /&gt;juro às vistas desse tempos em obras que sobra no teu olho bêbado da minha fala errante.Errante, eu sei.Li tanto as entrelinhas, dona moça, que nem me dei conta que esse roteiro de felicidade as cegas, contrabandeada da galáxia fulgaz, tinha encontrado um fim bem vintage na última página.Bem com a tipografia aquela, clássica que chega a ser ácida nesse tapete preto da modernidade.Bem feinho até, esse fim que tu fez questão de soletrar (ihateyouso), já virou minha língua materna (e a multidão nem muge), filme chato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-660631899670861651?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/660631899670861651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=660631899670861651' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/660631899670861651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/660631899670861651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/04/quando-for-novembro-eu-nem-mais-lembro.html' title=''/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-808431394197295776</id><published>2009-04-11T19:15:00.000-07:00</published><updated>2009-04-11T19:20:44.293-07:00</updated><title type='text'>Com verso</title><content type='html'>Soluço problemático&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho grandes problemas.&lt;br /&gt;pensava antes, exisir eles&lt;br /&gt;somente&lt;br /&gt;em mentes&lt;br /&gt;pequenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já menti quadras para não ter problemas.&lt;br /&gt;Fiz sol de papel para diversas cenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, em momento caduco&lt;br /&gt;previsão de sobra de tempo&lt;br /&gt;até arranjei alguns por prestação.&lt;br /&gt;Semana passada, peguei uns emprestados&lt;br /&gt;-veja só-&lt;br /&gt;juntos por ações prestadas viraram solução&lt;br /&gt;Para um nome antes só meu&lt;br /&gt;que tinha virado apenas,&lt;br /&gt;mais um número na agenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver é a tua dor, Lenita?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-808431394197295776?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/808431394197295776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=808431394197295776' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/808431394197295776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/808431394197295776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/04/com-verso.html' title='Com verso'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-9005262645419783202</id><published>2009-03-14T22:06:00.000-07:00</published><updated>2009-03-14T22:15:04.031-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A mesa está suja.&lt;br /&gt;Derramou água, só.&lt;br /&gt;O que tem teu olho?&lt;br /&gt;Pó.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-9005262645419783202?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/9005262645419783202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=9005262645419783202' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/9005262645419783202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/9005262645419783202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2009/03/mesa-esta-suja.html' title=''/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-9007462882389973404</id><published>2008-12-16T16:07:00.000-08:00</published><updated>2008-12-16T16:09:56.358-08:00</updated><title type='text'>Dizeres</title><content type='html'>Ele disse que ela tem grandes sacadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela disse que ela não tem explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele disse que ela é o caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela disse que ela é inconstante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele disse que ela é uma putafria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela que ela é podre e ainda por cima, sem religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, pediu a conta&lt;br /&gt;em vez de&lt;br /&gt;simplesmente fechar os ouvidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-9007462882389973404?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/9007462882389973404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=9007462882389973404' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/9007462882389973404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/9007462882389973404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2008/12/dizeres.html' title='Dizeres'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-6761686543567412162</id><published>2008-11-26T11:58:00.000-08:00</published><updated>2008-11-26T12:03:51.610-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Ela perde tudo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, acha que pode consertar tudo, com um trago na esquina escura, com uma pele dividindo o suor, um beijo no inesperado, um alcool alucinado.&lt;br /&gt;Ela acha que pode acender a luz depois que o sono pegou, e que os leçois sempre estaram vagos a espera da sua promessa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"você leva a bebida e eu o corpo, ops, copo.daí nós viramos animais até a proxima ressaca, e eu te falo de como as estrelas já se foram continuam brilhando e de como a fusão nuclear seria uma ótima alternativa para energia que pode sallvar o mundo.salvar o mundo?Esquece, fico quieta.Que tal tentar salvar nós mesmos? "&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-6761686543567412162?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/6761686543567412162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=6761686543567412162' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/6761686543567412162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/6761686543567412162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2008/11/ela-perde-tudo-ela-acha-que-pode.html' title=''/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-2741532961665380443</id><published>2008-11-25T09:14:00.000-08:00</published><updated>2008-11-25T09:24:44.634-08:00</updated><title type='text'>Respirações aguadas</title><content type='html'>"Se isso for soluço cardiaco apenas, eu acho melhor pedir para parar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nem as noticias prenderam os fatos, e agora?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Onde está o é da letra?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então os planos foram brigando com os anos e eu continuo nessa festa pobre que nem Cazuza é capaz de animar"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Empty"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Suicidio de tempo  enada a fazer.Nudez de espitrito (vento), tá frio."´&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Jura, a sua vida não é  a que pdeiu paixão?Não adianta, nem chamar o garçon.A minha está em promoção.Agfora nao exite.ja está com horario de visita?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"o sorriso, pinto, mas não cola, nem com colo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mARLENE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"para eles,&lt;br /&gt;que a comiam de mão pesada em corpo minitudo,&lt;br /&gt;a Marlene não era filha-muito mesno&lt;br /&gt;moça, era de outra&lt;br /&gt;esfera,&lt;br /&gt;de outro livro, não tinha sangue&lt;br /&gt;nem calço&lt;br /&gt;para cinderela"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-2741532961665380443?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/2741532961665380443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=2741532961665380443' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/2741532961665380443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/2741532961665380443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2008/11/respiraes-aguadas.html' title='Respirações aguadas'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-1797212562253399543</id><published>2008-11-20T18:01:00.000-08:00</published><updated>2008-11-20T18:13:15.990-08:00</updated><title type='text'>21.11</title><content type='html'>ella: "Crime perfeito?A minahe xistencia sem coerência, não basta?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louise:"São relações sexuais diferentes"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beau:"Hoje o teatro tem um coração que toca"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ella: Ouviu isso?É uma o barulho de uma relação sendo cortada.&lt;br /&gt;Louise:Ouviu o clap?É o barulho da minha mão na tua face.&lt;br /&gt;Ella: SIm, porque quer tocar nem qeus eja com um tapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louise: és uma mulher muito estranhapor favor, depois de tudo o que tu me disse sobre tomar aqueles cafés em paris não venha me esnobar ou me ignorar porque pra mim aquilo foi muito mais que ilusão.&lt;br /&gt;ella: é,acho que sim, mas talvez um dia kid, um dia.Em um café ofuscador de tormentas, eu sente no seu lado , finjo, de jeito não grato que é a tua voz que me prende aquela cadeira de madeira fosca.É, talvez naquele dia, um pedaçinho da carne, aquela que doi mas sente, fique de fora, de cantinho o real resbala-rá e tu saberá que além de estranho ser apelido, aquilo que sangra aparece demais até, contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana: Seus olhos estão onde as lupas já desistiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hey.Você sente demais as coisas.&lt;br /&gt;Hey.As vezs as cosias nao nos sentem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-1797212562253399543?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/1797212562253399543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=1797212562253399543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/1797212562253399543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/1797212562253399543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2008/11/2111.html' title='21.11'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-1173097841056473251</id><published>2008-11-05T10:09:00.000-08:00</published><updated>2008-11-05T10:16:13.895-08:00</updated><title type='text'>Martini 3/4</title><content type='html'>A mulher de vestido bordô atravcessou a minha paisagem doente, contornos niilistas, pontilhismo exprimental e insandesceu meu equilibrio desccorajado, brincando como estes, aqui, eles mesmos, meus até a terra os salvar, olhos.&lt;br /&gt;A mulher do vestido bordô que poderia ser mais curto, mas se fosse não seria eu a olhar por olhar como olho, seria mulher outro sem vestido, sem razões para meu intimo perdido, não pensava em situações elaboradas nem pesadelos pesados, ela somente mexia as pernas uma apos a outra como quem (anda!mas eu seieusei, que por ela ela nem se mexia, tentaria chegar em algum lugar, por seu cambalear forçado sem firmeza, ela cansou de procurar), como se tudo fosse um espetaculo diario, acustumada, com..................&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-1173097841056473251?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/1173097841056473251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=1173097841056473251' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/1173097841056473251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/1173097841056473251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2008/11/martini-34.html' title='Martini 3/4'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-5010961836414141685</id><published>2008-11-01T06:36:00.000-07:00</published><updated>2008-11-01T06:49:58.281-07:00</updated><title type='text'>Cena Noite Mastroianni</title><content type='html'>&lt;strong&gt;(um) Barbam bar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um lugar a direita do fim do mundo, um bar sujo de gente, nossos três personagens desta noche se derramam nas cadeiras, pedindo para que elas os separem do chão e os sustente, pelo menos, até o proximo copo de cerveja barata.&lt;br /&gt;Os últimos tostões a mesa, a espera.Os ultimos namorados no balcão,estouros, (obalão se vai) a despedida.&lt;br /&gt;Depois de tempos de silencio ela se convence e, em um pedacinho de papel encontrado dentro da bolsa, roubado de lugar qualquer, escreve com grafia em jejum um texto que chegou tossindo e não tem cura, mas que tem voz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...&lt;em&gt;meus amiguinhos de hoje, estão tão down.Já marcaram hora com o chão sem corda.(acorda).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os olhos de relógio giram, giram, mas não apontam para nada.Sabem que se marcarem hora com a sra.vida, perderam de redopiar.O que eles esperam?Será que vem das bolhas da cervejaamarelada que toma o tempo da mão suja de fumaça?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se levantarem cairam por medo de chegar a algum lugar que saibam o caminho.E eu que não uso esforço pra riso, acabo vendo no estorvo um alivio.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;sinto pena.elameacena.sinto pena.E a minha pena, é ter que tomar seus olhos como meus "&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-5010961836414141685?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/5010961836414141685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=5010961836414141685' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/5010961836414141685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/5010961836414141685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2008/11/cena-noite-mastroianni.html' title='Cena Noite Mastroianni'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-7238525705786045037</id><published>2008-10-30T20:30:00.000-07:00</published><updated>2008-10-30T20:56:40.348-07:00</updated><title type='text'>das loucas conversas uns trechos.</title><content type='html'>LOUISE SAYS:&lt;br /&gt;"ba lembrei daquele dia que tu bebeu café e tentava flertar com todos os manequins pelados na vitrine, achei tão ridículo, mas, cara, o que importa são as roseiras estendidas na tua cama, tu sabe.o cházinho quentinho, com gossip xarada e amy no chão. sem dorporque até em lixão nasce flor! "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jo: "Se fala o que se sente ou senão, não se sente mais nada.Ai que tá o problema."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nao em sao paulo.Nem em porto alegre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-7238525705786045037?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/7238525705786045037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=7238525705786045037' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/7238525705786045037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/7238525705786045037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2008/10/das-loucas-conversas-uns-trechos.html' title='das loucas conversas uns trechos.'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-3402020937205524968</id><published>2008-10-26T14:32:00.000-07:00</published><updated>2008-10-26T14:34:30.548-07:00</updated><title type='text'>isa segundo os outros que dela falam</title><content type='html'>&lt;em&gt;Quem é Isa, o que ela veste?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observe abaixo alguns depoimentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;1.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;“Isa é terremoto , isso é certo.Ela tem voz, e não segura dentro do peito, não.Ela fala, as vezes, mais do que pensa, as vezes demais.As vezes dormindo.&lt;br /&gt;Ela veste tudo, usa tudo.Tudo é descartável, esquecido no guarda roupa por um tempo, volta noutro.Tudo é remendável, retornavel i, aproveitavel.Sempre em um casaco, há uma lembrança no bolso, da ultima estação.As vezes boas, mas nunca frias.as más ela encaixota e manda longe, se despede sem adeus.Descarta, como um vestido, uma idéia, um riso – um caso antigo.A Isa pode vestir preto mas não some não, nem na noite- nem do meu sono.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;2.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;“Isa cala.Cala boca e coração, quebra bancas e destorce lentes.Isa é foda, ta perdida mas ta se achando, e no auge da sua ultima temporada de loucura me ligou no meio daquela secura de sentidos e me disse: não tenho mais nada a perder.Me empresta alguma coisa?ia dizer que não, mas não deixar ela perder também, a compania da minha voz”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;3.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Uma filha da puta que não sabe usar os acentos!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-3402020937205524968?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/3402020937205524968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=3402020937205524968' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/3402020937205524968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/3402020937205524968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2008/10/isa-segundo-os-outros-que-dela-falam.html' title='isa segundo os outros que dela falam'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-8233503465545986006</id><published>2008-10-22T20:58:00.000-07:00</published><updated>2008-10-22T21:29:41.730-07:00</updated><title type='text'>A ultima alegria do dia é o beijo que não resbala</title><content type='html'>Faz assim ó, sei, você é um bom rapaz, mas nao custa provar, chega, vem chegando de mansinho cambaleiro malandro.Não, mansinho mão.Chega com ar avassalador, mete pressão, faz som c0om o pé a boca carregado de palavra, mas não diz que errou, não desliza no vaso recém trocado, não fala naquilo que aconteceu, poque naquilo foi um episódio com cola vagabunda em amostra num sotão escuro, um episodio bêbado e claustofobrico de nossas vidinhas de passageiros errantes, foi só uma noite esquerda, e tiveram tantas  e o ermometro prova, foi tudo bobagem que tem que ser deixada pelo caminho sem marcar caminho, foi só o tal do orgulho e a medonha da raiva querendo dar uma de protagonista, e brigando por isso, e já basta o arrependimento pedinte que veio da rua e segurou a nossa mão, e ficamos lá esperando por um anel, um desaperto de adeus, disse que ia ficar um dia, foram lá duas semanas, chega e declama morte a esse marasmo e fala que o falado foi delírio seco, filho abastado, carona no teu coração em derrame,boicote da tua boca que andava melancolica por nao ter o que queri quando queria,diz que era música de desespero, de alerta, desconversa, diz que tem a dança que ficamos a dever, que tambem tem a musica que demite o trauma, lembra que tem o barzinho, o carro,banheiro a praça que marcamos territorios como cães nascidos ontem, que foram tantas as palavras,teve até terremoto, tantas elas que nao vieram do nada engordaram aqueles, aqueles gesstos, nunca modestos, da qual me tornei uma viciada conhecida, e chega-Chega como quem andava or perto, e quis ir mais eprto, e mais um pouco porque não apra ver se tem um tudo ou mais ou menos atras da fechadura conhecida, passou só para um oi resolvido na hora, inventou de roubar um temo a mais e falou cinicamente a otima semana, que essa foi vazia sim o meu estalar de dedos e ironia irritante, que nao teve cheiro e matou cachorro a grito e pontapés, e esse tá donde um bocado, diiz que doi mais para ver se eu fico com pena e me despeno aqui mesmo com  a janela aberta em pleno dia-quer saber, grita vomita o teu pecado e diz que foi pensado e o gozo foi bem demoradinho, pinta de vermelho o teu olho, atropla os substantivos, bota pra fora o sentimento de 3 dias sem comer nada que o faz querer continuar, fala mesmo sabendo que teu sono vaii ir pro saco durante 3 semanas, fala de tudo, de Deus, do teu nao do meu, fala de porto Alegre, do amor, não do meu, do teu, e vê se fala em nós, aquele que é da gente, não o que cobre negativos de fotos, aquele mais organico aquele que vozes nao formam palavras, e fala da relação disso tudo como que está a procura de um insqueiro, algo faltando, cabeça longe, mas querendo ficar assim, como quem diz "espera, espera, tu vais ver, e vai querer ver mais", te coça todo nesse faz de conta que tem algo que me fará tremer, demitir a fala e só pular nao para fora da janela, mas para dentro de ti, uma carta, isso finje que tá tudo escrito, que esta de oculos para esconder as olheiras criadas de colocar tudo que ja sentiu em um papel pálido e molengo,ou nem fala, nem vem, nem se faz de vivo ou estudante de mortal, só diz que, vai ligar, só que ninguem liga para essa conversa fiada, só vai discar meu numero or custume e rotina, aproveitará para dizer pelos fios como eu sou bonita, perguntará qual a minha opinião sobre os novos caminhos da engenharia genetica, e entre falas amansadas, perguntará o que farei no final de semana, assim, como se realmente não se importasse se eu for a um prostibulo barato só de ida ou a um retiro oriental no interior, amassa essa voz até ela ficar, assim, passada e comestivel, e com ar travado, veiculos da tua garganta seca pelo exageiro de tabaco doente, falará de maneira freiada, posso ir como você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, só diz que já teve emfrentou uma máscara de ferro em frente ao natos. já viu o juízo perder os reinados, a verdade concorrer sem apoio politico, viu guerra a toa por uma unica fera,  uma bela comer corações, e&lt;br /&gt;então nesse mundo de palavras contrabandeando sentidos, e sentidos se vendendo a qualquer desafeto, passou aqui e me tirou um beijo&lt;br /&gt;que se não fosse o último dada a minha mão escorregadia,&lt;br /&gt; seria o primeiro,&lt;br /&gt;a partir de agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outros casos, ela tá firme.Pegada.Bem, bem guardada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-8233503465545986006?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/8233503465545986006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=8233503465545986006' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/8233503465545986006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/8233503465545986006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2008/10/ultima-alegria-do-dia-o-beijo-que-no.html' title='A ultima alegria do dia é o beijo que não resbala'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-3554017293579650747</id><published>2008-10-05T18:59:00.000-07:00</published><updated>2008-10-05T19:00:03.162-07:00</updated><title type='text'>canções para um amor de mais</title><content type='html'>recita um bolerinho catalão em meu ouvido íntimo de teu íntimo falado e vê se devolve meu fôlego heinque to precisando.Hey, dublê de magazine barato, nem te canto o pouco que te conto, nem daquela vez em que cantei pretendersno restaurante cheio de ternos bem passados, porque a minha fala, essa, tá muitoreduzida ao teu nome, homem.ainda anda com aquela gravata virgem de higiene, apocalipse de semana da moda,dada por por uma ex-amiga ex-secreta, no natal passado?E com aquela camiseta apertadinha com um Q rosa ainda?viado de vestuário você.amante envergonhado.santo de requisição.Todo dia é feriado para teu senso interruido, não?Ainda anda tão traguado de alcool o teu passoserelépe que nasceu para o palco do inesperado?rapaz, t me lê tão bem.é como um espelho com curso superior em datilografia.Um exemplo, dessa nossa ligação além da simples, terráque:onde:janta assada.personagens escalados pelo vinho: Nossos alters-egos.eles se deram tambémque elmbro de ter pensado que o teu ocuparia muitas páginas no meu diário.mas então estristeci, pois, eu não tenho diário.Saca, eu sô de hoje, fãnzoca irremediavel do somente agora, reversa do que já passou,não tocou e ganhou o luxo de virar essa coisa desgraçante apelidada de lembrança.Á.Rimos tanto naquele dia-noite-dia.A Luci éuma figura, não acha?E aquele papo de Wilde ser satânico.Aquele pao aleister creowsley do homem ser livre para o que quiser.Bizarro.A colocaria na minha cabeceira mas a moça tem trauma dessamania tão circulante na modernidade, de querer tudo para sua própia mão.Foi ela que comrpou o vinho denome estranho.e o qusae o vomitou de forma natural.lembrei de algo agora.(risos)Eu( Gigi demasiada):O vinho seco não deixou você menos suave, darling.você (Clarck Garble galanteador):E o se efeito não deixou você mais bonita aos meus olhos.Seria impossivel,tal coisa.Ah!Futuro Marlon Brando em o Ultimo Tango em Paris.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-3554017293579650747?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/3554017293579650747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=3554017293579650747' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/3554017293579650747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/3554017293579650747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2008/10/canes-para-um-amor-de-mais.html' title='canções para um amor de mais'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8638029023260216756.post-9184094147058034426</id><published>2008-10-05T13:49:00.000-07:00</published><updated>2008-10-05T13:57:42.190-07:00</updated><title type='text'>De como resolvi bloguear</title><content type='html'>Ow.longahistória.&lt;br /&gt;pqueinha, brincadeira.Começando assim, hoje é domingo e domingo fede a nada.Eu, que sinto tudo "comação", vi o tédio se acomodar nesse quarto brancodemais para a minha vista contestadora.tava tudo tão chatochato que resolvi, ou era o blog, ou um trago.&lt;br /&gt;Essa vai entrar para a história - Se manifestou a razão.(até porque se hoje é domingo, isso quer dizer em linhas diretas que ontem foi sabado, o que significa, meus aamigos computados, que eu só não perdi a estribeira porque ainda não tinha a recuperado-além do mais a cabeça reclamareclamareclama com resquicios de dorcomprada em lata de cerveja importada.&lt;br /&gt;Tem muitos filmes passando e e estou aqui comendo as minhas unhas, continuando a compar esmalte para me embelezarseila para quem.E tá tudo tão estranho, tão estranho que as vezes me cafundo horrores em pensar que sou aprendiz de medrosa.&lt;br /&gt;AiAi.Cacofudida.&lt;br /&gt;Tá fazendo, á fazendo, tá fazendo tudo errado, não é?Botando adjetivo depois de grito.Botando olho, em boca de mulher.Ritmo em domingo socegado.razão em pura dialética alcólica.tudo tão errado,sem centrar essa cabeçacansada em uma vida menos down.Se viciando em gosto amagrrgo,chá-de-tragédia.Saindosó para ver, como o sentido fugido pesa.Tudo errado, e faz mal sim.Eu te avisei que se continuasse fazendodos trancos, barrancosia perder todas as chances arenosas de falar da tua loucura comedida,que tu juras,que de cima,é vidacomcheiro de divida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8638029023260216756-9184094147058034426?l=diariodeumavidaanunciada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/feeds/9184094147058034426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8638029023260216756&amp;postID=9184094147058034426' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/9184094147058034426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8638029023260216756/posts/default/9184094147058034426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumavidaanunciada.blogspot.com/2008/10/de-como-resolvi-bloguear.html' title='De como resolvi bloguear'/><author><name>Nathalia Rech</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04600802991526155823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_eibA3ZNnb9w/TDvN0aHRRkI/AAAAAAAAAIo/7WIZ4g6Eu-Q/S220/P1040115.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
